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China Smash de tênis de mesa: formato, brasileiros e história da competição em Pequim

O torneio ocupa o nível mais alto do circuito da World Table Tennis e reúne alguns dos melhores mesa-tenistas do planeta. Criado em 2024, o torneio rapidamente virou uma das principais referências da temporada internacional e ganhou importância especial para o Brasil com a ascensão de Hugo Calderano e Bruna Takahashi.

Por Corte dos Esportes · 06/10/2026 · Categoria: Esporte Olímpicos

O China Smash se consolidou em poucos anos como uma das competições mais importantes do tênis de mesa mundial. Integrante da categoria Grand Smash da World Table Tennis, a mais elevada dentro da estrutura de eventos da WTT, o torneio coloca frente a frente os principais jogadores do ranking internacional em simples e duplas e distribui uma quantidade de pontos capaz de interferir diretamente na elite da classificação mundial.

A edição deste ano está sendo realizada entre 1º e 11 de outubro no Shougang Park, no distrito de Shijingshan, em Pequim. A programação ocupa 11 dias, começando pelo qualifying e avançando até as decisões das cinco modalidades: simples masculino, simples feminino, duplas masculinas, duplas femininas e duplas mistas.

Os brasileiros no China Smash 2026

O Brasil chegou para a competição com cinco atletas.

Hugo Calderano e Bruna Takahashi tinham entrada direta nas chaves principais de simples. Leonardo Iizuka, Giulia Takahashi e Laura Watanabe começaram no qualifying.

Leonardo e Giulia foram eliminados na primeira rodada classificatória. Laura venceu a turca Ece Harac por 3 sets a 2 e manteve por mais uma rodada a tentativa de alcançar a chave principal.

Além das simples, Giulia Takahashi e Laura Watanabe disputaram juntas as duplas femininas, enquanto Hugo Calderano e Bruna Takahashi formaram novamente a principal parceria brasileira nas duplas mistas.

O principal nome brasileiro no torneio é Hugo Calderano.

Calderano abriu sua campanha no quadro principal contra o alemão Dimitrij Ovtcharov e venceu por 3 sets a 0. O brasileiro avançou sem entregar uma parcial.

Na rodada seguinte, voltou a vencer em sets diretos. Diante do sul-coreano An Jaehyun, Calderano fechou a partida também em 3 a 0. O resultado colocou o brasileiro nas oitavas de final do China Smash. O adversário seguinte será o alemão Patrick Franziska.

Jogo das oitavas:

  • Data: quinta-feira, 8 de outubro de 2026
  • Horário: a partir de 0h, no horário de Brasília
  • 2ª sessão: a partir de 7h30, no horário de Brasília
  • Horário específico da partida: ainda não divulgado pela organização

A programação do China Smash prevê duas sessões nesta quinta-feira.

Bruna Takahashi faz jogo de cinco sets

A brasileira enfrentou Manika Batra, da Índia, e começou vencendo o primeiro set por 11/8. Batra reagiu, fez 11/8 e 11/9 nas duas parciais seguintes e virou o confronto. Bruna respondeu com 11/5 no quarto set, levando a partida ao desempate.

No quinto, a indiana fechou em 12/10 e venceu por 3 sets a 2. Com isso, Bruna deixou a disputa individual.

Hugo e Bruna também entraram juntos nas duplas mistas. A parceria brasileira enfrentou Eduard Ionescu e Bernadette Szocs, da Romênia, pelas oitavas de final e perdeu outro confronto decidido em cinco sets, por 3 a 2.

O resultado não diminui o peso que a dupla alcançou no circuito. Em fevereiro, Hugo e Bruna conquistaram juntos o Singapore Smash 2026, um dos maiores resultados já alcançados pelo tênis de mesa brasileiro em provas de duplas no circuito internacional.

O que é o China Smash

Evento faz parte da categoria WTT Grand Smash, colocada pela própria World Table Tennis no topo de sua pirâmide competitiva. São torneios concebidos para reunir grandes chaves, diferentes provas e elevada pontuação para o ranking, funcionando como os eventos de maior peso do circuito profissional da WTT.

A comparação com os Grand Slams do tênis tradicional ajuda a entender sua dimensão. Não significa que os dois esportes tenham estruturas idênticas, mas, dentro da WTT, os Grand Smashes representam o patamar mais alto de torneios regulares.

