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China Open 2026 reúne elite das tenistas na reta decisiva da temporada da WTA

WTA 1000 disputado em Pequim entre 30 de setembro e 11 de outubro, distribui 1.000 pontos à campeã e reforça o peso da gira asiática no calendário feminino. Veja as atletas confirmadas, datas e história do torneio.

Por Corte dos Esportes · 01/10/2026 · Categoria: Tênis

O circuito mundial de tênis feminino entrou em uma de suas últimas grandes etapas da temporada com o China Open 2026. O torneio reúne algumas das principais estrelas da WTA em Pequim, disputado no China National Tennis Center em quadra dura, tendo na chave de simples com 96 jogadoras.

Entre os principais nomes estão:

  • Elena Rybakina
  • Aryna Sabalenka
  • Coco Gauff
  • Mirra Andreeva
  • Iga Swiatek
  • Naomi Osaka

O tamanho do elenco é proporcional à importância do evento. O China Open pertence à categoria WTA 1000, nível imediatamente abaixo dos quatro torneios de Grand Slam dentro da estrutura regular da organização. A campeã recebe 1.000 pontos para o ranking, enquanto o torneio também oferece uma premiação total comprometida de US$ 9.415.725 em 2026.

Mais do que um torneio importante da temporada atual, Pequim ocupa uma posição consolidada no tênis feminino internacional. A competição existe desde 2004, passou a ser realizada no China National Tennis Center em 2009 e já teve campeãs como Serena Williams, Caroline Wozniacki, Maria Sharapova, Naomi Osaka, Iga Swiatek e Coco Gauff.

O China Open ocupa espaço importante na reta final da temporada e faz parte de uma sequência de eventos que ajudam a definir o cenário do circuito; para acompanhar a programação completa do ano, com o calendário do tênis com os principais torneios da ATP e WTA.

Rybakina chega como número 1 do mundo

Elena Rybakina é a principal cabeça de chave do China Open 2026. A cazaque aparece no topo do ranking mundial e chega a Pequim depois de uma temporada marcada por resultados de grande peso: conquistou o Australian Open e o US Open em 2026, além do título em Stuttgart.

A presença de Rybakina aumenta o interesse sobre o torneio porque Pequim representa sua volta ao circuito depois da campanha campeã no US Open. O título em Nova York foi o terceiro Grand Slam da carreira da tenista, que já havia vencido Wimbledon em 2022 e o Australian Open em 2026.

Logo atrás dela no chaveamento aparecem Aryna Sabalenka e Coco Gauff, segunda e terceira cabeças de chave, respectivamente. Mirra Andreeva completa o grupo das quatro principais favoritas pelo critério de cabeças de chave.

A nova geração

A presença de Mirra Andreeva é outro dos grandes atrativos do torneio. Aos 19 anos, a russa vive uma temporada de afirmação no circuito e conquistou seu primeiro Grand Slam em Paris ao vencer Roland Garros 2026.

A campanha francesa transformou Andreeva de promessa consolidada em campeã de major. Ela derrotou Maja Chwalinska na final e tornou-se a campeã mais jovem de Roland Garros desde Monica Seles, em 1992.

Sua presença reforça um dos elementos mais interessantes da atual fase do tênis feminino: a convivência entre campeãs já estabelecidas e uma geração mais jovem que começa a disputar regularmente os principais troféus do circuito.

Atletas que já sabem o que é vencer em Pequim

O China Open também apresenta um componente histórico importante dentro da própria chave de 2026. Coco Gauff, Iga Swiatek e Naomi Osaka chegam ao torneio sabendo exatamente o que significa levantar o troféu no China National Tennis Center.

Swiatek venceu a edição de 2023. Gauff foi campeã em 2024, enquanto Osaka conquistou o torneio em 2019.

Amanda Anisimova, campeã de 2025, não poderá defender o título. A norte-americana desistiu de competir por causa de uma lesão no punho esquerdo e posteriormente anunciou o encerramento de sua temporada de 2026.

