A primeira edição da Copa LNF chega ao momento decisivo colocando frente a frente dois dos clubes mais tradicionais do futsal brasileiro. Joinville e ACBF vão decidir quem será o primeiro clube a levantar o troféu.
A decisão será realizada em jogo único e em quadra neutra, encerrando uma competição criada nesta temporada para reunir clubes das duas divisões organizadas pela Liga Nacional de Futsal. O campeão, portanto, entrará para a história como o primeiro vencedor da Copa LNF.
A transmissão da final está confirmada pela Xsports e pela LNFTV. O horário, porém, ainda será definido.
O que é a Copa LNF
Ela estreou no calendário nacional em 2026 com uma proposta diferente da fase classificatória tradicional da Liga Nacional. A competição reuniu 32 equipes, sendo 16 da LNF Cresol e 16 da LNF Silver Cresol, colocando clubes das duas divisões frente a frente em confrontos eliminatórios.
O formato de jogo único aumentou o peso de cada partida. Nas fases anteriores, os representantes da principal divisão atuaram fora de casa diante das equipes da Silver, característica que levou a competição para diferentes cidades e também aumentou a possibilidade de confrontos equilibrados e eliminações precoces.
A primeira edição foi estruturada em mata-mata até restarem apenas dois clubes. A grande final também segue o modelo de partida única, mas com uma diferença importante: Joinville e ACBF não terão mando de quadra, já que o título será decidido em sede neutra, em Pato Branco.
Campanha do Joinville até a final
A equipe chega à decisão sem ter perdido uma partida na Copa LNF. O clube catarinense passou por quatro adversários e precisou atuar como visitante em todos os confrontos anteriores à final.
Na primeira fase, o Joinville enfrentou o Blumenau e venceu por 7 a 4.
Nas oitavas de final, o desafio foi contra o ACEL Chopinzinho. O tempo normal terminou empatado por 3 a 3, e o Joinville conseguiu a classificação na prorrogação, fechando o confronto em 4 a 3.
As quartas de final colocaram o time catarinense diante da Liga Sancaetanense, em São Caetano do Sul. O Joinville confirmou a vaga entre os quatro melhores ao vencer por 4 a 1.
A semifinal foi o confronto mais equilibrado da campanha. Jogando em Camaquã, o Joinville ficou atrás no placar três vezes diante do Vélez Camaquã, mas buscou o empate em todas elas. O tempo normal terminou em 3 a 3, a igualdade permaneceu durante a prorrogação e a vaga precisou ser definida nos pênaltis. O Joinville venceu a disputa por 4 a 3 e se tornou o primeiro finalista da história da Copa LNF.
Campanha da ACBF até a decisão
A equipe também precisou construir sua campanha inteiramente longe de Carlos Barbosa. O clube gaúcho passou por Sport, Joaçaba, Dracena e Juventude antes de garantir presença na final.
A estreia já mostrou como o formato da Copa LNF poderia produzir jogos apertados. Em Recife, Sport e ACBF empataram por 3 a 3 no tempo normal. Na prorrogação, Murilo marcou faltando 22 segundos e garantiu a vitória da equipe gaúcha por 1 a 0 no período extra, fechando a classificação.
Nas oitavas, a ACBF voltou a encontrar dificuldades. Contra o Joaçaba, em Santa Catarina, o time saiu atrás, mas empatou com Juninho no segundo tempo. Depois do 1 a 1, a definição foi para os pênaltis, e a equipe de Carlos Barbosa venceu por 4 a 2.
A classificação mais tranquila veio nas quartas de final. Fora de casa, a ACBF derrotou o Dracena por 5 a 1 e avançou para enfrentar o Juventude na semifinal.
Em Dourados, a equipe gaúcha venceu o Juventude por 2 a 1 e garantiu a segunda vaga na decisão. Dessa forma, a primeira Copa LNF terminou suas fases preliminares com duas equipes da divisão principal disputando a taça.
Dois finalistas acostumados a jogar fora de casa
Uma das coincidências mais interessantes da decisão é o caminho percorrido pelos finalistas. Joinville e ACBF fizeram todos os quatro jogos anteriores longe de seus ginásios.
Isso aconteceu por causa do modelo adotado pela competição, que deu às equipes da LNF Silver o mando dos confrontos contra representantes da divisão principal. Tanto catarinenses quanto gaúchos, portanto, precisaram sobreviver a quatro partidas como visitantes antes de chegar à quadra neutra da final.
O Joinville chega invicto depois de três classificações com vitória e uma decidida nos pênaltis. A ACBF também não sofreu derrota no caminho, incluindo decisões na prorrogação e nos pênaltis.
Esse retrospecto aumenta o peso esportivo da final. Os dois clubes tiveram de lidar com jogos únicos, ambientes adversos e confrontos em que uma noite ruim seria suficiente para encerrar a participação.
Pato Branco recebe a primeira final da história
A Arena Cláudio Petrycoski, em Pato Branco, será o palco da decisão. A escolha coloca a final em território neutro para Joinville e ACBF e transforma a cidade paranaense na sede do primeiro jogo valendo o título da nova competição nacional.
O formato elimina qualquer possibilidade de recuperação em uma partida de volta. Quem vencer em Pato Branco será campeão da Copa LNF 2026 e ficará registrado como o primeiro clube a levantar o troféu.
Independentemente do resultado, a final deste ano já ocupará um espaço próprio na história recente do futsal brasileiro. A Copa LNF nasceu com 32 participantes, promoveu confrontos entre as duas divisões da Liga e reduziu cada fase a uma partida decisiva.
Depois de quatro eliminatórias, Joinville e ACBF são os últimos sobreviventes. De um lado, o clube catarinense chega depois de uma semifinal decidida apenas nos pênaltis contra o Camaquã. Do outro, a equipe de Carlos Barbosa garantiu a classificação superando o Juventude em Dourados.
Em 31 de outubro, a Arena Cláudio Petrycoski receberá o capítulo final dessa primeira edição. Ao término de Joinville x ACBF, a Copa LNF terá, pela primeira vez, um campeão para chamar de seu.