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Elite16 de Ostrava: Resultados da etapa com Brasil forte no ranking mundial

Primeira etapa européia do ano terminou com saldo positivo para as duplas brasileiras mesmo não vencendo.

Por Corte dos Esportes · 02/06/2026 · Categoria: volei de praia

O Elite16 de Ostrava confirmou mais uma vez a força do vôlei de praia brasileiro no cenário internacional. A etapa disputada na Tchéquia terminou com medalha de bronze para Thâmela e Vic, quinto lugar para Carol e Rebecca e uma presença brasileira relevante também no masculino, mesmo sem pódio.

O torneio, realizado entre os dias 27 e 31 de maio, fez parte do Beach Pro Tour 2026 e reuniu algumas das principais duplas do mundo.

Para o Brasil, o saldo principal foi a recuperação de Thâmela e Vic no circuito internacional. A dupla vinha de três quintos lugares nas etapas Elite realizadas no Brasil, em João Pessoa, Saquarema e Brasília, e enfim subiu ao pódio na temporada 2026. Além disso, o ranking mundial pós-competição manteve o país em posição de destaque, com Carol/Rebecca na liderança feminina e Thâmela/Vic no top 3.

Resultados finais do Elite16 de Ostrava

O pódio feminino teve Canadá, Holanda e Brasil. Melissa e Brandie fizeram uma final segura, venceram Stam e Schoon por 2 sets a 0, com parciais de 21/16 e 21/14, e conquistaram o título que perseguiram nos últimos anos em Ostrava.

Resultado feminino:

  • Ouro: Melissa/Brandie — Canadá
  • Prata: Stam/Schoon — Holanda
  • Bronze: Thâmela/Vic — Brasil

No masculino, Åhman e Hellvig confirmaram o peso de campeões olímpicos e mundiais. A dupla sueca venceu os tchecos Ondřej Perušič e Jiří Sedlák na final por 2 sets a 0, com parciais de 21/19 e 21/14. A medalha de bronze ficou com os norte-americanos Taylor Crabb e Andrew Benesh, depois de vitória por WO sobre Cherif e Ahmed, do Catar.

Resultado masculino:

  • Ouro: Åhman/Hellvig — Suécia
  • Prata: Perušič/Sedlák — Tchéquia
  • Bronze: Crabb/Benesh — Estados Unidos

Primeira pódio vez em 2026

A grande notícia brasileira em Ostrava veio no feminino. Thâmela e Vic chegaram embaladas por bons resultados recentes, mas ainda buscavam o primeiro pódio da temporada internacional. A resposta veio em uma etapa forte, com chave pesada e partidas de alto nível.

A dupla brasileira venceu cinco jogos seguidos antes de cair na semifinal para Stam e Schoon, por 21/19 e 21/16. A derrota tirou a chance do bicampeonato em Ostrava, já que Thâmela e Vic haviam vencido a etapa em 2025, mas não abalou a campanha.

Poucas horas depois, as brasileiras reagiram na disputa do bronze. Contra as suíças Joana Mäder e Leona Kernen, venceram por 2 sets a 0, com parciais de 21/19 e 21/12, e garantiram a medalha.

O resultado tem peso por dois motivos. Primeiro, porque devolve a dupla ao pódio em uma etapa Elite16, o nível mais alto do circuito regular. Segundo, porque mantém Thâmela e Vic dentro da elite do ranking mundial, em uma disputa feminina cada vez mais equilibrada.

Dupla brasileira líderes do ranking mundial

Carol e Rebecca não subiram ao pódio em Ostrava, mas terminaram em 5º lugar e mantiveram o posto de melhor dupla feminina do mundo. A campanha não teve medalha, mas foi suficiente para preservar a liderança no ranking mundial.

