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Títulos do Corinthians na Copa do Brasil: finais e o tetracampeonato

Clube paulista conquistou a competição quatro vezes em diferentes décadas, com finais contra Grêmio, Brasiliense, Internacional e Vasco, em uma trajetória marcada por mata-mata, decisões fora de casa e personagens históricos.

Por Corte dos Esportes · 11/06/2026 · Categoria: Futebol

O clube conquistou o torneio em 1995, 2002, 2009 e 2025, formando uma trajetória marcada por campanhas de mata-mata, finais de peso nacional, títulos decididos longe de casa e personagens que atravessam diferentes gerações da torcida.

A competição também combina com parte da identidade corintiana. A Copa do Brasil exige resistência, elenco competitivo, leitura emocional, força em jogos eliminatórios e capacidade de decidir sob pressão. O Timão teve tudo isso em suas quatro conquistas: foi campeão invicto em 1995, confirmou uma geração técnica em 2002, transformou a taça de 2009 em símbolo de reconstrução e voltou ao topo em 2025, encerrando um jejum de 16 anos no torneio.

Para medir o peso do torneio no calendário nacional, juntamente com a tradição corintiana, pois as duas coisas se misturam naturalmente na história da Copa do Brasil.

Os quatro títulos da Copa do Brasil:

  • 1995: campeão contra o Grêmio
  • 2002: campeão contra o Brasiliense
  • 2009: campeão contra o Internacional
  • 2025: campeão contra o Vasco

Além das conquistas, o clube também soma finais perdidas. O Timão foi vice em 2001, contra o Grêmio; em 2008, contra o Sport; em 2018, contra o Cruzeiro; e em 2022, contra o Flamengo. Esse histórico reforça a presença recorrente do Corinthians nas decisões do principal mata-mata nacional.

1995: o primeiro título

Campanha completa:

Primeira fase

  • Operário-MT 1 x 1 Corinthians
  • Corinthians 4 x 0 Operário-MT

Oitavas de final

  • Rio Branco-AC 0 x 3 Corinthians
  • Corinthians 2 x 0 Rio Branco-AC

Quartas de final

  • Paraná 0 x 0 Corinthians
  • Corinthians 2 x 1 Paraná

Semifinal

  • Vasco 0 x 1 Corinthians
  • Corinthians 5 x 0 Vasco

Final

  • Corinthians 2 x 1 Grêmio
  • Grêmio 0 x 1 Corinthians

A final contra o Grêmio

Foi uma conquista de enorme valor simbólico porque colocou o clube no mapa da competição e confirmou uma equipe que já tinha força técnica, personalidade e poder de decisão.

O título também ganhou peso pela campanha invicta. O Corinthians não perdeu nenhum jogo no torneio e chegou à decisão depois de uma semifinal dominante contra o Vasco

Na final, o adversário era o Grêmio de Luiz Felipe Scolari, uma das equipes mais fortes do país naquele período. O time gaúcho havia vencido a Copa do Brasil no ano anterior e conquistaria a Libertadores de 1995. Isso aumentou o tamanho da conquista corintiana.

No jogo de ida, no Pacaembu, o Corinthians venceu por 2 a 1. Viola abriu o caminho, e Marcelinho Carioca marcou um gol decisivo de falta para garantir a vantagem. Na volta, no Olímpico, em Porto Alegre, o Timão venceu por 1 a 0, novamente com Marcelinho, e confirmou o título fora de casa.

A taça de 1995 abriu a relação do Corinthians com a Copa do Brasil em grande estilo: título invicto, final contra um rival de peso, decisão fora de casa e um protagonista que ficaria eternamente ligado à memória da torcida.

2002: o bicampeonato contra o Brasiliense

Campanha completa:

Primeira fase

  • River-PI 1 x 2 Corinthians
  • Corinthians 2 x 0 River-PI

Segunda fase

  • Americano-RJ 2 x 6 Corinthians

Oitavas de final

  • Corinthians 2 x 2 Cruzeiro
  • Cruzeiro 2 x 3 Corinthians

Quartas de final

  • Corinthians 3 x 1 Paraná
  • Paraná 1 x 0 Corinthians

Semifinal

  • São Paulo 0 x 2 Corinthians
  • Corinthians 1 x 2 São Paulo

Final

  • Corinthians 2 x 1 Brasiliense
  • Brasiliense 1 x 1 Corinthians

O segundo título em 2002, com uma campanha que confirmou a força de uma geração técnica e experiente. O Corinthians tinha um elenco com nomes como Dida, Fábio Luciano, Kléber, Vampeta, Ricardinho, Gil, entre outros, além do comando de Carlos Alberto Parreira.

A decisão foi contra o Brasiliense, grande surpresa daquela edição. O clube do Distrito Federal chegou à final depois de eliminar adversários tradicionais e entrou na decisão como uma zebra perigosa, capaz de transformar qualquer erro corintiano em drama.

No primeiro jogo, no Morumbi, o Corinthians venceu por 2 a 1. Deivid marcou duas vezes e foi decisivo para abrir vantagem. O Brasiliense descontou e manteve a final viva para a partida de volta.

