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Inglaterra vence Croácia em jogo de seis gols na estreia das duas seleções na Copa do Mundo

Harry Kane marca duas vezes, Bellingham decide no segundo tempo, e Inglaterra supera a Croácia por 4 a 2 no primeiro duelo entre seleções europeias no Mundial.

Por Corte dos Esportes · 17/06/2026 · Categoria: Futebol

No primeiro jogo entre seleções europeias nesta edição, a equipe de Thomas Tuchel venceu a Croácia por 4 a 2, em Dallas, em uma partida aberta, intensa e cheia de chances para os dois lados.

O placar explica bem o tamanho do jogo. Foram seis gols, viradas emocionais dentro da própria partida, pressão croata no primeiro tempo, resposta inglesa depois do intervalo e uma atuação decisiva dos nomes que carregam a maior expectativa da seleção: Harry Kane e Jude Bellingham.

A vitória coloca a Inglaterra em posição de favorita logo na abertura do Grupo L da Copa do Mundo 2026. Contra um adversário acostumado a competir em alto nível no torneio, vencer na estreia vale mais do que os três pontos: dá peso, confiança e margem para crescer dentro da competição.

Escalações iniciais

Inglaterra:

  • 1 - Jordan Pickford
  • 2 - Ezri Konsa
  • 3 - Nico O’Reilly
  • 5 - John Stones
  • 24 - Reece James
  • 4 - Declan Rice
  • 8 - Elliot Anderson
  • 10 - Jude Bellingham
  • 9 - Harry Kane
  • 18 - Anthony Gordon
  • 20 - Noni Madueke

Croácia:

  • 1 - Dominik Livaković
  • 2 - Josip Stanišić
  • 4 - Joško Gvardiol
  • 6 - Josip Šutalo
  • 22 - Luka Vušković
  • 10 - Luka Modrić
  • 15 - Mario Pašalić
  • 16 - Martin Baturina
  • 17 - Petar Sučić
  • 14 - Ivan Perišić
  • 26 - Petar Musa

Primeiro duelo europeu teve clima de mata-mata

Inglaterra x Croácia já carregava peso antes da bola rolar. Não era apenas uma estreia de grupo. Era o reencontro de duas seleções que têm histórias recentes em Copas e que se cruzaram em um dos jogos mais marcantes da última década, na semifinal de 2018.

A Croácia chegou ao Mundial com uma base experiente, moldada por campanhas muito relevantes. Em 2018, foi vice-campeã do mundo depois de eliminar a Inglaterra na semifinal. Em 2022, voltou a fazer uma campanha longa e terminou em terceiro lugar. Esse histórico dá à seleção croata um status diferente: não é favorita absoluta, mas sabe sobreviver em torneio curto.

A Inglaterra, por sua vez, vinha da eliminação nas quartas de final da Copa de 2022, quando perdeu para a França. A geração inglesa amadureceu desde então, ganhou ainda mais opções ofensivas e chegou a 2026 cercada por expectativa, mas também por cobrança.

Esse contexto tornou a estreia ainda mais importante. Para a Croácia, era a chance de mostrar que a base de anos ainda podia competir contra seleções mais jovens e explosivas. Para a Inglaterra, era o primeiro teste real de uma equipe que quer transformar talento em campanha longa.

A seleção de Tuchel e as polêmicas da convocação

A estreia também tinha um pano de fundo interno forte para a Inglaterra. Thomas Tuchel chegou ao Mundial com um elenco cheio de talento, mas a convocação da Inglaterra gerou debate pela ausência de nomes importantes.

Cole Palmer, Phil Foden, Trent Alexander-Arnold e Harry Maguire ficaram fora da lista, decisões que aumentaram a pressão sobre o treinador antes mesmo do primeiro jogo. Em uma seleção com tantas opções, cada escolha passa a ser lida como mensagem tática.

Contra a Croácia, esse tema ganhou ainda mais peso porque a Inglaterra mostrou virtudes e problemas. O ataque funcionou, criou muito e terminou o jogo com 22 finalizações. A defesa, porém, sofreu com os momentos de pressão croata e foi vazada duas vezes ainda no primeiro tempo.

Croácia segura mais no primeiro tempo

A primeira etapa foi mais equilibrada do que o placar final sugere. A Inglaterra abriu o marcador com Harry Kane, em cobrança de pênalti repetida após revisão por o goleiro se adiantar, mas a Croácia não se desmontou. Pelo contrário: seguiu competindo, ocupou melhor alguns espaços e conseguiu responder.

Martin Baturina empatou com uma finalização forte da entrada da área, aproveitando um momento em que a Inglaterra parecia vulnerável defensivamente. Kane voltou a colocar os ingleses na frente, desta vez de cabeça, após cobrança de escanteio de Declan Rice.

Mesmo assim, a Croácia mostrou a resiliência que marcou suas últimas campanhas de Copa. Nos acréscimos do primeiro tempo, Petar Musa completou jogada trabalhada e fez o 2 a 2. O empate no intervalo mostrou que a base croata ainda tinha repertório, maturidade e capacidade para punir falhas.

