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Campeões atuais do UFC: veja lista completa de todos os cinturões e categorias

Do peso-mosca ao peso-pesado, confira quem são os atuais campeões da principal organização de MMA mundial, como cada lutador conquistou o cinturão e qual é a situação das divisões masculinas e femininas.

Por Corte dos Esportes · 30/09/2026 · Categoria: Lutas
Charles Oliveira sorrindo com o cinturão do UFC sobre o ombro.
Charles “Do Bronxs” Oliveira com o cinturão de campeão peso-leve do UFC, atualmente ele é campeão do BMF. Foto: Renan Silva/Flickr.

O cinturão do UFC representa o ponto máximo da carreira para a maioria dos lutadores. Para chegar ao topo, não basta entrar no ranking: é preciso atravessar uma sequência de adversários de elite, conquistar uma disputa de título e depois conviver com a pressão permanente de defender a posição contra os principais nomes da categoria.

A lista de campeões também muda rapidamente. Trocas de cinturão, títulos vagos, mudanças de divisão e lesões podem alterar completamente o cenário em poucos meses. Na atualização de 30 de setembro de 2026, o UFC reconhece oito divisões masculinas e três femininas em sua estrutura principal de títulos. Uma delas, o peso-mosca feminino, está momentaneamente sem campeã.

Além dos cinturões tradicionais, existe o BMF, título especial que não corresponde a uma categoria de peso.

Lista dos atuais campeões do UFC:

  • Peso-mosca masculino — Joshua Van — Myanmar/Estados Unidos
  • Peso-galo masculino — Petr Yan — Rússia
  • Peso-pena masculino — Alexander Volkanovski — Austrália
  • Peso-leve masculino — Justin Gaethje — Estados Unidos
  • Peso-meio-médio masculino — Islam Makhachev — Rússia
  • Peso-médio masculino — Sean Strickland — Estados Unidos
  • Peso-meio-pesado masculino — Carlos Ulberg — Nova Zelândia
  • Peso-pesado masculino — Ciryl Gane — França
  • Peso-palha feminino — Mackenzie Dern — Brasil/Estados Unidos
  • Peso-mosca feminino — cinturão vago
  • Peso-galo feminino — Kayla Harrison — Estados Unidos
  • Cinturão BMF — Charles Oliveira — Brasil

Joshua Van é o campeão peso-mosca do UFC

Van chegou ao título no UFC 323, em dezembro de 2025, em uma situação pouco comum. Alexandre Pantoja, então campeão, sofreu uma lesão no cotovelo apenas 26 segundos depois do início do combate, e Van deixou o evento com o cinturão.

Desde então, o novo campeão tratou de fortalecer sua condição dentro da divisão. Em maio de 2026, no UFC 328, derrotou Tatsuro Taira por nocaute técnico a 1min32s do quinto round. Em setembro, voltou a encontrar Pantoja no UFC 331 e venceu novamente, completando mais uma defesa do título.

Com isso, Joshua Van deixou de ser apenas o lutador que herdou um cenário inesperado na primeira disputa de cinturão e passou a construir efetivamente seu próprio reinado entre os moscas.

A presença de Alexandre Pantoja nessa história ajuda a dimensionar o que Van precisou superar. Antes de perder o cinturão, o brasileiro havia defendido o título quatro vezes. A revanche no UFC 331, portanto, colocou Van diante não apenas de um ex-campeão, que havia estabelecido o padrão recente da categoria. A vitória por decisão unânime deu ao novo campeão um resultado mais conclusivo depois do desfecho por lesão do primeiro encontro.

Petr Yan voltou ao topo do peso-galo

O russo vive seu segundo reinado na categoria de até 135 libras.

Yan recuperou o cinturão em 6 de dezembro de 2025, no UFC 323, ao derrotar Merab Dvalishvili por decisão unânime.

A vitória teve um peso especial porque Dvalishvili havia derrotado Yan no primeiro encontro entre os dois, em 2023. O resultado do UFC 323 transformou Yan no terceiro lutador da história a conquistar duas vezes o título peso-galo da organização.

Veja a luta abaixo:

Merab Dvalishvili, justamente o campeão destronado por Yan, deixou uma marca importante antes da troca de cinturão. O georgiano conquistou o título contra Sean O’Malley e realizou três defesas somente em 2025. A derrota para Yan encerrou ainda uma sequência de 14 vitórias de Dvalishvili, o que torna a retomada do cinturão pelo russo ainda mais significativa dentro da história recente dos galos.

