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Brasileiros avançam em Margaret River, e Medina lidera corrida por vaga nas quartas

Brasil chega forte à reta decisiva da etapa de Margaret River da WSL, com Gabriel Medina, Samuel Pupo, Yago Dora, Ítalo Ferreira e Luana Silva ainda vivos na Austrália.

Por Corte dos Esportes · 19/04/2026 · Categoria: SURF

A etapa de Margaret River confirmou mais uma vez a força brasileira no início da temporada da WSL. Depois de um dia pesado de disputas em condições difíceis no Main Break, o Brasil fechou a rodada com cinco representantes ainda vivos na competição: Gabriel Medina, Samuel Pupo, Yago Dora, Ítalo Ferreira e Luana Silva. O número reforça o bom momento da Brazilian Storm e coloca o país no centro da briga por resultados importantes logo na segunda parada do circuito mundial.

O cenário ganhou ainda mais peso porque a etapa foi marcada por mar mexido, vento forte e baterias muito exigentes. Mesmo assim, os brasileiros conseguiram manter presença em massa entre os melhores, com quatro nomes nas quartas de final do masculino e uma representante no feminino. Em uma fase da competição em que cada bateria começa a ter cara de decisão, o saldo do Brasil em Margaret River é claramente positivo.

Gabriel Medina vence duelo de peso e segue vivo

Gabriel Medina protagonizou um dos momentos mais importantes do dia ao superar Jack Robinson, um dos nomes mais fortes da etapa e surfista sempre perigoso nas ondas australianas. Em uma bateria travada e de poucas oportunidades, Medina administrou melhor as condições e garantiu a classificação, mostrando competitividade em um confronto que tinha peso técnico e emocional.

A vitória recoloca o tricampeão mundial em destaque num evento em que o Brasil já vinha acumulando bons resultados. Mais do que avançar, Medina reafirmou sua capacidade de crescer em baterias grandes, justamente o tipo de cenário que costuma definir o rumo de uma etapa. Agora, ele vai encarar Crosby Colapinto nas quartas de final, em mais um confronto que promete alto nível.

A classificação em Margaret River reforça mais uma vez o peso de Gabriel Medina dentro da elite mundial, em uma trajetória marcada por decisões, títulos e protagonismo no surfe, como a do surfista Gabriel Medina e sua carreira no circuito.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo

Samuel, Yago e Ítalo reforçam domínio brasileiro

Se Medina puxou um dos grandes destaques do dia, Samuel Pupo também deixou sua marca com uma atuação forte para avançar às quartas. Ele passou por uma bateria dura e confirmou o bom momento do surfe brasileiro em Margaret River. Samuel segue em uma chave importante da etapa e terá pela frente Joel Vaughan, em duelo que pode colocá-lo ainda mais perto das semifinais.

Yago Dora também confirmou presença entre os oito melhores do masculino. O campeão mundial manteve regularidade em condições complicadas e avançou sem deixar o Brasil perder volume na fase decisiva. Nas quartas, o adversário será George Pittar, em mais uma bateria que exige atenção total num mar que não vem perdoando erro.

Ítalo Ferreira completa esse grupo de brasileiros classificados no masculino. O campeão olímpico venceu o duelo nacional contra João Chianca, em uma das baterias que inevitavelmente tirariam um brasileiro da disputa. Com a vitória, Ítalo assegurou lugar nas quartas e agora encara Ethan Ewing, australiano que também chega embalado para a sequência da etapa.

Luana Silva mantém o Brasil vivo no feminino

No feminino, Luana Silva voltou a colocar o Brasil entre as principais competidoras do evento. A brasileira venceu sua bateria e garantiu vaga nas quartas de final, sustentando a presença nacional também na chave das mulheres. Em uma etapa tão exigente, manter-se viva nesse ponto do campeonato tem peso importante e confirma o crescimento da surfista no circuito.

O próximo desafio de Luana será ainda mais pesado, já que ela vai enfrentar Molly Picklum. O confronto coloca a brasileira diante de uma adversária fortíssima, mas também abre a chance de um resultado de grande impacto caso consiga avançar. Para o Brasil, a classificação de Luana amplia a boa leitura geral da etapa, porque o país segue competitivo dos dois lados da chave.

Quem já caiu em Margaret River

Nem todos os brasileiros conseguiram chegar à reta decisiva. Miguel Pupo, líder do ranking e dono da lycra amarela, acabou eliminado no round 3 em uma bateria apertada contra Ethan Ewing. A queda teve peso porque Miguel vinha de bom momento na temporada e carregava expectativa alta para a etapa australiana.

João Chianca também se despediu no round 3, ao perder justamente para Ítalo Ferreira no confronto brasileiro. Antes disso, o Brasil já havia sofrido baixas com as eliminações de Filipe Toledo e Alejo Muniz na segunda fase, além da queda de Mateus Herdy ainda na triagem masculina. Mesmo com essas saídas, o saldo geral segue muito forte, porque o país colocou cinco surfistas nas quartas e manteve presença pesada na luta por pódio.

Situação do Brasil na reta decisiva

A situação brasileira em Margaret River é claramente positiva. No masculino, o país ocupa metade das quartas de final, com Samuel Pupo, Gabriel Medina, Yago Dora e Ítalo Ferreira. No feminino, Luana Silva mantém o Brasil vivo entre as melhores da etapa. Em outras palavras, a delegação brasileira chega à reta mais importante do evento com volume, nomes experientes e chance real de transformar presença em resultado grande.

Com a previsão de tempestade e a pausa forçada na competição, a expectativa agora se volta para a próxima chamada e para a retomada das disputas. Quando a etapa voltar para a água, o Brasil entrará novamente como protagonista. E, pelo tamanho dos nomes ainda vivos na Austrália, Margaret River segue muito aberta para mais um capítulo forte da Brazilian Storm.