Na edição deste ano, os campeões podem conquistar 2.000 pontos para o ranking mundial. Isso transforma cada rodada avançada em um resultado de enorme peso para jogadores que disputam as primeiras posições da classificação internacional.

Como funciona o China Smash

O formato de 2026 ajuda a mostrar o tamanho do torneio. O qualifying de simples masculino e feminino aconteceu entre 1º e 3 de outubro, com oito jogadores de cada chave avançando para o quadro principal.

A partir de 4 de outubro, começou a fase principal. As duas chaves de simples contam com 64 atletas cada, enquanto as disputas de duplas masculinas, femininas e mistas têm 24 parcerias.

Esse desenho cria uma competição bastante diferente dos eventos menores da temporada. Além de exigir uma sequência longa dos jogadores de simples, o China Smash abre espaço para especialistas em duplas e para atletas que atuam em mais de uma chave durante a mesma semana.

A edição de 2026 também recebe o China Youth Smash entre 9 e 11 de outubro, colocando competições de base dentro do mesmo ambiente de um dos principais torneios profissionais do calendário.

Shougang Park virou a casa do torneio

O complexo está localizado em Shijingshan, região de Pequim. A área ganhou projeção mundial durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 e passou a ser utilizada como um dos pólos esportivos e de entretenimento da capital chinesa.

Em 2026, a organização promoveu mudanças na estrutura destinada ao público. A Infinity Arena permanece como palco central, enquanto outro pavilhão do complexo recebe partidas simultâneas das fases classificatórias e do quadro principal.

A ligação entre o China Smash e Pequim também tem um peso simbólico. Nenhum país possui uma tradição contemporânea tão dominante no tênis de mesa quanto a China, e realizar um dos maiores eventos do circuito no país coloca os principais estrangeiros diretamente diante da maior potência da modalidade.

Trajetória do torneio começou em 2024

Apesar do peso que já possui no calendário, o China Smash é relativamente novo. A primeira edição aconteceu em 2024.

O campeão masculino inaugural foi Lin Shidong, que venceu Ma Long na decisão por 4 sets a 3. No feminino, Sun Yingsha conquistou o primeiro título da história ao superar Wang Manyu por 4 sets a 2.

A temporada seguinte manteve a força chinesa. Em 2025, Wang Chuqin venceu Felix Lebrun na decisão masculina, enquanto Wang Manyu superou Sun Yingsha na final feminina.

Assim, as duas primeiras edições terminaram com domínio completo da China nos títulos individuais, uma demonstração da dificuldade que estrangeiros enfrentam quando entram na chave de Pequim.

A importantância para Hugo Calderano

Para um atleta que disputa regularmente a elite mundial, um Grand Smash tem impacto que vai além de um único troféu.

Os 2.000 pontos disponíveis ao campeão significam que uma campanha profunda pode alterar de forma importante a posição no ranking. Além disso, o tamanho das chaves faz com que o jogador precise superar adversários de alto nível durante vários dias para chegar à decisão.

Calderano entrou na edição de 2026 depois de alcançar a final do WTT Champions Macau em setembro. Na ocasião, derrotou Nicholas Lum, Tomislav Pucar, Sora Matsushima e Anton Kallberg antes de ser superado pelo sueco Truls Moregard na decisão.

No China Smash, o desafio cresce principalmente pela presença maciça da elite chinesa e de jogadores europeus e asiáticos estabelecidos nas primeiras posições do ranking.

Competição já virou referência no calendário

O China Smash ainda não possui décadas de história, mas já ocupa espaço central no tênis de mesa profissional.

Sua força vem da combinação entre categoria máxima da WTT, 2.000 pontos de ranking para os campeões, grandes chaves, presença das principais estrelas internacionais e realização em um país onde o tênis de mesa possui enorme peso esportivo e cultural.

Para o Brasil, o torneio passou a ser especialmente relevante pela presença de Hugo Calderano entre os protagonistas do circuito e pela evolução de Bruna Takahashi, além da entrada gradual de novos nomes em classificatórios e provas de duplas.

A edição de 2026 reforça esse cenário. Enquanto outros brasileiros encerraram suas campanhas, Calderano permanece na disputa de simples e tenta avançar ainda mais em Pequim. Independentemente do resultado final, o China Smash já se estabeleceu como um dos eventos que ajudam a definir a hierarquia do tênis de mesa mundial — e, cada vez mais, o Brasil chega a esse palco não apenas para participar, mas para disputar espaço entre os melhores.