Grêmio e Mirassol decidem nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. A partida começa às 19h30, pelo horário de Brasília, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, com transmissão exclusiva do Amazon Prime Video.
A eliminatória está completamente aberta após o empate por 1 a 1 no primeiro jogo, disputado no domingo. Quem vencer na Arena avança no tempo normal. Caso o placar termine novamente empatado, independentemente do número de gols, a definição será nas cobranças de pênaltis. Não existe prorrogação nem critério de gol marcado fora de casa.
O confronto coloca frente a frente um dos clubes mais tradicionais da Copa do Brasil e uma equipe que disputa as oitavas pela primeira vez. O Grêmio carrega cinco títulos e uma história marcada por grandes campanhas eliminatórias. O Mirassol vive uma temporada de afirmação nacional e tenta alcançar as quartas de final em uma participação inédita.
O calendário concentrado das oitavas também influencia a preparação. O intervalo entre ida e volta foi de apenas três dias, sem partidas pelo Campeonato Brasileiro ou por competições continentais entre os dois encontros. Com pouco tempo para recuperação e ajustes, os treinadores precisam trabalhar principalmente sobre o que aconteceu no Maião.
Como foi o jogo de ida
Mirassol e Grêmio fizeram uma partida equilibrada no primeiro encontro. O time paulista abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo, em uma jogada construída pelo lado direito.
Igor Formiga avançou e cruzou para Bruno Santos, que finalizou de primeira para marcar um belo gol. O atacante voltou a ser decisivo contra o Grêmio, adversário diante do qual também havia balançado a rede na vitória do Mirassol pelo Campeonato Brasileiro, em julho.
O Grêmio reagiu no começo da segunda etapa. Aos cinco minutos, Amuzu aproveitou a oportunidade ofensiva e marcou o gol que deixou o confronto igualado. O atacante confirmou sua importância em uma equipe que encontra dificuldades para transformar posse e volume em resultados positivos.
Depois do empate, o Mirassol voltou a criar as melhores oportunidades. Edson Carioca acertou a trave e esteve próximo de recolocar o clube paulista em vantagem. O goleiro Walter deixou o campo com uma lesão na coxa esquerda, obrigando Alex Muralha a entrar durante a partida.
O 1 a 1 manteve a eliminatória sem favorito absoluto no placar. O Grêmio conquistou o direito de decidir em casa, mas precisa vencer um adversário que tem apresentado organização, confiança e capacidade para competir longe do Maião.
Grêmio joga por classificação e alívio na temporada
A Copa do Brasil ganhou ainda mais importância para o time gaúcho depois dos resultados recentes. O Tricolor chega à decisão acumulando sete partidas sem vencer, embora tenha empatado seus dois compromissos mais recentes.
A sequência aumentou a pressão sobre o técnico Luís Castro. O clube foi eliminado da Copa Sul-Americana pelo Bolívar e também enfrenta dificuldades no Campeonato Brasileiro estando no Z4. Nesse cenário, avançar na Copa do Brasil não representa apenas seguir na disputa por um título: significa recuperar confiança e reduzir a instabilidade ao redor da equipe.
O empate fora de casa diminuiu parte da pressão imediata porque transferiu a decisão para Porto Alegre. Ainda assim, o resultado não oferece vantagem no placar. O Grêmio precisa ganhar para evitar os pênaltis e conquistar sua primeira vitória sobre o Mirassol no histórico do confronto.
A presença da torcida pode influenciar a postura inicial. A tendência é que o time gaúcho tente pressionar desde os primeiros minutos, usando os laterais para ampliar o campo e buscando Carlos Vinícius dentro da área.
O principal desafio estará no equilíbrio. Uma pressão desorganizada pode abrir espaços para o contra-ataque paulista, especialmente com Edson Carioca, Alesson e Bruno Santos. O Grêmio precisa atacar sem permitir que o Mirassol encontre campo livre às costas dos laterais.
Autor do gol gremista no jogo de ida, Amuzu chega à volta como uma das principais esperanças ofensivas. O atacante oferece velocidade, capacidade de condução e movimentação para sair da ponta e atacar a área.
Sem Tetê, lesionado, Amuzu terá responsabilidade ainda maior na criação de jogadas.
Carlos Vinícius será a principal referência dentro da área. O centroavante precisa disputar as bolas aéreas, atacar os espaços entre João Victor e Gabriel Knesowitsch e oferecer uma opção para os cruzamentos de Diego Caito e Marlon.
Enamorado e Jovane Cabral disputam uma vaga no setor ofensivo. Enamorado oferece velocidade e maior capacidade para atacar a profundidade. Jovane pode ajudar na retenção da bola e na criação de jogadas individuais.
O funcionamento do meio-campo também será decisivo. Villasanti, Noriega e Nardoni precisam acelerar a circulação para impedir que o Mirassol organize duas linhas defensivas próximas. Se o Grêmio movimentar a bola lentamente, facilitará a compactação do visitante.