No segundo jogo, no Serejão, em Taguatinga, o Brasiliense saiu na frente e aumentou a pressão. O Corinthians reagiu no segundo tempo, empatou com Deivid e segurou o 1 a 1 até o fim. O placar agregado de 3 a 2 garantiu o bicampeonato.

Deivid foi o grande nome da campanha. O atacante terminou como artilheiro da competição, com 13 gols, e decidiu a final com três gols no confronto de ida e volta. Foi uma das maiores campanhas individuais de um jogador do Corinthians na história da Copa do Brasil.

O título de 2002 também teve peso esportivo direto: garantiu ao clube vaga na Libertadores de 2003 e consolidou o Timão como uma das forças mais constantes da competição naquele período.

2009: Ronaldo, Mano Menezes e a taça da reconstrução

Campanha completa:

Primeira fase

  • Itumbiara 0 x 2 Corinthians

Segunda fase

  • Misto-MS 0 x 2 Corinthians

Oitavas de final

  • Athletico-PR 3 x 2 Corinthians
  • Corinthians 2 x 0 Athletico-PR

Quartas de final

  • Corinthians 1 x 0 Fluminense
  • Fluminense 2 x 2 Corinthians

Semifinal

  • Vasco 1 x 1 Corinthians
  • Corinthians 0 x 0 Vasco

Final

  • Corinthians 2 x 0 Internacional
  • Internacional 2 x 2 Corinthians

A final contra o Internacional

O título de 2009 talvez seja o mais simbólico da lista pelo contexto. O Corinthians vinha de um processo de reconstrução depois do rebaixamento de 2007 e do retorno à Série A em 2008. Sob o comando de Mano Menezes, o clube montou um time competitivo, organizado e com enorme apelo popular pela presença de Ronaldo Fenômeno.

A final contra o Internacional teve peso esportivo e emocional. O time gaúcho chegava forte, com elenco qualificado, enquanto o Corinthians buscava transformar a temporada em confirmação definitiva de retomada.

No primeiro jogo, no Pacaembu, o Corinthians venceu por 2 a 0. Jorge Henrique abriu o placar, e Ronaldo marcou o segundo, em uma das imagens mais lembradas daquela conquista. A vitória em casa deu ao Timão uma vantagem importante para decidir no Beira-Rio.

Na volta, em Porto Alegre, o Corinthians começou em alto nível e abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Jorge Henrique e André Santos. O Internacional reagiu, empatou por 2 a 2, mas não conseguiu mudar o destino da final. O agregado de 4 a 2 confirmou o tricampeonato corintiano.

A conquista levou o Corinthians de volta à Libertadores e virou símbolo da reconstrução. Em menos de dois anos, o clube saiu da Série B para uma taça nacional relevante, com Ronaldo como personagem central e Mano Menezes como treinador de um dos ciclos mais marcantes da história recente alvinegra.

O elenco também teve nomes fundamentais além de Ronaldo: Felipe, Alessandro, Chicão, André Santos, Cristian, Elias, Douglas, Jorge Henrique e Dentinho formaram a base de um time intenso, competitivo e maduro para jogos de mata-mata.

2025: o tetracampeonato contra o Vasco

Campanha completa:

Terceira fase

  • Novorizontino 0 x 1 Corinthians
  • Corinthians 1 x 0 Novorizontino

Oitavas de final

  • Corinthians 1 x 0 Palmeiras
  • Palmeiras 0 x 2 Corinthians

Quartas de final

  • Athletico-PR 0 x 1 Corinthians
  • Corinthians 2 x 0 Athletico-PR

Semifinal

  • Cruzeiro 0 x 1 Corinthians
  • Corinthians 1 x 2 Cruzeiro
  • Corinthians classificado nos pênaltis

Final

  • Corinthians 0 x 0 Vasco
  • Vasco 1 x 2 Corinthians

A final contra o Vasco

O quarto título veio em 2025, encerrando um jejum de 16 anos do clube na Copa do Brasil. A decisão contra o Vasco teve peso nacional, segundo jogo no Maracanã e uma carga simbólica: o Timão voltava a uma final do torneio depois de frustrações recentes e buscava transformar uma temporada irregular em título de grande impacto.

A partida de ida, na Neo Química Arena, terminou empatada por 0 a 0. O resultado deixou a decisão aberta para o Maracanã, com o Vasco tendo o mando do segundo jogo e o Corinthians precisando decidir fora de casa.

Na volta, o Corinthians venceu por 2 a 1. Yuri Alberto abriu o placar no primeiro tempo. O Vasco empatou com Nuno Moreira antes do intervalo. No segundo tempo, Memphis Depay marcou o gol do título após jogada que passou por Breno Bidon, Matheuzinho e Yuri Alberto.

A final também teve Hugo Souza como personagem importante. O goleiro apareceu na reta final, especialmente quando o Vasco pressionou em busca do empate, e ajudou a sustentar o placar até o apito final.

