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Brasil vence Haiti e encaminha vaga na Copa do Mundo 2026

Com Vini Jr decisivo, Matheus Cunha correspondendo à mudança no comando de ataque e preocupação com Raphinha, Seleção faz 3 a 0, assume a liderança do Grupo C e chega forte para decidir a vaga contra a Escócia.

Por Corte dos Esportes · 20/06/2026 · Categoria: Futebol

A vitória do Brasil transformou uma rodada de pressão em uma resposta importante. Depois do empate contra Marrocos na estreia, a Seleção precisava ganhar, melhorar o saldo e mostrar mais controle na partida. Fez os três pontos, assumiu a liderança da chave e deixou uma boa impressão, principalmente pela atuação no primeiro tempo.

A vitória também teve um recado interno. Matheus Cunha começou como titular no lugar de Igor Thiago, que havia iniciado a partida contra Marrocos, e aproveitou a oportunidade com dois gols ainda no primeiro tempo. A mudança no comando de ataque deu mais presença à área e mais mobilidade para combinar com Vini Jr, que foi o jogador mais decisivo do Brasil na noite.

Superioridade apareceu antes do placar

O placar traduziu uma diferença que já era visível em campo. O Brasil atacou mais, recuperou bolas em zonas altas e usou melhor os lados do campo, especialmente com Vini Jr pela esquerda e Raphinha pelo lado direito enquanto esteve em campo. O Haiti tentou competir fisicamente, mas teve dificuldade para sair da pressão e passou boa parte do primeiro tempo defendendo perto da própria área.

O primeiro gol tirou o peso do jogo. A Seleção vinha de uma estreia travada, em que teve dificuldade para transformar posse em domínio, e precisava evitar que a ansiedade crescesse. Com o 1 a 0, o time encontrou espaço para acelerar. Com o 2 a 0, passou a controlar o ritmo. E, com o terceiro antes do intervalo, praticamente resolveu a partida.

Matheus Cunha responde à mudança no ataque

A entrada do centroavante no time titular foi um dos pontos centrais da partida. Igor Thiago havia sido a escolha inicial na estreia contra Marrocos, mas a atuação do Brasil naquele jogo deixou a sensação de que o ataque precisava de outro tipo de movimentação. Contra o Haiti, Cunha deu essa resposta.

O atacante não ficou preso apenas como referência. Atacou espaços, apareceu entre zagueiros e se colocou em posição de finalizar as jogadas criadas por Vini Jr. Os dois gols reforçam o peso da escolha: em Copa do Mundo, a disputa por posição também se decide pela capacidade de mudar o rumo de uma partida.

O nome do jogo

Vini Jr entregou a atuação que o Brasil precisava de seu jogador mais desequilibrante. Ele participou da construção dos gols de Matheus Cunha e ainda marcou o terceiro, em uma jogada que simbolizou sua principal força: aceleração, ataque ao espaço e frieza na definição.

Mais do que o gol, Vini foi protagonista sem a Seleção depender apenas de uma jogada isolada. Ele apareceu como ponta, como acelerador de transição e como definidor. Em uma Copa curta, esse tipo de atuação muda o peso da campanha, porque dá ao Brasil uma referência clara para os jogos grandes.

Lesão de Raphinha vira ponto de atenção

A única notícia negativa da noite foi a saída de Raphinha ainda no primeiro tempo. O atacante deixou o campo com problema físico, e a situação passa a ser acompanhada com atenção antes da decisão contra a Escócia.

A preocupação não é apenas pelo nome, mas pela função. Raphinha dá profundidade, pressão pós-perda e agressividade pelo lado direito. Sem ele, o Brasil pode precisar ajustar o setor, seja com um jogador de mais velocidade, seja com uma alternativa que aproxime mais o meio-campo do ataque.

Brasil retoma a artilharia histórica das Copas

Além do impacto na tabela, o 3 a 0 recoloca em uma disputa simbólica da história dos Mundiais. A Alemanha havia passado à frente na contagem histórica de gols em Copas, mas os três gols contra o Haiti recolocam a Seleção Brasileira no topo dessa corrida.

Esse dado agrega peso à vitória. Não foi apenas um resultado obrigatório contra uma seleção de menor tradição. Foi também uma resposta em um ranking histórico que conversa diretamente com a identidade do Brasil em Copas: presença constante, volume ofensivo e protagonismo mundial.

Como fica a situação no Grupo C

Com a vitória, o Brasil chega a quatro pontos e fica em boa condição para avançar. A Seleção depende de si na última rodada: um empate contra a Escócia garante a classificação entre os dois primeiros do Grupo C da Copa do Mundo 2026. Uma vitória pode confirmar a liderança, dependendo também do saldo em relação a Marrocos.

A última rodada coloca Brasil x Escócia de um lado e Marrocos x Haiti do outro. A vantagem brasileira está no saldo, mas o cenário ainda exige seriedade. Perder para a Escócia abriria espaço para queda na tabela e levaria a definição para combinações que a Seleção não quer depender.

O caminho no mata-mata começa a ganhar forma

A partida contra a Escócia não vale apenas classificação. Pela tabela da Copa do Mundo 2026, o destino do Brasil no mata-mata passa pelo cruzamento com o Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

Se terminar em primeiro no Grupo C, a Seleção tende a pegar o segundo colocado do Grupo F. Se ficar em segundo, o cruzamento será contra o líder da chave. Por isso, a liderança não é detalhe: pode alterar o nível de dificuldade logo na abertura da fase eliminatória.

Vitória necessária, mas com recados para a sequência

O Brasil fez o que precisava fazer: venceu, melhorou o saldo, recuperou confiança e viu Vini Jr assumir o protagonismo. A atuação não encerra todos os debates sobre funcionamento coletivo, mas entrega uma base mais sólida para a última rodada.

A Seleção sai do jogo contra o Haiti mais forte na tabela e mais segura emocionalmente. Agora, a Copa muda de peso. Contra a Escócia, o Brasil joga para confirmar a vaga, defender a liderança e transformar a vitória sobre o Haiti no ponto de virada da campanha.