Alexander Volkanovski é novamente campeão peso-pena

O australiano recuperou o cinturão no UFC 314, realizado em 12 de abril de 2025, quando enfrentou Diego Lopes pelo título que havia ficado vago após a mudança de Ilia Topuria para o peso-leve.

Volkanovski venceu por decisão unânime, tornando-se campeão peso-pena do UFC pela segunda vez.

O reencontro com Diego Lopes aconteceu em janeiro de 2026, no UFC 325, e Volkanovski voltou a vencer por decisão unânime. A defesa confirmou a continuidade de seu segundo reinado.

Veja a luta abaixo:

Se Volkanovski representa uma das grandes referências modernas dos penas, José Aldo é inevitável quando o assunto é a história da categoria. O brasileiro recebeu o primeiro cinturão peso-pena do UFC após a incorporação do WEC e realizou sete defesas consecutivas em seu primeiro reinado. Foram 1.848 dias no topo, a longevidade de Aldo transformou o cinturão dos penas em um dos títulos mais prestigiados do UFC e estabeleceu um parâmetro que campeões posteriores, incluindo Volkanovski, passaram a perseguir.

Justin Gaethje finalmente conquistou o cinturão linear dos leves

Poucos campeões atuais tiveram uma trajetória tão longa até chegar ao cinturão incontestável quanto Gaethje.

Antes de 2026, o norte-americano já havia sido campeão interino dos leves e também detentor do cinturão BMF, mas ainda não tinha conseguido conquistar o título linear da categoria.

A oportunidade definitiva surgiu no UFC Freedom 250, em 14 de junho de 2026. Ele enfrentou Ilia Topuria, então campeão invicto, e conseguiu uma das maiores vitórias de sua carreira.

Depois de quatro rounds intensos, Topuria não retornou para a quinta parcial. O resultado oficial foi vitória de Gaethje por nocaute técnico, por interrupção do córner, ao fim do quarto round. Com isso, “The Highlight” tornou-se campeão incontestável dos leves.

Veja a luta abaixo:

Antes disso, Gaethje havia derrotado Paddy Pimblett por decisão unânime no UFC 324 para conquistar o título interino.

A caminhada pelo topo dos leves também passou por um dos campeões mais dominantes da categoria: Khabib Nurmagomedov. Em 2020, Gaethje chegou ao UFC 254 como campeão interino e desafiante ao cinturão linear, mas foi finalizado por Khabib no segundo round. O russo anunciou a aposentadoria logo depois daquela luta e encerrou a carreira invicto, com cartel de 29 vitórias e nenhuma derrota. Anos mais tarde, Gaethje conseguiu alcançar justamente o título incontestável que escapou naquele confronto.

Islam Makhachev reina agora no peso-meio-médio

Islam Makhachev construiu um dos grandes reinados da história recente do peso-leve, mas decidiu deixar o cinturão da categoria para subir aos meio-médios.

A mudança terminou com outro título.

No UFC 322, em 15 de novembro de 2025, no Madison Square Garden, Makhachev dominou Jack Della durante cinco rounds e venceu por decisão unânime, tornando-se campeão até 170 libras e o 11º atleta da história do UFC a conquistar cinturões em duas categorias.

Em agosto de 2026, no UFC 330, o russo realizou sua primeira defesa como campeão dos meio-médios. Ian Machado Garry levou o confronto até as papeletas, mas Makhachev venceu por decisão unânime.

Veja a luta abaixo:

Ao ocupar o topo dos meio-médios, Makhachev passa a integrar uma linhagem que teve Georges St-Pierre como um de seus grandes símbolos. O canadense recuperou o cinturão em 2008 e, a partir dali, realizou nove defesas consecutivas antes de abrir mão do título em 2013. GSP ainda retornaria anos depois para conquistar também o cinturão dos médios. Sua consistência nos 77 kg deixou um dos grandes parâmetros históricos para qualquer campeão que tente construir um reinado prolongado na categoria.

Sean Strickland recuperou o cinturão dos médios

A categoria também vive um segundo reinado.

Sean Strickland recuperou o cinturão em 9 de maio de 2026, no UFC 328, diante de Khamzat Chimaev. O resultado encerrou a invencibilidade profissional de Chimaev e devolveu Strickland ao topo da categoria.

A disputa foi extremamente equilibrada e terminou em decisão dividida. Dois juízes marcaram 48-47 para Strickland, enquanto outro anotou 48-47 para Chimaev.

Veja a luta abaixo:

Strickland havia conquistado seu primeiro título em 2023 ao derrotar Israel Adesanya. Depois de perder o cinturão para Dricus Du Plessis, precisou reconstruir o caminho até receber uma nova oportunidade e completar o retorno ao trono.