O Maracanã recebeu mais de 67 mil torcedores e uma renda superior a R$ 13 milhões, números que reforçam o tamanho da decisão. Para o Corinthians, o título teve peso duplo: encerrou o jejum na Copa do Brasil e garantiu vaga na fase de grupos da Libertadores de 2026. O tetracampeonato também recolocou o clube em uma prateleira importante do torneio. Depois dos títulos de 1995, 2002 e 2009, a taça de 2025 atualizou a história corintiana na competição e ampliou a conexão do clube com decisões nacionais.

Os números das campanhas campeãs

As campanhas dos quatro títulos mostram perfis diferentes de Corinthians na Copa do Brasil.

  • 1995: campanha invicta e primeiro título do clube no torneio
  • 2002: bicampeonato com Deivid como artilheiro da competição
  • 2009: tricampeonato em ano de reconstrução e retorno à Libertadores
  • 2025: tetracampeonato com vitórias fora de casa em todas as fases disputadas

A campanha de 1995 se destaca pela invencibilidade. A de 2002 teve o maior peso ofensivo, muito puxado pelos gols de Deivid. A de 2009 teve o valor simbólico da reconstrução e da presença de Ronaldo. A de 2025 foi marcada pela força como visitante, pela eliminação de rivais e pela decisão vencida no Maracanã.

Os personagens dos títulos

A galeria corintiana na Copa do Brasil passa por diferentes gerações.

Em 1995, Marcelinho Carioca foi o grande nome técnico e decisivo. O meia marcou nas duas finais contra o Grêmio e virou símbolo da primeira conquista do clube no torneio. Viola também teve papel marcante, principalmente pela atuação contra o Vasco na semifinal.

Em 2002, Deivid foi o personagem central. Os 13 gols na competição fizeram do atacante o artilheiro daquela edição e um dos nomes mais lembrados da história corintiana na Copa do Brasil. Além dele, Dida, Ricardinho, Vampeta, Kléber e Gil sustentaram uma equipe tecnicamente forte.

Em 2009, Ronaldo transformou a campanha em um capítulo especial. O Fenômeno marcou na final, atraiu atenção nacional e deu ao título uma dimensão simbólica enorme. Jorge Henrique, André Santos, Chicão, Elias, Cristian e Dentinho também foram fundamentais.

Em 2025, Yuri Alberto e Memphis Depay decidiram a final no Maracanã. Yuri marcou o primeiro gol e participou da jogada do segundo. Memphis apareceu no momento mais importante para definir a taça. Hugo Souza também teve papel decisivo ao segurar a pressão vascaína na reta final.

As finais perdidas também fazem parte da história

A história do Corinthians na Copa do Brasil não é feita apenas de títulos. As derrotas em finais também ajudam a explicar a relação intensa do clube com o torneio.

Em 2001, o Timão foi vice para o Grêmio. Em 2008, perdeu a decisão para o Sport. Em 2018, ficou com o vice contra o Cruzeiro. Em 2022, voltou à final e caiu para o Flamengo nos pênaltis, no Maracanã.

Essas derrotas dão mais peso às conquistas. A Copa do Brasil é um torneio que costuma marcar clubes pela soma de glórias e frustrações. No caso do Corinthians, os vices ampliam a presença do clube na história da competição e reforçam sua frequência em decisões nacionais.

A relação com Grêmio e Flamengo no torneio

A trajetória corintiana cruza diretamente com outros gigantes da Copa do Brasil. O Grêmio foi adversário em decisões importantes. O Corinthians venceu o Tricolor gaúcho na final de 1995, mas perdeu a decisão de 2001. Essa rivalidade dentro do torneio ajuda a explicar a força histórica dos dois clubes no mata-mata nacional.

O Flamengo também aparece como referência recente. O clube carioca venceu o Corinthians na final de 2022 e construiu uma das histórias mais fortes da competição, com títulos em diferentes décadas. A comparação entre os clubes mostra como a Copa do Brasil se tornou um torneio de peso para as maiores camisas do país.

O que torna a história do Corinthians especial

Porque atravessa fases muito diferentes do clube. O título de 1995 veio em campanha invicta e abriu a trajetória alvinegra no torneio. O de 2002 confirmou uma geração técnica e eficiente. O de 2009 simbolizou reconstrução, retorno à elite e força nacional. O de 2025 encerrou um jejum e recolocou o Timão no topo da competição.

Poucos torneios expõem tanto o emocional de um clube quanto a Copa do Brasil. O Corinthians venceu finais fora de casa, decidiu contra adversários tradicionais, sofreu derrotas marcantes e construiu personagens que ficaram na memória da torcida. Em cada título, houve uma marca diferente: invencibilidade, artilharia histórica, retomada nacional e vitória em palco histórico.

De Marcelinho Carioca a Deivid, de Ronaldo a Memphis, de Pacaembu a Maracanã, a trajetória corintiana no torneio reúne camisas pesadas, gols decisivos e finais de grande impacto. A Copa do Brasil não é apenas mais uma taça na galeria alvinegra. É parte da identidade competitiva do clube.