A etapa na capital federal terminou com festa brasileira no feminino. Carol Solberg e Rebecca conquistaram o título diante da torcida ao vencerem as italianas Valentina Gottardi e Reka Orsi Toth por 2 sets a 0, com parciais de 21/14 e 21/18, na decisão do torneio.
O resultado confirmou uma campanha perfeita da dupla brasileira. Carol e Rebecca venceram os sete jogos que disputaram, mantiveram regularidade desde a fase de grupos e fecharam a semana com o primeiro ouro do Brasil na temporada 2026 do Beach Pro Tour.
A vitória também reforçou o bom momento da parceria. As brasileiras já chegaram a Brasília como líderes do ranking mundial e saíram da etapa ainda mais fortalecidas. Depois de terem ficado com a prata em 2025, voltaram ao mesmo palco para subir ao lugar mais alto do pódio.
Campanha invicta diante da torcida brasileira
O título em Brasília teve peso especial pela forma como foi construído. Carol e Rebecca não apenas venceram a etapa, mas dominaram a competição em uma semana de jogos duros, calor, desgaste físico e alto nível técnico.
Na semifinal, a dupla passou pelas norte-americanas Savvy Simo e Devon Newberry por 2 sets a 0. Na final, controlou melhor os momentos de pressão contra Gottardi e Orsi Toth, abriu vantagem no primeiro set e teve maturidade para fechar a segunda parcial sem deixar a decisão ir para o tie-break.
A etapa também mostrou a força do Brasil dentro do calendário do Elite16. Depois da abertura da temporada em solo brasileiro, com a etapa de João Pessoa. Brasília manteve o país no centro do circuito mundial.
Como foram as outras brasileiras
Além de Carol e Rebecca, o Brasil teve outras duplas importantes na chave feminina. Thâmela/Victoria, Duda/Ana Patrícia, além de Talita/Taiana. O resultado deixou as três parcerias fora da disputa por medalhas, mas ainda dentro de uma zona relevante de pontuação no circuito.
Duda e Ana Patrícia, campeãs olímpicas, caíram nas oitavas de final diante de Savvy e Newberry, dupla que mais tarde ficaria com o bronze. O resultado mostrou o nível de dificuldade do Elite16, em que confrontos pesados aparecem já nas primeiras rodadas eliminatórias.
Suecos vencem no masculino
Na chave masculina, o título ficou com Jacob Hölting Nilsson e Elmer Andersson, da Suécia. A dupla venceu os poloneses Michal Bryl e Bartosz Łosiak por 2 sets a 0, com parciais de 21/16 e 21/15, e confirmou o primeiro ouro da parceria na temporada 2026.
O bronze masculino ficou com os letões Martins Plavins e Kristians Fokerots, que venceram os franceses Téo Rotar e Arnaud Gauthier-Rat por 2 sets a 0, com parciais de 21/19 e 21/16. Foi mais um pódio importante para os letões, que já vinham de boa campanha em Saquarema.
Brasileiros param antes da disputa por medalha
As melhores campanhas brasileiras foram de André e Renato, além de Arthur e Adrielson, que terminaram em nono lugar. As duas duplas avançaram dentro da competição, mas ficaram fora da zona de semifinal e não chegaram à disputa por medalhas.
Resultado também pesa no caminho olímpico
O Elite16 não vale apenas pelo título de uma etapa. A categoria é o nível mais alto do Beach Pro Tour e distribui pontos importantes para o ranking internacional. Por isso, cada vitória, cada avanço de fase e cada pódio podem ter impacto na construção da temporada e no ciclo olímpico.
Esse detalhe é ainda mais importante pensando em Los Angeles 2028. O vôlei de praia brasileiro tem uma história forte em Jogos Olímpicos, com medalhas, duplas marcantes e protagonismo em várias gerações, dentro da trajetória da modalidade nacional nas Olimpíadas.
Para Carol e Rebecca, o ouro em Brasília fortalece ranking, confiança e posição internacional. Para as demais duplas brasileiras, a etapa serviu como parâmetro competitivo em uma temporada longa, com novas chances de recuperação nas próximas paradas do circuito.
Como ficou o ranking mundial após Brasília
A etapa de Brasília também mexeu no peso esportivo da temporada ao consolidar duplas no topo do ranking mundial. No feminino, Carol e Rebecca saíram do torneio ainda mais fortes na liderança.A dupla brasileira abriu vantagem sobre Tina e Anastasija, da Letônia, que aparecem em segundo lugar. Thâmela e Victoria, também do Brasil, completam o top 3.
Top 3 feminino do ranking mundial
1º — Carol/Rebecca, Brasil — 8.240 pontos
2º — Tina/Anastasija, Letônia — 8.020 pontos
3º — Thâmela/Victoria, Brasil — 7.800 pontos
No masculino, o título em Brasília reforçou a liderança de Hölting Nilsson e Andersson. A dupla sueca se manteve à frente dos compatriotas Åhman e Hellvig, que aparecem em segundo. Mol e Sørum, da Noruega, completam os três primeiros.
Top 3 masculino do ranking mundial
1º — Hölting Nilsson/Andersson, Suécia — 8.700 pontos
2º — Åhman/Hellvig, Suécia — 7.860 pontos
3º — Mol/Sørum, Noruega — 7.820 pontos
A melhor dupla brasileira no ranking masculino aparece com Evandro e Arthur Lanci ocupando a quarta colocação, com 7.480 pontos, mantendo o Brasil bem posicionado também entre os homens.
O ranking reforça a importância da etapa brasileira dentro do circuito. Além do título de Carol e Rebecca, o Brasil manteve duas duplas entre as três melhores do mundo no feminino e uma dupla no top 4 masculino, enquanto o topo entre os homens confirmou a força atual das parcerias europeias na temporada.
Próxima parada será Ostrava
Depois de Brasília, o calendário segue para Ostrava, na Tchéquia, entre 27 e 31 de maio. A etapa europeia será mais um teste importante para as principais duplas do mundo e deve ajudar a reorganizar a disputa no ranking.
A etapa da capital federal, portanto, deixou dois recados claros: o Brasil segue forte no feminino, com uma dupla capaz de atuar em alto nível, e o no masculino continua extremamente aberto, com europeus em grande momento e margens pequenas entre os principais candidatos.