Poucas divisões do UFC tiveram um reinado tão associado a um único nome quanto o peso-médio durante a era de Anderson Silva. O brasileiro acumulou dez defesas de cinturão, uma sequência que durante anos foi o recorde da organização. A combinação de longevidade e vitórias sobre diferentes gerações de desafiantes fez do período de “Spider” uma referência histórica da categoria. Para campeões como Strickland, permanecer no topo significa entrar em uma divisão que ainda carrega a sombra de um dos reinados mais duradouros já vistos no octógono.

Carlos Ulberg é o campeão dos meio-pesados

O Dono do cinturão representa uma das mudanças mais importantes ocorridas em 2026.

O título dos meio-pesados ficou vago depois que Alex Pereira abriu mão do título, levando o UFC a colocar Jiří Procházka e Ulberg frente a frente no UFC 327, em 11 de abril de 2026.

A decisão foi rápida.

Ulberg nocauteou Procházka com um gancho de esquerda seguido por golpes aos 3min45s do primeiro round e conquistou pela primeira vez o título do UFC.

Veja a luta abaixo:

O resultado completou uma ascensão construída depois de Ulberg perder sua estreia no UFC. O neozelandês se recuperou daquela derrota inicial e avançou até o topo de uma das categorias historicamente mais perigosas da organização.

E poucas trajetórias explicam melhor o peso histórico dessa divisão do que a de Jon Jones. “Bones” tinha apenas 23 anos quando derrotou Maurício “Shogun” Rua em 2011 e se tornou o campeão mais jovem da história do UFC. Em seu primeiro grande reinado nos meio-pesados, defendeu o cinturão oito vezes, derrotando uma sequência de ex-campeões e grandes nomes da categoria. Jones ainda recuperaria o título anos mais tarde e faria outras três defesas antes de subir para os pesados.

Ciryl Gane é o atual campeão peso-pesado

A situação da categoria passou por várias mudanças antes de chegar ao atual campeão.

Gane derrotou Alex Pereira por nocaute técnico no segundo round do UFC Freedom 250, em junho de 2026, e conquistou inicialmente o cinturão interino.

Veja a luta abaixo:

Naquele momento, Tom Aspinall seguia reconhecido como campeão principal, mas permanecia afastado em razão dos problemas decorrentes da lesão ocular sofrida em sua luta contra o próprio Gane no UFC 321.

Em setembro de 2026, Aspinall decidiu abrir mão do título para não manter a divisão parada. A partir disso, Ciryl Gane foi promovido de campeão interino a campeão incontestável dos pesos-pesados.

É a primeira vez que Gane ocupa oficialmente o posto de campeão linear da categoria, embora já tivesse conquistado um cinturão interino anteriormente, em 2021.

Entre os campeões que Gane sucede na história dos pesados, Stipe Miocic ocupa uma posição especial. O norte-americano é o recordista de defesas consecutivas de cinturão da categoria, com três, e somou quatro defesas bem-sucedidas considerando seus dois reinados. Em uma divisão conhecida pela dificuldade de manter o título por muito tempo, a sequência de Miocic transformou estabilidade em feito histórico. Esse é justamente um dos desafios que passa a acompanhar Gane: não apenas conquistar o cinturão, mas construir permanência no topo.

Mackenzie Dern é a campeã peso-palha

A divisão mudou de mãos depois que Zhang Weili deixou o título vago para subir ao peso-mosca. A oportunidade aberta levou Dern e Virna Jandiroba à disputa pelo cinturão no UFC 321, em 25 de outubro de 2025.

Dern venceu por decisão unânime após cinco rounds e se tornou campeã.

Sua primeira defesa aconteceu no UFC 330, em agosto de 2026. Diante de Gillian Robertson, a campeã voltou a completar cinco rounds e venceu por decisão unânime.

Veja a luta abaixo:

O cinturão consolidou no MMA uma atleta que já possuía uma carreira de alto nível no jiu-jítsu antes de se dedicar integralmente às lutas dentro do octógono.

Antes da atual geração, Joanna Jędrzejczyk ajudou a estabelecer o peso-palha como uma das divisões de maior destaque entre as mulheres no UFC. A polonesa conquistou o cinturão em 2015 ao derrotar Carla Esparza e conseguiu cinco defesas bem-sucedidas ao longo dos dois anos seguintes. Foi um reinado que estabeleceu o recorde de defesas da categoria e transformou Joanna em uma das figuras centrais dos primeiros anos do peso-palha no Ultimate.