Foi um primeiro tempo em que a Inglaterra criou, mas não controlou totalmente. A Croácia teve menos volume, mas foi eficiente e soube se manter viva.

Bellingham muda o jogo no início do segundo tempo

A virada de postura inglesa veio logo depois do intervalo. A Inglaterra voltou mais agressiva, mais alta e mais direta. O gol de Jude Bellingham, aos dois minutos do segundo tempo, mudou o jogo de novo.

Bellingham atacou o espaço, recebeu pelo lado direito e finalizou com força para recolocar a Inglaterra à frente. Foi um gol de afirmação, não apenas pelo placar, mas pelo momento. A equipe precisava transformar domínio em vantagem real, e o camisa 10 apareceu como jogador de decisão.

A partir daí, o jogo ficou mais inglês. A Croácia passou a sofrer mais para sair da pressão, e a Inglaterra acumulou chances. O time de Tuchel conseguiu empurrar o adversário para trás, atacar por dentro e por fora, e transformar a partida em um teste constante para Dominik Livaković.

Kane decide e entra em contexto de artilharia histórica

O capitão marcou duas vezes no primeiro tempo, abriu o caminho da vitória e ainda igualou Gary Lineker como maior artilheiro inglês em Copas do Mundo, com 10 gols.

A marca reforça a dimensão de Kane em torneios internacionais. Ele chegou a 2026 já cercado por expectativa de artilharia e mostrou logo na estreia por que segue como um dos centroavantes mais confiáveis do futebol mundial.

A briga pela artilharia da competição já se mostrava acirrada antes de começar, com os grandes artilheiros da Europa em 2026.

Mais do que os gols, Kane deu ordem ao ataque inglês. Em um jogo aberto, com a Croácia empatando duas vezes, ele foi o jogador que manteve a Inglaterra no controle emocional. Quando a partida poderia virar problema, Kane apareceu para recolocar a equipe em vantagem.

Livaković evita goleada

Se a Croácia chegou viva ao fim do jogo por tanto tempo, muito passou por Dominik Livaković. O goleiro croata terminou a partida com 5 defesas e foi decisivo para impedir que a Inglaterra abrisse uma vantagem maior antes do gol de Rashford.

O momento mais forte veio no segundo tempo, quando a Inglaterra pressionou em sequência e Livaković fez intervenções importantes para negar finalizações de Nico O’Reilly, Anthony Gordon e Ezri Konsa. Pouco depois, ainda apareceu novamente em lances de pressão inglesa.

Esse dado ajuda a explicar a diferença entre o placar e o volume do jogo. A Inglaterra finalizou 22 vezes e produziu bastante depois do intervalo. Sem as defesas do goleiro croata, a partida poderia ter terminado com um placar ainda mais pesado.

Para a Croácia, a atuação de Livaković foi uma das notas positivas. Para a Inglaterra, foi a prova de que o domínio ofensivo poderia ter sido ainda mais contundente.

Rashford fecha o placar e confirma domínio inglês

O quarto gol saiu aos 85 minutos e confirmou a superioridade inglesa no segundo tempo. Bukayo Saka e Marcus Rashford, que saíram do banco, participaram da jogada que terminou no 4 a 2.

O gol teve peso duplo. Primeiro, porque matou qualquer tentativa final de reação croata. Segundo, porque reforçou a profundidade do elenco inglês. Mesmo com polêmicas na convocação, Tuchel mostrou que tem alternativas capazes de mudar o ritmo da partida.

Croácia mantém sinais de competitividade

A derrota deixa a Croácia pressionada no Grupo L, mas não apaga completamente a postura da equipe. O time de Zlatko Dalić competiu bem no primeiro tempo, empatou duas vezes e mostrou que ainda tem capacidade de jogar partidas grandes.

O problema foi sustentar esse nível depois do intervalo. A Inglaterra aumentou a intensidade, e a Croácia passou a defender perto demais da própria área. Contra um ataque com Kane, Bellingham, Saka, Rashford e outros nomes de peso, esse tipo de pressão costuma cobrar caro.

A base croata ainda tem experiência, leitura e jogadores de decisão. Mas a estreia mostrou que o desafio físico e de ritmo pode ser maior em 2026, especialmente contra seleções com elenco mais profundo.

A vitória coloca a Inglaterra em vantagem no Grupo L. Em um Mundial com formato ampliado, vencer na estreia reduz pressão, melhora o ambiente e permite pensar nos próximos jogos com mais controle.

A posição final no grupo também precisa ser acompanhada de perto dentro da tabela da Copa do Mundo 2026, e o chaveamento até a final, porque o caminho no mata-mata pode mudar bastante conforme a colocação.

O resultado também conversa com o início de outros favoritos. A vitória da Argentina sobre a Argélia, com hat-trick de Messi, já havia colocado alto o nível de resposta esperado das grandes seleções.

A Inglaterra mostrou que tem talento suficiente para enfrentar qualquer adversário. A Croácia resistiu, competiu e obrigou os ingleses a trabalhar pela vitória. Só que, no segundo tempo, o peso técnico e físico da Inglaterra falou mais alto.