Gabriel Medina fechou o Margaret River Pro com vice-campeonato e liderança do ranking mundial da WSL. O brasileiro que retornou ao circuito esse ano após um ano sabático, havia garantido presença na decisão, mas acabou superado pelo australiano George Pittar na final masculina da etapa, por 15.17 a 12.46.
Medina confirma retorno com protagonismo ao circuito
O resultado deixa a volta de Medina ao Circuito Mundial ainda mais relevante. Depois de iniciar a temporada com semifinal em Bells Beach, o tricampeão mundial chegou à final logo na segunda etapa de 2026. Ou seja, em duas competições no retorno ao CT, Medina já colocou uma semifinal e uma final na conta, mostrando competitividade imediata contra a elite.
Em Margaret River, ele ainda teve um duelo brasileiro direto antes da decisão. Na semifinal, Medina venceu Samuel Pupo e garantiu o Brasil na final masculina. A campanha consolidou o paulista como novo líder do ranking, agora com 13.885 pontos.
Veja os melhores momentos da bateria abaixo:
Pittar surpreende e leva o título
Na final, George Pittar confirmou a grande história da etapa. O australiano, que havia refeito seu caminho até a elite pelo Challenger Series, venceu Medina e conquistou o primeiro título da carreira no Championship Tour. A decisão terminou com 15.17 para Pittar contra 12.46 de Medina, resultado suficiente para colocar o australiano também no alto da classificação mundial.
O título teve peso simbólico porque Pittar passou por uma sequência pesada de brasileiros ao longo da campanha. Ele superou nomes como Filipe Toledo, Yago Dora, Ítalo Ferreira e Gabriel Medina, todos campeões mundiais ou olímpicos, em uma etapa marcada pelo domínio verde-amarelo nas fases finais.
Veja os melhores momentos da bateria abaixo:
Brazilian Storm domina o topo da etapa
Mesmo sem o título masculino, o Brasil saiu de Margaret River com força coletiva. A Brazilian Storm colocou três surfistas entre os quatro primeiros da etapa masculina: Gabriel Medina foi vice, Samuel Pupo chegou à semifinal e Ítalo Ferreira também terminou entre os semifinalistas.
Esse recorte reforça o peso do país no início da temporada. Medina assumiu a liderança do ranking, Miguel Pupo segue no top 3 após vencer Bells Beach, Yago Dora aparece logo atrás, Samuel Pupo está em quinto e Ítalo Ferreira também entrou no top 10. O começo de 2026 mostra uma presença brasileira muito forte na briga pelo título mundial.
Luana Silva também faz grande campanha
No feminino, Luana Silva foi outro destaque brasileiro em Margaret River. A surfista chegou à final depois de eliminar a australiana Molly Picklum nas quartas de final, então uma das principais referências do circuito. Naquela bateria, Luana somou 13.37 contra 11.74 de Picklum e avançou à semifinal.
Na decisão, Luana ficou muito perto do título, mas acabou superada por Lakey Peterson. A norte-americana venceu por 12.23 a 11.83, em uma final apertada. Mesmo com o vice, Luana saiu fortalecida da etapa e subiu para o quarto lugar do ranking feminino, confirmando um início de temporada promissor.
Ranking masculino atualizado da WSL
1. Gabriel Medina — 13.885 pontos
2. George Pittar — 13.320 pontos
3. Miguel Pupo — 13.320 pontos
4. Yago Dora — 12.545 pontos
5. Samuel Pupo — 10.830 pontos
6. Ítalo Ferreira — 9.405 pontos
7. Griffin Colapinto — 9.285 pontos
8. Kanoa Igarashi — 8.065 pontos
9. Leonardo Fioravanti — 8.065 pontos
10. Crosby Colapinto — 5.745 pontos
Com Medina na ponta, Pittar embalado pelo título e vários brasileiros próximos do topo, a temporada ganha um desenho forte logo nas primeiras etapas. Margaret River não entregou o título para o Brasil, mas confirmou que a Brazilian Storm segue como uma das forças centrais do circuito em 2026.