Retornos e desfalques do Grêmio
Luís Castro recupera uma peça importante para o sistema defensivo. Kannemann cumpriu suspensão no jogo de ida e volta a ficar disponível. O argentino disputa uma posição com Wallace e pode formar a dupla de zaga ao lado de Gustavo Martins.
A experiência do zagueiro argentino representa um recurso importante para uma partida eliminatória, mas sua escalação também exige atenção. O Mirassol possui atacantes rápidos e pode explorar os espaços em transições, obrigando a defesa gremista a atuar longe de sua área.
A principal baixa é Tetê. O atacante apresentou um edema muscular e está fora da partida. Sua ausência reduz as opções para os lados e retira da equipe um jogador capaz de finalizar de média distância.
Willian também não deve participar, pois negocia a rescisão contratual. Com isso, Enamorado e Jovane Cabral aparecem como as alternativas mais prováveis para completar o ataque.
A tradição na Copa do Brasil
O Grêmio possui uma das histórias mais fortes da competição. Penta Campeão, o clube foi durante anos o maior vencedor isolado do torneio e construiu uma identidade diretamente relacionada aos jogos eliminatórios.
Em 2026, o Tricolor entrou diretamente na quinta fase e eliminou o Confiança com duas vitórias. Na Arena, ganhou por 2 a 0. No jogo de volta, disputado na Arena Batistão, em Aracaju, goleou por 3 a 0, com dois gols de Braithwaite e um de Willian.
O placar agregado de 5 a 0 colocou o Grêmio nas oitavas sem sofrer gols. A equipe apresentada naquela eliminatória, porém, vivia um cenário mais estável do que o atual.
Mirassol tenta ampliar campanha inédita
A equipe disputa as oitavas de final da Copa do Brasil pela primeira vez e pode transformar a temporada de 2026 em mais um capítulo importante de sua história recente.
O clube paulista chegou à elite nacional, garantiu presença em competição continental e passou a enfrentar adversários tradicionais com maior frequência. A evolução permitiu que o time construísse uma identidade baseada em organização, intensidade e manutenção de uma proposta ofensiva.
Desde a retomada do calendário após a pausa para a Copa do Mundo, o Mirassol ainda não perdeu. A sequência inclui vitórias sobre Grêmio e Remo pelo Campeonato Brasileiro, além de empates contra Vasco e o próprio Grêmio.
O desempenho aumenta a confiança para jogar na Arena. O time de Rafael Guanaes não precisa apenas se defender e esperar pelos pênaltis. Uma vitória simples coloca o Mirassol nas quartas, e a equipe já mostrou que possui recursos para criar oportunidades diante do adversário.
Bruno Santos é uma das principais referências do Mirassol para o jogo de volta. O atacante marcou no empate pela Copa do Brasil e também havia feito gol na vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio pelo Brasileirão.
Sua movimentação oferece um problema específico à defesa gaúcha. Bruno pode permanecer como referência central, disputar bolas com os zagueiros e abrir espaço para as infiltrações dos pontas. Também tem capacidade para sair da área e participar das combinações.
No Maião, o gol surgiu justamente da presença do atacante na zona de finalização. Igor Formiga avançou pelo corredor direito, e Bruno atacou o espaço para completar o cruzamento.
Edson Carioca também representa perigo. O atacante acertou a trave no primeiro jogo e pode explorar as costas de Marlon. Alesson, recuperado de lesão, surge como alternativa para oferecer força física e movimentação pelo outro lado.
Reinaldo acrescenta um componente conhecido da torcida gremista. O lateral passou pelo Grêmio e possui qualidade nas cobranças de falta, escanteios e cruzamentos. Evitar infrações próximas da área será uma das prioridades do mandante.
Dúvida no goleiro
O principal problema de Rafael Guanaes está no gol. Walter deixou o primeiro jogo com uma lesão na coxa esquerda e ainda passa por avaliação. A tendência é que Alex Muralha comece como titular na Arena.
Muralha entrou durante a ida e participou dos minutos finais do empate. A experiência do goleiro em partidas grandes pode ser importante, especialmente se o confronto chegar às cobranças de pênaltis.
Negueba e Aldo Filho continuam fora por problemas físicos. As ausências já eram conhecidas pela comissão técnica e não devem alterar de maneira profunda a estrutura da equipe.
As principais dúvidas estão no meio-campo e nas pontas. Japa pode retornar para formar uma trinca de maior proteção com Denílson e Neto Moura. Outra possibilidade é a permanência de Eduardo como meia de criação.
No ataque, Edson Carioca, Fernandinho, Alesson e Gustavo Mosquito disputam duas posições ao redor de Bruno Santos. A escolha pode indicar o nível de agressividade planejado pelo Mirassol.