O ranking feminino depois da etapa mostra a força brasileira:

  • 1º — Carol/Rebecca: Brasil
  • 2º — Tina/Anastasija: Letônia
  • 3º — Thâmela/Vic: Brasil

Esse recorte é importante para o vôlei de praia brasileiro. Mesmo sem título em Ostrava, o Brasil permanece com duas duplas no top 3 mundial feminino. Carol e Rebecca seguem como referência de regularidade, enquanto Thâmela e Vic reforçaram a posição com o bronze.

A campanha também mostra a profundidade do país na modalidade. O Brasil não depende apenas de uma dupla. Tem Carol/Rebecca no topo, Thâmela/Vic no bloco de elite e Ana Patrícia/Duda ainda como uma das duplas mais fortes do circuito, mesmo sem disputar a etapa tcheca.

O desempenho dos brasileiros no masculino

O Brasil não chegou ao pódio, mas teve momentos importantes. A campanha mais relevante foi de André e Renato, que venceram os três jogos da fase de grupos, terminaram líderes da chave e chegaram a derrotar os campeões Åhman e Hellvig no caminho.

Mesmo com esse início forte, André e Renato terminaram em 9º lugar. O resultado deixa uma sensação dupla: mostrou capacidade competitiva contra uma das melhores duplas do mundo, mas também deixou claro que ainda falta transformar boas fases de grupo em campanhas mais longas no mata-mata.

Campanha final dos brasileiros no masculino

  • André/Renato: 9º lugar
  • Arthur/Adrielson: 17º lugar
  • Evandro/Arthur Lanci: 19º lugar

Evandro e Arthur Lanci tiveram uma etapa difícil. A dupla brasileira, melhor posicionada do país no ranking masculino, ficou em 19º lugar depois de uma fase de grupos abaixo do esperado. Mesmo assim, segue como principal referência brasileira no ranking mundial masculino.

Ranking masculino após a etapa

Segue com domínio sueco. Hölting Nilsson/Andersson permanecem na liderança, enquanto Åhman/Hellvig aparecem em segundo depois do título em Ostrava. Evandro/Arthur Lanci seguem como melhor dupla brasileira, em quarto lugar.

Ranking mundial masculino após Ostrava

  • 1º — Hölting Nilsson/Andersson: Suécia
  • 2º — Åhman/Hellvig: Suécia
  • 3º — Mol/Sørum: Noruega
  • 4º — Evandro/Arthur Lanci: Brasil
  • 15º — André/Renato: Brasil
  • 20º — George/Saymon: Brasil

O cenário mostra que o Brasil continua competitivo também no masculino. Evandro e Arthur estão no primeiro bloco mundial, mas a Suécia tem duas duplas no topo e domina a narrativa recente da modalidade.

Por que o Elite16 pesa tanto no circuito

É o nível mais alto do Beach Pro Tour regular. São etapas que reúnem as principais duplas do ranking, distribuem pontos importantes e funcionam como termômetro para Mundial, circuito internacional e ciclo olímpico.

Por isso, o bronze de Thâmela e Vic tem valor maior do que apenas mais uma medalha. Ele acontece em um torneio de elite, fora do Brasil, contra rivais diretas no ranking e em uma etapa tradicional do calendário europeu.

Ostrava reforça o peso da temporada brasileira

A temporada 2026 do vôlei de praia brasileiro já vinha marcada por bons resultados em etapas anteriores. Carol e Rebecca venceram em Brasília, Thâmela e Vic se mantiveram constantes no top 5 e Evandro/Arthur seguiram como presença forte no ranking masculino.

Ostrava acrescenta outro capítulo: medalha feminina, liderança brasileira no ranking e necessidade de reação no masculino. Para o Brasil, o principal desafio agora é manter consistência em etapas fora de casa, especialmente no calendário europeu, onde clima, viagem e adaptação pesam bastante.

O próximo Elite16 será em Gstaad, na Suíça, entre 1º e 5 de julho. A etapa suíça terá importância grande porque pode mexer novamente no ranking mundial e servir como novo teste para as duplas brasileiras antes da sequência mais pesada da temporada. O calendário completo do circuito, com etapas Elite16, peso no ranking e próximos compromissos mostra uma temporada longa.