Peso-mosca feminino está vago

A única das 11 divisões atuais do UFC que chega ao fim de setembro de 2026 sem campeã é o peso-mosca feminino.

Valentina Shevchenko ocupava o topo da categoria, mas informou ao UFC que ficaria impossibilitada de competir por pelo menos um ano. A organização então tornou o cinturão vago.

A sucessora será definida entre Natalia Silva e Wang Cong no UFC 332, marcado para 3 de outubro de 2026, em Salt Lake City.

Nesse caso, a ex-campeã relevante não é apenas parte da história: Valentina Shevchenko é a grande referência da própria divisão. Em seu primeiro reinado, “Bullet” realizou sete defesas bem-sucedidas de cinturão e estabeleceu uma longa sequência de domínio entre as atletas de até 125 libras. Seu histórico na categoria inclui ainda o recorde de vitórias em lutas de título entre as moscas femininas. A vacância de 2026, portanto, abre uma mudança particularmente importante, porque força a divisão a encontrar uma nova campeã depois de anos em que Shevchenko esteve diretamente ligada à disputa pelo topo.

Kayla Harrison é a campeã peso-galo

A bicampeã olímpica de judô conquistou o título no UFC 316, em 7 de junho de 2025, contra Julianna Peña. Harrison levou a luta ao chão e finalizou a então campeã com uma kimura no segundo round.

Veja a luta abaixo:

Foi uma ascensão extremamente rápida desde sua chegada ao UFC.

Harrison segue reconhecida como campeã e tem sua primeira defesa programada contra Amanda Nunes no UFC 334, marcado para 14 de novembro de 2026, em Nova York.

O nome de Amanda Nunes torna esse próximo capítulo ainda mais significativo. A brasileira realizou cinco defesas bem-sucedidas do cinturão peso-galo e também conquistou o título peso-pena, tornando-se a primeira mulher a ser campeã de duas categorias do UFC e a manter os dois cinturões simultaneamente. Nunes derrotou nomes como Ronda Rousey, Holly Holm, Valentina Shevchenko e Julianna Peña durante seus períodos no topo. Por isso, uma luta entre Harrison e Nunes coloca a atual campeã diante de uma das figuras mais importantes da história do MMA feminino.

O peso-pena feminino

Durante anos, o UFC também teve um cinturão para a categoria, que passou por nomes como Germaine de Randamie, Cris Cyborg e Amanda Nunes.

Essa divisão, porém, não integra atualmente a relação oficial de categorias com campeões do UFC.

Campeão BMF: entenda o que significa esse cinturão

Além dos campeões tradicionais de cada categoria, o UFC mantém um cinturão especial que ganhou espaço próprio dentro da organização: o BMF. A sigla significa “Baddest Motherf***er” e representa um título simbólico criado para premiar lutadores associados a confrontos de grande apelo, agressividade, resistência e estilo de luta voltado para a ação.

O ponto mais importante é que o BMF não corresponde a uma categoria de peso. Não existe uma “divisão”, um limite de peso exclusivo ou um ranking próprio para esse cinturão. Por isso, seu detentor pode continuar pertencendo normalmente a uma das categorias tradicionais do UFC. O BMF funciona como um título especial reconhecido pela organização, separado dos cinturões que determinam quem é o campeão dos moscas, galos, penas, leves, meio-médios e demais divisões.

A origem do cinturão remonta a 2019. Depois de derrotar Anthony Pettis no UFC 241, Nate Diaz usou sua entrevista ainda dentro do octógono para desafiar Jorge Masvidal e sugerir que os dois lutassem pelo posto de “baddest motherf***er in the game”. A declaração ganhou repercussão suficiente para o UFC transformar a ideia em um cinturão físico e colocá-lo em disputa no UFC 244.

A primeira luta pelo BMF aconteceu em 2 de novembro de 2019, no Madison Square Garden, em Nova York. Jorge Masvidal enfrentou Nate Diaz no evento principal, e Dwayne “The Rock” Johnson participou da cerimônia de entrega do novo cinturão. Masvidal venceu depois que o médico interrompeu o combate por causa de um corte sofrido por Diaz, tornando-se o primeiro detentor do BMF.

O título nasceu praticamente como uma atração especial para aquela luta, mas ganhou continuidade dentro do UFC. Anos depois, a organização retomou o cinturão e passou a construir uma linhagem própria de campeões. Isso fez com que o BMF deixasse de ser apenas uma curiosidade ligada ao duelo entre Diaz e Masvidal e passasse a aparecer novamente em grandes eventos. O próprio UFC trata oficialmente essa sequência como a “linhagem” do cinturão BMF.

