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Cruzeiro vence Boca e assume liderança na Libertadores

Vitória por 1 a 0 no Mineirão, marcado por expulsão argentina, gol no fim e liderança celeste no Grupo D da Libertadores.

Por Corte dos Esportes · 29/04/2026 · Categoria: FUTEBOL

O Cruzeiro venceu o Boca Juniors por 1 a 0, na noite desta terça-feira, no Mineirão, pela terceira rodada do Grupo D da Libertadores. Em um jogo truncado, físico e com clima típico de competição continental, a Raposa encontrou o gol apenas na reta final, aproveitou o segundo tempo inteiro com um jogador a mais e conquistou uma vitória de peso diante de um dos clubes mais tradicionais do continente.

O gol da vitória foi marcado por Néiser Villarreal, já no fim da partida, após assistência de Kaio Jorge. O lance premiou a insistência celeste em uma noite de poucas chances claras, muita disputa no meio-campo e dificuldade para transformar a vantagem numérica em volume ofensivo real. Mesmo assim, o resultado teve peso enorme para a sequência da campanha.

Com a vitória, o Cruzeiro chegou a 6 pontos, igualou o Boca Juniors na pontuação e assumiu a liderança do Grupo D pelos critérios de desempate. Depois de perder em casa para a Universidad Católica na rodada anterior, o time mineiro precisava de resposta imediata diante da torcida. Ela veio em um jogo duro, longe de ser brilhante, mas extremamente importante.

Veja os memhlores momentos da partida abaixo:

Jogo truncado e com pouca criação

O duelo no Mineirão teve pouca fluidez desde os primeiros minutos. Boca Juniors e Cruzeiro fizeram uma partida muito mais marcada por disputa, faltas, interrupções e controle emocional do que por grandes jogadas ofensivas. A bola rodou pouco, o jogo foi picotado e as duas equipes tiveram dificuldade para construir chances limpas.

O número de finalizações certas resumiu bem a partida. Foram apenas três no alvo: duas do Cruzeiro e uma do Boca. A Raposa teve mais posse e tentou ocupar o campo ofensivo, especialmente no segundo tempo, mas esbarrou na marcação argentina e na própria dificuldade para acelerar as jogadas por dentro.

O Boca, por sua vez, fez exatamente o tipo de jogo que costuma incomodar adversários na Libertadores. A equipe argentina baixou o ritmo quando necessário, disputou cada bola, usou a experiência dos seus jogadores e tentou levar a partida para um cenário de nervosismo. Por boa parte do jogo, conseguiu.

Expulsão muda o roteiro no fim do primeiro tempo

O lance que mudou a partida aconteceu no fim da primeira etapa. Adam Bareiro, que já tinha cartão amarelo, cometeu nova falta e acabou expulso. Com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, o Cruzeiro passou a ter a obrigação de assumir o controle e buscar a vitória diante de um Boca mais fechado.

A expulsão obrigou os argentinos a recuarem ainda mais. O Boca passou a defender o empate, diminuir espaços e tentar esfriar o jogo. Para o Cruzeiro, a vantagem numérica aumentou a pressão. O time de Artur Jorge tinha mais campo, mais bola e mais presença ofensiva, mas precisava transformar esse domínio em gol.

A dificuldade para furar o bloqueio argentino tornou a partida ainda mais tensa. O Mineirão empurrava, mas o relógio avançava e o placar seguia fechado. Em jogos assim, a paciência vira parte da estratégia. O Cruzeiro não fez uma atuação de grande brilho técnico, mas manteve insistência até encontrar o momento certo.

Villarreal decide no fim

O gol saiu aos 37 minutos do segundo tempo. Kaio Jorge participou da jogada e encontrou Néiser Villarreal, que finalizou de perto para vencer o goleiro e explodir o Mineirão. O atacante, que havia saído do banco, virou personagem central da noite ao marcar o gol que colocou o Cruzeiro na liderança da chave.

O lance teve importância dupla. Primeiro, porque garantiu os três pontos em uma partida que parecia caminhar para um empate frustrante. Depois, porque mostrou força do elenco em uma noite em que a solução veio de uma alteração durante o jogo. Para Artur Jorge, esse tipo de resposta ajuda a dar mais confiança ao grupo.

A vitória também teve valor emocional. Bater o Boca Juniors em Libertadores, em um jogo catimbado e decidido no fim, tem peso diferente. Não foi uma atuação leve, nem de domínio absoluto, mas foi uma vitória com cara de competição continental: sofrida, tensa e muito comemorada.

Resultado dá fôlego para Artur Jorge

O triunfo veio em um momento importante para o Cruzeiro. A equipe vinha tentando se encontrar na temporada e, no Campeonato Brasileiro, já havia conseguido uma sequência positiva que ajudou a tirar pressão do ambiente. Agora, a vitória na Libertadores reforça esse processo e dá mais tranquilidade para Artur Jorge seguir trabalhando.

A combinação entre reação no Brasileirão e resultado grande no torneio continental muda o clima em torno do time. O Cruzeiro ainda tem ajustes a fazer, principalmente na criação ofensiva, mas o resultado contra o Boca mostra uma equipe mais competitiva, mais estável emocionalmente e capaz de vencer jogos duros.

Essa tranquilidade é importante porque a sequência do grupo ainda será difícil. Depois de pontuar em casa contra o principal adversário da chave, a Raposa terá compromissos decisivos fora de casa. Por isso, vencer no Mineirão era praticamente uma obrigação para manter o caminho das oitavas mais controlado.

Cruzeiro ganha força no Grupo D

A liderança do Grupo D dá ao Cruzeiro uma posição mais confortável, mas não resolve a classificação. O grupo segue equilibrado, e qualquer tropeço pode mudar o cenário rapidamente. Ainda assim, sair da terceira colocação e assumir a ponta após vencer o Boca muda completamente a perspectiva celeste.

O resultado também recoloca a torcida dentro da campanha. O Mineirão foi peça importante na pressão sobre o adversário e na sustentação emocional do time até o gol. Em Libertadores, esse fator pesa, principalmente em jogos travados, nos quais o detalhe costuma decidir.

O confronto já havia sido tratado como decisivo na prévia de Cruzeiro x Boca Juniors pela Libertadores, e dentro de campo a partida confirmou esse peso. Não foi uma noite de grande espetáculo ofensivo, mas foi uma vitória enorme para a Raposa, que saiu fortalecida, líder do grupo e com mais confiança para seguir na briga pela classificação.