No masculino, Jannik Sinner venceu Casper Ruud por 6/4 e 6/4, levantou o troféu diante da torcida italiana e transformou o Foro Itálico em palco de uma conquista histórica. No feminino, Elina Svitolina superou Coco Gauff por 6/4, 6/7(3) e 6/2 e confirmou seu terceiro título no torneio.
A semana foi importante não apenas pelos troféus. Roma é um dos principais eventos da temporada de saibro e funciona como termômetro direto para Roland Garros. Pela tradição, pelo peso técnico e pela lista de campeões históricos. A proximidade com Paris também aumenta o valor da conquista, já que o Foro Itálico costuma indicar nomes fortes para a sequência da gira europeia e para a disputa de um dos torneios mais tradicionais e importantes do tênis mundial.
Sinner vence Ruud e faz história em Roma
O italiano jogava em casa, diante de uma torcida que esperava há décadas por um campeão local no masculino. A resposta veio com autoridade.
Contra Casper Ruud, Sinner controlou os principais momentos da partida. O placar de 6/4 e 6/4 mostra que a diferença esteve na forma como o italiano administrou os pontos importantes. Ruud, especialista no saibro e finalista de grandes torneios na superfície, tentou alongar as trocas e usar sua consistência de fundo de quadra. Sinner, porém, foi mais agressivo, variou melhor e encontrou soluções para quebrar o ritmo do norueguês.
O título teve peso histórico. Sinner se tornou o primeiro italiano a vencer a chave masculina de simples em Roma desde Adriano Panatta, em 1976. Em um torneio tão ligado à identidade do tênis italiano, esse dado transforma a conquista em um marco nacional.
Career Golden Masters para Sinner
A vitória também colocou Sinner em uma prateleira raríssima do tênis. Com o título em Roma, ele completou a coleção dos nove torneios Masters 1000 da ATP, feito conhecido como Career Golden Masters. Antes dele, apenas Novak Djokovic havia conseguido vencer todos os eventos dessa categoria.
O dado ajuda a dimensionar o momento do italiano. Masters 1000 são torneios de altíssimo nível, disputados pelos melhores do circuito e espalhados por diferentes condições, superfícies e calendários. Ganhar todos exige longevidade, regularidade e adaptação. Ao alcançar esse feito, Sinner amplia sua candidatura a uma carreira histórica, ainda em plena construção.
Essa comparação não significa igualar trajetórias, até porque o servo segue como uma referência muito maior em Grand Slams, recordes e longevidade. Mas o feito conecta Sinner a uma marca que ajuda a explicar por que a história de Novak Djokovic continua sendo uma das grandes réguas para medir feitos no circuito masculino.
Svitolina volta a reinar no Foro Itálico
No feminino, Elina Svitolina viveu uma campanha de enorme peso competitivo. A ucraniana venceu Coco Gauff na final por 6/4, 6/7(3) e 6/2 e conquistou Roma pela terceira vez na carreira. Antes de 2026, ela já havia sido campeã do torneio em 2017 e 2018.
Svitolina venceu o primeiro set, perdeu o segundo no tiebreak e precisou se reorganizar para dominar a parcial decisiva. A resposta no terceiro set mostrou maturidade, força mental e agressividade nos momentos certos. Contra uma adversária como Gauff, como uma das força do circuito e jogadora capaz de defender muito bem, esse controle emocional foi decisivo.
O título também marcou a 20ª conquista de Svitolina no circuito. Mais do que o número, chama atenção o contexto. A ucraniana voltou a se firmar em torneios grandes depois da pausa por maternidade e mostrou em Roma que segue competitiva contra as melhores jogadoras do mundo.
Duplas também tiveram campeões de destaque
Nas masculinas, Simone Bolelli e Andrea Vavassori completaram a festa italiana. A dupla venceu Marcel Granollers e Horacio Zeballos por 7/6, 6/7 e 10/3 e conquistou o título em Roma. O resultado teve valor especial por acontecer diante da torcida local e por reforçar uma fase forte do tênis italiano também nas duplas.
No feminino, Mirra Andreeva e Diana Shnaider venceram Cristina Bucsa e Nicole Melichar-Martinez por 6/3 e 6/3. A conquista confirmou a força da parceria e serviu como resposta após derrota recente em final importante no saibro.
Como ficou o ranking dos finalistas
Os títulos em Roma também mexeram no peso dos quatro finalistas antes de Roland Garros. No masculino, Sinner segue como número 1 do mundo e amplia sua vantagem no topo depois de conquistar mais um Masters 1000. Casper Ruud, finalista no Foro Itálico, aparece como número 17, com salto importante depois de chegar à semana fora do top 20.
No feminino, Elina Svitolina sai de Roma como número 7 do mundo e garantida entre as oito principais cabeças de chave para Roland Garros. Coco Gauff, mesmo com o vice, segue no top 5 e aparece como número 4 do ranking da WTA, mantendo-se entre as principais candidatas aos grandes títulos da temporada.
Roma confirma seu peso no calendário
O torneio italiano é especial porque mistura tradição, torcida intensa e proximidade com Roland Garros. Não tem o peso de um Grand Slam, mas está logo abaixo na hierarquia do circuito e costuma indicar quem chega forte à fase mais importante da temporada europeia de saibro e entregou uma grande competição.