O formato da competição

A chave feminina de simples possui 96 tenistas. As 32 cabeças de chave recebem bye e entram diretamente na segunda rodada, uma característica que aumenta o peso dos primeiros confrontos para as demais participantes.

Com a conclusão dos jogos necessários da primeira rodada, os confrontos das principais cabeças de chave começaram a ser definidos.

Jogos das principais tenistas — horários de Brasília:

  • Mirra Andreeva x Yuan Yue
    Data: 2 de outubro
    Horário: 0h
    Fase: segunda rodada
  • Naomi Osaka x Maria Timofeeva
    Data: 2 de outubro
    Horário previsto: 5h10
    Fase: segunda rodada
  • Aryna Sabalenka x Renata Zarazua
    Data: 2 de outubro
    Horário: 8h
    Fase: segunda rodada
  • Coco Gauff x Camila Osorio
    Data: 3 de outubro
    Horário: ainda a ser confirmado
  • Iga Swiatek x Gao Xinyu
    Data: 3 de outubro
    Horário: ainda a ser confirmado
  • Elena Rybakina x Alina Charaeva
    Data: 3 de outubro
    Horário: ainda a ser confirmado

No Brasil, o China Open 2026 terá transmissão pelo Disney+, que já lista ao vivo diferentes quadras do WTA 1000 de Pequim, incluindo Diamond Court, Lotus Court, Court 3, Court 4 e Court 5.

O calendário de simples está dividido da seguinte forma:

  • Primeira rodada: 30 de setembro e 1º de outubro
  • Segunda rodada: 2 e 3 de outubro
  • Terceira rodada: 4 e 5 de outubro
  • Oitavas de final: 6 e 7 de outubro
  • Quartas de final: 8 e 9 de outubro
  • Semifinais: 10 de outubro
  • Final: 11 de outubro

O peso dos 1.000 pontos no ranking

A categoria WTA 1000 explica por que tantas jogadoras de elite incluem Pequim no calendário. O título rende 1.000 pontos para o ranking. A vice-campeã recebe 650.

Esses números tornam o China Open especialmente relevante na parte final do ano. Além do troféu, uma campanha longa em Pequim pode produzir impacto direto na posição das jogadoras no ranking e na configuração da elite do circuito para a sequência da temporada.

Em 2026, a competição tem ainda outro ingrediente: é o penúltimo WTA 1000 do calendário. Depois de Pequim, a gira asiática continua com outro torneio da mesma categoria, o Wuhan Open, mantendo as principais tenistas em ação na China.

Torneio construiu tradição no tênis feminino

O China Open feminino começou em 2004. Desde 2009, o torneio é realizado no China National Tennis Center, complexo que tem como principal arena o Diamond Court, com capacidade para 15 mil espectadores.

Serena Williams venceu justamente a primeira edição feminina, em 2004, e voltou a conquistar o torneio em 2013. Ao longo das décadas seguintes, a lista de campeãs passou a reunir jogadoras de diferentes gerações.

Esse histórico dá ao evento uma relevância que não depende apenas do momento do calendário. Pequim tornou-se um dos principais pontos de encontro da elite da WTA durante a gira asiática, e o formato ampliado para 96 jogadoras oferece espaço tanto para campeãs consagradas quanto para novas atletas tentando avançar em um dos maiores torneios regulares do circuito.

A edição de 2026 resume bem o atual cenário do tênis feminino. Rybakina chega como número 1 e campeã de dois Grand Slams no ano. Sabalenka continua entre os principais nomes do circuito. Gauff e Swiatek retornam a um torneio no qual já foram campeãs. Osaka carrega o peso de uma trajetória de múltiplos títulos de Grand Slam, enquanto Andreeva chega como uma das representantes mais fortes da nova geração.

Com 96 jogadoras, 1.000 pontos para a campeã e quase duas semanas de competição, o China Open não funciona apenas como mais uma parada antes do fim da temporada. O torneio combina impacto imediato no ranking, confronto entre algumas das melhores atletas do mundo e uma história construída desde 2004. É essa mistura que mantém Pequim como uma das referências do tênis feminino na reta final de cada ano.