A campanha na fase anterior
Começou na quinta fase, diante do Red Bull Bragantino. O primeiro jogo, disputado em Bragança Paulista, terminou empatado por 1 a 1.
Na volta, o Mirassol venceu por 2 a 1 no Maião e garantiu pela primeira vez uma vaga nas oitavas de final. Tiquinho Soares marcou o primeiro gol, enquanto o time soube reagir ao empate do adversário para confirmar a classificação.
O resultado reforçou a capacidade da equipe para lidar com confrontos equilibrados. O Mirassol não construiu uma vantagem confortável, mas conseguiu administrar os momentos do jogo e decidir a vaga diante de sua torcida.
Agora, o cenário é invertido. O clube paulista precisa buscar a classificação longe de casa, em um estádio com ambiente favorável ao adversário. O empate leva aos pênaltis, mas uma postura exclusivamente defensiva pode permitir que o Grêmio acumule pressão por tempo excessivo.
Prováveis escalações
- Grêmio: Weverton; Diego Caito, Gustavo Martins, Wallace ou Kannemann e Marlon; Noriega, Villasanti e Nardoni; Enamorado ou Jovane Cabral, Amuzu e Carlos Vinícius. Técnico: Luís Castro.
- Mirassol: Alex Muralha; Igor Formiga, João Victor, Gabriel Knesowitsch e Reinaldo; Neto Moura ou Eduardo, Denílson e Japa; Edson Carioca ou Fernandinho, Alesson ou Gustavo Mosquito e Bruno Santos. Técnico: Rafael Guanaes.
- Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda
- Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz e Douglas Pagung
- VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga
Onde o jogo pode ser decidido
O controle das laterais será um dos principais pontos da partida. O Grêmio precisa avançar com Diego Caito e Marlon para ampliar o campo, mas não pode deixar Bruno Santos e os pontas do Mirassol em situações de igualdade numérica contra os zagueiros.
Igor Formiga foi decisivo no primeiro jogo ao participar da construção do gol. O lateral deve tentar explorar o espaço deixado por Marlon, enquanto Reinaldo pode avançar pelo lado oposto e usar sua qualidade nos cruzamentos.
No meio-campo, o duelo passa pela capacidade gremista de acelerar a bola. Villasanti e Noriega precisam superar a primeira pressão e encontrar Nardoni entre as linhas. O Mirassol pode responder com a entrada de Japa, criando uma proteção maior na região central.
A bola aérea também terá peso. Carlos Vinícius oferece presença dentro da área, e Kannemann ou Gustavo Martins podem atacar escanteios. Pelo Mirassol, João Victor, Gabriel e Bruno Santos são opções nas cobranças de Reinaldo.
Outro ponto será o comportamento emocional. Quanto mais tempo o placar permanecer empatado, maior poderá ser a ansiedade da torcida e dos jogadores do Grêmio. Para o Mirassol, sobreviver à pressão inicial significa aumentar a possibilidade de encontrar espaços no segundo tempo.
Uma eventual disputa de pênaltis também influencia as escolhas. Weverton possui experiência em decisões, enquanto Alex Muralha pode assumir a meta do Mirassol. Apesar dessa possibilidade, os dois times entram em campo dependendo de uma vitória para evitar as cobranças.
O tabu sem vitórias
O retrospecto é amplamente favorável ao Mirassol. Antes do jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil de 2026, as equipes se enfrentaram cinco vezes, com quatro vitórias do clube paulista, um empate e nenhuma vitória gremista. O Mirassol marcou 11 gols, enquanto o Grêmio fez cinco, esse é mais um componente que entrará em jogo logo mais a noite.
Partida decisiva
Grêmio x Mirassol chega à partida de volta com a eliminatória totalmente aberta. O Tricolor tem o mando de campo, a tradição de cinco títulos e o apoio da torcida, mas atravessa uma sequência sem vitórias e precisa apresentar uma resposta esportiva.
O Mirassol chega em melhor momento, ainda não perdeu desde a retomada do calendário e busca uma classificação inédita. A equipe paulista também carrega um dado simbólico: o Grêmio ainda não conseguiu vencê-la no histórico do confronto.
Os outros jogos, datas e caminhos da competição estão reunidos na matéria sobre as oitavas de final da Copa do Brasil de 2026.
Para o Grêmio, avançar representa aliviar a pressão e manter viva a possibilidade de conquistar novamente uma competição que faz parte de sua identidade. Para o Mirassol, chegar às quartas confirmaria mais um avanço em sua trajetória de crescimento nacional.
Depois do empate no Maião, não existe resultado a administrar. Uma vitória define a vaga durante os 90 minutos. Uma nova igualdade transfere toda a tensão para os pênaltis. Na Arena, tradição e momento se encontram em uma decisão que pode influenciar diretamente o restante da temporada dos dois clubes.