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Brasileiros iniciam na WSL da Nova Zelândia

New Zealand Pro estreia em Manu Bay com Medina e Luana Silva de lycra amarela, vitórias brasileiras no primeiro dia e duelo de peso entre Medina e Filipe Toledo já na próxima fase.

Por Corte dos Esportes · 15/05/2026 · Categoria: Surf

A etapa da WSL na Nova Zelândia começou com forte presença brasileira, cenário histórico em Manu Bay e nomes importantes da Brazilian Storm já em destaque. A quarta parada do Championship Tour, marca a primeira vez do circuito mundial de elite na praia de Raglan, uma das esquerdas mais tradicionais do país e um pico que chega ao calendário com potencial para mexer diretamente na corrida pelo título.

O evento também tem um peso especial para o Brasil. Gabriel Medina e Luana Silva chegaram à Nova Zelândia usando a lycra amarela de líderes do ranking, algo simbólico para o surfe. Depois da perna australiana, o país desembarcou em Raglan com protagonismo no masculino e no feminino, além de uma delegação forte entre os homens.

Com ondas limpas, paredes longas e seções de alta performance, Manu Bay ofereceu um tipo de desafio diferente em relação às etapas anteriores da temporada. Após semanas em direitas na Austrália, a esquerda neozelandesa abriu espaço para surfistas goofies atacarem de frontside, caso de Medina, Ítalo Ferreira, Samuel Pupo e Miguel Pupo. Para os regulars, o desafio foi trabalhar o backside em uma onda longa e técnica.

Medina vence bem e confirma força na esquerda

O tricampeão mundial venceu o havaiano Eli Hanneman por 15.20 a 10.06 e avançou para a próxima fase em uma bateria de bastante atividade.

A atuação reforça por que a etapa da Nova Zelândia pode ser importante para Medina. Em uma esquerda de alta performance, o brasileiro consegue explorar melhor seu repertório de frontside, misturando velocidade, pressão, rasgadas e manobras acima da borda. A vitória também mantém o líder do ranking em posição forte dentro de uma etapa que pode ser estratégica na briga pelo título mundial.

Confira os melhores momentos da bateria abaixo:

O resultado ainda criou um duelo brasileiro de peso na sequência. Medina vai enfrentar Filipe Toledo na terceira fase, repetindo um confronto recente entre dois campeões mundiais. Na etapa anterior, em Gold Coast Filipe venceu Medina em uma bateria de alto nível.

Filipe Toledo passa por João Chianca em duelo brasileiro

O bicampeão mundial venceu João Chianca por 15.66 a 10.84 em um confronto brasileiro no Round 2. A bateria eliminou Chumbinho da etapa, mas confirmou Filipe como um dos nomes a serem observados em Manu Bay.

O destaque da apresentação foi a maior nota individual do dia: 8.83. Filipe encontrou uma das melhores ondas da bateria, conectou seções com velocidade e mostrou leitura precisa para aproveitar a parede longa da esquerda neozelandesa. Mesmo surfando de backside, o brasileiro conseguiu impor ritmo, linha e fluidez, características que costumam fazer diferença em ondas que exigem continuidade.

Confira os melhores momentos da bateria abaixo:

Luana Silva estreia contra Tyler Wright

No feminino, a principal expectativa brasileira está em Luana Silva. Líder do ranking mundial, ela fará sua estreia na etapa contra Tyler Wright no Round 2. O duelo tem peso, porque Luana chega embalada pelos bons resultados na Austrália e agora defende a lycra amarela em uma etapa inédita no calendário.

Luana vive o melhor momento da carreira no Championship Tour. A brasileira assumiu a liderança do ranking após dois vice-campeonatos consecutivos e chega à Nova Zelândia como uma das surfistas mais consistentes da temporada. Em Manu Bay, o desafio será transformar essa regularidade em mais um avanço importante, desta vez em uma onda de esquerda que pode favorecer linhas fortes, leitura de parede e escolha precisa das melhores séries.

A presença dela também dá outro peso à etapa para o Brasil. A história de Luana Silva até chegar à liderança da WSL ajuda a explicar por que sua lycra amarela não é um ponto isolado, mas parte de uma evolução competitiva construída com resultados, maturidade e crescimento técnico no circuito.

Alejo vence e outros brasileiros ainda entram na água

Alejo Muniz também venceu no primeiro dia. O brasileiro superou o australiano George Pittar por 15.50 a 14.84 em uma bateria apertada e importante, avançando na competição depois de um duelo decidido por detalhes.

Próximos duelos dos brasileiros na Nova Zelândia

A sequência da etapa ainda reserva confrontos importantes para o Brasil em Manu Bay.

Entre os confrontos já definidos, o principal destaque é o reencontro entre Medina e Filipe Toledo. Os dois campeões mundiais se enfrentam nas oitavas, em uma bateria que ganhou ainda mais peso pelo histórico recente entre eles e pelo momento de Medina como líder do ranking.

  • Gabriel Medina x Filipe Toledo — oitavas de final
  • Alejo Muniz x Rio Waida — oitavas de final
  • Yago Dora x Luke Thompson — Round 2
  • Samuel Pupo x Cole Houshmand — Round 2
  • Mateus Herdy x Leonardo Fioravanti — Round 2
  • Ítalo Ferreira x Seth Moniz — Round 2
  • Miguel Pupo x Callum Robson — Round 2
  • Luana Silva x Tyler Wright — Round 2 feminino

Manu Bay coloca a Nova Zelândia no centro do surfe mundial

A estreia da etapa no calendário tem um caráter histórico.

Para a WSL, a parada na Nova Zelândia amplia a diversidade técnica da temporada. Para os surfistas, muda o tipo de exigência. E para o Brasil, chega em um momento especial, com Medina e Luana liderando os rankings e uma geração inteira tentando transformar a força da Brazilian Storm em resultados concretos.