Na atualização atual, Charles Oliveira é quem carrega esse cinturão especial. “Do Bronxs” conquistou o BMF no UFC 326, em 7 de março de 2026, derrotando Max Holloway por decisão unânime. Os três jurados marcaram 50-45 para o brasileiro.

Veja a luta abaixo:

Oliveira tornou-se, assim, o quarto lutador a possuir o cinturão BMF.

O campeão anterior ajuda a explicar justamente o espírito desse título. Max Holloway conquistou o BMF no UFC 300, em abril de 2024, contra Justin Gaethje. Depois de praticamente cinco rounds de trocação, o havaiano chamou o adversário para o centro do octógono nos segundos finais e conseguiu um nocaute a apenas um segundo do término da luta. A cena se tornou uma das imagens mais marcantes da curta história do BMF. Holloway permaneceu com o cinturão até ser derrotado por Oliveira em 2026, ligando diretamente dois ex-campeões tradicionais do UFC à linhagem do título especial.

Recordes dos cinturões e os brasileiros campeões

A história dos títulos do UFC também é marcada por dados difíceis de alcançar. Demetrious Johnson estabeleceu a maior sequência de defesas consecutivas de um cinturão na organização, com 11, durante seu domínio no peso-mosca. O norte-americano superou justamente Anderson Silva, que conseguiu dez defesas consecutivas do peso-médio. O brasileiro, porém, continua dono de outro número impressionante: permaneceu 2.457 dias como campeão, entre outubro de 2006 e julho de 2013.

Outro recorde histórico pertence a Jon Jones. Em março de 2011, ao derrotar Maurício “Shogun” Rua pelo cinturão dos meio-pesados, “Bones” tornou-se o campeão mais jovem da história do UFC, com 23 anos e 242 dias. A marca segue como uma das demonstrações mais precoces de domínio já vistas no octógono.

O Brasil ocupa espaço central nessa história. Considerando cinturões lineares e interinos das categorias de peso, 20 lutadores brasileiros já conquistaram um título do UFC. Murilo Bustamante foi o primeiro brasileiro a levantar um cinturão convencional da organização, quando conquistou o peso-médio em 2002.

Existe ainda uma particularidade dos primeiros anos do Ultimate. Antes da consolidação das atuais categorias de peso, Royce Gracie e Marco Ruas foram campeões dos torneios do UFC. Eles não conquistaram cinturões de divisões nos moldes atuais, mas fazem parte da relação histórica de brasileiros campeões da organização. Incluindo esses dois pioneiros, são 22 brasileiros diferentes com algum título de campeão do UFC.

Os brasileiros que já foram campeões no UFC:

  • Royce Gracie — campeão dos torneios do UFC 1, UFC 2 e UFC 4 — torneios sem divisão de peso
  • Marco Ruas — campeão do torneio do UFC 7 — torneio sem divisão de peso
  • Vitor Belfort — campeão meio-pesado; também venceu o torneio peso-pesado do UFC 12
  • Murilo Bustamante — campeão peso-médio
  • Anderson Silva — campeão peso-médio
  • Antônio Rodrigo “Minotauro” Nogueira — campeão interino peso-pesado
  • Lyoto Machida — campeão meio-pesado
  • Maurício “Shogun” Rua — campeão meio-pesado
  • José Aldo — campeão peso-pena
  • Junior dos Santos — campeão peso-pesado
  • Renan Barão — campeão peso-galo, inicialmente como interino e posteriormente como campeão principal
  • Fabrício Werdum — campeão peso-pesado, primeiro como interino e depois como campeão principal
  • Rafael dos Anjos — campeão peso-leve
  • Amanda Nunes — campeã peso-galo feminino e peso-pena feminino
  • Cris Cyborg — campeã peso-pena feminino
  • Jéssica Andrade — campeã peso-palha feminino
  • Deiveson Figueiredo — campeão peso-mosca
  • Charles Oliveira — campeão peso-leve
  • Glover Teixeira — campeão meio-pesado
  • Alex Pereira — campeão peso-médio e meio-pesado
  • Alexandre Pantoja — campeão peso-mosca
  • Mackenzie Dern — campeã peso-palha feminino

Mais do que uma simples relação de nomes, a lista dos campeões atuais e os que fizeram história nas categorias, ajuda a entender o momento esportivo do UFC: quem ocupa o topo, quais cinturões mudaram recentemente de mãos e quais categorias estão prestes a iniciar um novo capítulo.