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Arsenal vence West Ham e mantém vantagem na liderança da Premier League

Vitória sobre o West Ham fora de casa, sustenta cinco pontos de vantagem sobre o Manchester City e fica a duas vitórias de encerrar jejum histórico na Premier League.

Por Corte dos Esportes · 10/05/2026 · Categoria: Futebol

O Arsenal deu mais um passo enorme na corrida pelo título do campeonato inglês. Fora de casa, no Estádio Olímpico de Londres, o time de Mikel Arteta venceu o West Ham por 1 a 0, em um clássico londrino tenso, decidido nos minutos finais e marcado por uma polêmica de arbitragem que pode pesar diretamente na definição do campeonato.

O gol da vitória foi marcado por Leandro Trossard, aos 83 minutos, após assistência de Martin Ødegaard. Já nos acréscimos, o West Ham chegou a empatar com Callum Wilson, mas o lance foi anulado após revisão do VAR por falta em David Raya na origem da jogada. A decisão gerou reclamações dos mandantes, alívio para os Gunners e aumentou ainda mais o clima dramático da reta final.

Para os Gunners, restam apenas duas partidas. A conta é simples: se vencer os dois jogos que faltam, o clube será campeão inglês pela primeira vez desde a temporada 2003/04, quando levantou a taça de forma invicta com o histórico time dos “Invincibles”.

Vitória com peso de decisão

O jogo contra o West Ham tinha pressão dos dois lados. O Arsenal entrou em campo sabendo que qualquer tropeço poderia recolocar o Manchester City com força na briga pelo título. O West Ham, por sua vez, jogava em casa em meio à luta contra o rebaixamento, precisando pontuar para seguir vivo na disputa pela permanência.

Essa combinação deixou a partida nervosa. O Arsenal teve mais posse de bola e tentou controlar o ritmo, mas encontrou dificuldade para transformar domínio em vantagem no placar. O West Ham fechou espaços, competiu fisicamente e apostou em transições e bolas levantadas para incomodar a defesa visitante.

A equipe de Arteta não fez uma exibição brilhante, mas mostrou maturidade. Em uma reta final de campeonato, nem sempre o campo vence com espetáculo. Muitas vezes, vence porque sabe sofrer, administrar o relógio e encontrar uma jogada decisiva quando o jogo parece travado.

VAR salva o Arsenal nos acréscimos

A grande polêmica veio nos minutos finais. O West Ham acreditou ter conseguido o empate com Callum Wilson, já nos acréscimos, mas o VAR chamou a arbitragem para revisar uma disputa envolvendo David Raya. Após a análise, o gol foi anulado por falta no goleiro do Arsenal.

O lance promete seguir em debate, principalmente pelo peso que teve na parte de cima e de baixo da tabela. Para o West Ham, o empate poderia representar um ponto precioso na luta contra o rebaixamento. Para o Arsenal, o gol anulado preservou uma vitória vital na corrida pelo título.

Embalo também vem da Champions League

A vitória sobre o West Ham acontece em uma semana especial para o Arsenal. O time chega embalado pela classificação à final da Champions League após vencer o Atlético de Madrid, algo que não acontecia havia 20 anos. A última final europeia dos Gunners havia sido em 2006, e o retorno ao jogo decisivo reforça a dimensão da temporada construída por Arteta.

Esse embalo continental pesa também na Premier League. O Arsenal vive uma reta final em que precisa administrar físico, emoção e expectativa. O clube está perto de dois objetivos gigantes: voltar a disputar o título europeu e encerrar um jejum nacional que já dura 22 anos.

Desde 2004, o Arsenal convive com a lembrança do time invicto e com a cobrança por uma nova conquista da Premier League.

O projeto de Arteta chega ao ponto mais alto

A campanha também reforça o trabalho de Mikel Arteta. Quando assumiu o Arsenal, o treinador encontrou um clube irregular, pressionado e distante do padrão competitivo necessário para enfrentar Manchester City, Liverpool e os demais gigantes ingleses. O processo teve oscilações, críticas e frustrações, mas agora chega ao ponto mais alto.

O Arsenal atual mistura juventude, intensidade e maturidade competitiva. Mesmo com um elenco ainda jovem para o nível de pressão que enfrenta, o time aprendeu a disputar jogos grandes, lidar com fases difíceis e transformar consistência em vantagem na tabela.

A média de idade do elenco gira em torno de 25 anos, com uma base que ainda tem margem de crescimento. Esse detalhe é importante porque mostra que o projeto não foi construído apenas para uma temporada. Nomes como Bukayo Saka, William Saliba, Gabriel Martinelli, Declan Rice, Martin Ødegaard e outros pilares formam uma espinha dorsal capaz de sustentar o clube por mais tempo.

Duas rodadas para fazer história

Com cinco pontos de vantagem sobre o Manchester City, o Arsenal entra nas duas últimas rodadas sabendo exatamente o que precisa fazer. Não depende de tropeço rival. Não precisa de combinação improvável. Precisa apenas vencer seus compromissos e confirmar em campo aquilo que construiu ao longo da temporada.

A possibilidade de título também recoloca o Arsenal em um lugar central dentro da história da Premier League, competição marcada por disputas intensas, viradas na reta final e campanhas decididas por detalhes mínimos.

O Manchester City segue à espreita, ainda mais depois da vitória sobre o Brentford que manteve pressão na briga pela liderança. Por isso, o Arsenal sabe que o triunfo sobre o West Ham foi fundamental, mas ainda não definitivo.