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Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2026: etapas, formato e a história de uma das competições mais tradicionais do esporte no país

O Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia chega à sua 35ª temporada mantendo um papel que vai além do calendário competitivo.

Por Corte dos Esportes · 02/04/2026 · Categoria: CATEGORIA

O Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia segue em 2026 como a principal vitrine nacional da modalidade e chega à sua 35ª temporada mantendo um papel que vai além do calendário competitivo. Ao longo das décadas, a competição se consolidou como palco de formação, afirmação e reencontro de grandes nomes do esporte, reunindo duplas históricas, revelações e atletas que marcaram época nas areias brasileiras e internacionais.

Na temporada atual, o circuito mantém esse peso histórico enquanto gira por cidades tradicionais do vôlei de praia, com etapas que ajudam a medir o momento técnico da modalidade no país. Ao mesmo tempo, a própria história do torneio reforça por que ele segue relevante: poucos campeonatos nacionais conseguiram atravessar tantas gerações com tanta continuidade e tanta ligação com a elite do esporte mundial.

Como está a temporada de 2026

A temporada 2026 do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia já começou com etapas importantes no calendário nacional. Até aqui, o circuito passa por praças tradicionais e mantém a lógica de giro por diferentes cidades do país.

Etapas já realizadas e confirmadas:

Navegantes (SC) — de 4 a 8 de fevereiro

João Pessoa (PB) — de 4 a 8 de março

Saquarema (RJ) — de 1 a 5 de abril

Brasília (DF) — de 22 a 26 de abril

Campeões das primeiras etapas:

Navegantes

Feminino: Elize Maia/Carol Horta

Masculino: André/Renato

João Pessoa

Feminino: Carol Solberg/Rebecca

Masculino: Evandro/Arthur Lanci

Destaque da etapa de Saquarema:

A parada no Rio de Janeiro ganha peso extra por estar inserida no contexto de comemoração dos 35 anos do circuito

Como funciona o circuito ao longo da temporada

O Circuito Brasileiro não é definido por uma etapa isolada. O título da temporada premia a regularidade construída ao longo do calendário, o que faz a competição exigir não apenas talento técnico, mas também constância, adaptação e capacidade de manter nível alto durante vários eventos.

Essa lógica ajuda a transformar o circuito em algo maior do que uma sequência de torneios. Cada etapa importa, mas o peso do campeonato está justamente na soma de resultados, no acúmulo de pontos e na habilidade de cada dupla em se manter competitiva ao longo dos meses. É por isso que o Circuito Brasileiro costuma ser visto como um teste completo para quem quer se firmar entre os principais nomes da modalidade.

Quantas duplas participam de cada etapa

O formato de cada etapa é dividido entre qualifying e torneio principal, o que ajuda a dar profundidade competitiva ao circuito.

No qualifying:

mínimo de 36 duplas por gênero

32 duplas entram pelo ranking

até 4 wild cards

8 duplas por gênero avançam para a chave principal

No torneio principal:

24 duplas por gênero

14 melhores do ranking de entrada

até 2 wild cards

8 vindas do qualifying

Formato de disputa:

o qualifying acontece, em regra, em um único dia

sistema de eliminação simples

a fase principal tem grupos e depois mata-mata

Um circuito que ajudou a construir a tradição brasileira nas areias

Falar do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia é falar também da construção de uma cultura esportiva. Desde o início da década de 1990, o torneio passou a funcionar como espaço de afirmação para atletas que depois ganhariam projeção nacional e internacional. Ao longo dos anos, o campeonato reuniu parcerias históricas, rivalidades marcantes e fases muito distintas do esporte no país.

Esse peso histórico ajuda a explicar por que o circuito ainda carrega tanto valor mesmo em uma modalidade em que o Brasil já está acostumado a competir em alto nível. Mais do que revelar talentos, o campeonato ajudou a consolidar uma identidade própria do vôlei de praia brasileiro, com tradição competitiva, renovação constante e forte presença de nomes que deixaram marca no cenário mundial.

Maiores campeões e duplas históricas no masculino

No masculino, o circuito acumulou parcerias que marcaram época e ajudaram a construir o peso histórico da competição.

Maior referência em títulos como dupla:

Ricardo/Emanuel — campeões em:

2002

2003

2006

2008

2014/2015

Outras duplas históricas do masculino:

Zé Marco/Emanuel

Tande/Giovane

Tande/Emanuel

Alison/Bruno Schmidt

Alison/Emanuel

Márcio/Fábio Luiz

Álvaro Filho/Saymon

Duplas que também apareceram entre os campeões em anos mais recentes:

André Stein/George

Evandro/Álvaro Filho

Arthur/Adrielson

A sequência de campeões mostra como o circuito serviu de ponte entre gerações. Nomes que dominaram diferentes fases do vôlei de praia dividiram o mesmo campeonato com duplas em ascensão, mantendo o torneio como espaço de confronto de alto nível técnico e histórico.

Maiores campeãs e duplas históricas no feminino

No feminino, o circuito também construiu uma linhagem forte de duplas marcantes, com ciclos longos de domínio e renovação constante.

Maior parceria da história em títulos:

Adriana Behar/Shelda — campeãs em:

1996

1997

1999

2000

2001

2002

2003

2004

Outras duplas campeãs muito marcantes:

Juliana/Larissa

2005

2006

2007

2010

2011

Larissa/Talita

2014/2015

2015/2016

2016/2017

Outras duplas históricas do feminino:

Ágatha/Bárbara Seixas

Carol Solberg/Maria Elisa

Fernanda Berti/Bárbara Seixas

Ana Patrícia/Rebecca

Ágatha/Duda

Duda/Ana Patrícia

Talita/Taiana

A galeria feminina mostra como o circuito conseguiu atravessar diferentes eras sem perder força. Das duplas que dominaram por longos períodos às parcerias que simbolizaram renovação técnica e mudança de geração, o torneio seguiu como referência central do vôlei de praia brasileiro.

Por que o circuito segue importante em 2026

A temporada de 2026 reforça que o Circuito Brasileiro continua atual sem perder seu valor histórico. O formato segue competitivo, o número de duplas mantém a profundidade do torneio e o calendário preserva cidades importantes dentro da modalidade. Ao mesmo tempo, a história dos campeões ajuda a mostrar que o circuito não vive apenas do presente: ele carrega uma herança esportiva que segue influenciando a forma como o vôlei de praia é disputado e percebido no país.

No fim das contas, o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia continua funcionando em duas frentes ao mesmo tempo. No presente, é o principal palco nacional da modalidade. No longo prazo, segue como uma das competições mais tradicionais do esporte brasileiro, com memória, continuidade e peso suficiente para conectar passado, presente e futuro nas areias.

Para ampliar esse panorama, vale ver também a matéria sobre a história do vôlei de praia do Brasil nas Olimpíadas, suas medalhas e duplas históricas.