Existem etapas do circuito mundial que ganham importância pelo tamanho das ondas. Outras, pela história ou pelo grau de dificuldade. Lower Trestles construiu sua reputação por outro caminho: é uma onda associada diretamente ao surfe de alta performance, capaz de transformar uma bateria em uma demonstração técnica de velocidade, leitura, combinação de manobras e execução.
É nesse cenário que acontece o Lexus Trestles Pro, uma das paradas mais relevantes da temporada da WSL. Em 2026, o evento ganhou um peso adicional porque fecha a primeira parte do novo formato do Championship Tour.
No calendário deste ano, a etapa californiana ocupa justamente o ponto de transição entre a temporada regular e a sequência decisiva do campeonato. A competição é a nona parada, depois da passagem do circuito por diferentes tipos de ondas ao redor do mundo.
Essa diversidade faz parte da lógica do Championship Tour. O calendário testa os surfistas em fundos, tamanhos e características diferentes, e Lower Trestles representa de maneira muito clara o lado técnico e progressivo da modalidade.
Round 1 completo e o caminho dos brasileiros
O heat draw do Lexus Trestles Pro 2026 já foi divulgado. Uma vaga masculina e uma feminina estão reservadas aos vencedores dos Trials disputados antes da abertura da janela oficial. Por isso, essas duas posições continuam identificadas como “Trials Winner” nas baterias publicadas.
No formato de 2026, o Round 1 masculino tem apenas quatro baterias individuais, envolvendo os seis surfistas de menor seeding e dois wildcards. Os quatro vencedores avançam ao Round 2, onde encontram os 28 principais cabeças de chave. No feminino, o Round 1 possui oito baterias individuais, com as 15 surfistas de menor seeding e um wildcard; as oito vencedoras avançam para enfrentar as oito principais seeds no Round 2.
Masculino:
- Bateria 1 — Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)
- Bateria 2 — Eli Hanneman (HAV) x vencedor dos Trials
- Bateria 3 — Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)
- Bateria 4 — Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA)
Mateus Herdy é, portanto, o único brasileiro que precisa entrar na água já no Round 1 masculino. Se superar Taj Lindblad, o catarinense avançará diretamente para enfrentar Gabriel Medina no Round 2.
Feminino:
- Bateria 1 — Stephanie Gilmore (AUS) x Brisa Hennessy (CRC)
- Bateria 2 — Alyssa Spencer (EUA) x Tya Zebrowski (FRA)
- Bateria 3 — Anat Lelior (ISR) x Vahine Fierro (FRA)
- Bateria 4 — Yolanda Hopkins (POR) x Sally Fitzgibbons (AUS)
- Bateria 5 — Tyler Wright (AUS) x Francisca Veselko (POR)
- Bateria 6 — Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Bella Kenworthy (EUA)
- Bateria 7 — Nadia Erostarbe (ESP) x Eden Walla (EUA)
- Bateria 8 — Caroline Marks (EUA) x vencedora dos Trials
Luana Silva, única brasileira no feminino, não disputa o Round 1. Por estar entre as oito melhores seeds, ela entra diretamente no Round 2 e enfrentará quem vencer o confronto entre Tyler Wright e Francisca Veselko.
Round 2 masculino: confrontos dos brasileiros
Com exceção de Mateus Herdy, os brasileiros entram diretamente no Round 2. Alguns já conhecem exatamente seus adversários, enquanto outros precisam esperar o vencedor de uma bateria do Round 1.
- Yago Dora (BRA) x vencedor de Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)
- João Chianca (BRA) x Marco Mignot (FRA)
- Italo Ferreira (BRA) x vencedor de Eli Hanneman (HAV) x vencedor dos Trials
- Alejo Muniz (BRA) x Ethan Ewing (AUS)
- Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)
- Gabriel Medina (BRA) x vencedor de Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA)
- Filipe Toledo (BRA) x Liam O’Brien (AUS)
- Miguel Pupo (BRA) x Ramzi Boukhiam (MAR)
Leonardo Fioravanti, líder do ranking masculino antes da etapa, também entra diretamente no Round 2. O italiano enfrentará o vencedor da primeira bateria, entre Luke Thompson e Matthew McGillivray.
Primeira chamada do Lexus Trestles Pro 2026
A chamada que inicia oficialmente a competição está programada para sexta-feira, 11 de setembro, às 7h30 no horário de San Clemente, correspondente às 11h30 de Brasília. Será durante o Dawn Patrol que a direção de prova avaliará as condições de Lower Trestles e decidirá se o campeonato começa imediatamente.
Caso a competição seja colocada em “on”, a programação prevê possível início das baterias às 8h locais, ou 12h no horário de Brasília. Como ocorre normalmente no Championship Tour, o cronograma permanece sujeito às condições de swell, vento e maré, e uma nova chamada pode ser marcada caso a organização considere melhor esperar.
O surfe de alta performance
A onda fica possui uma relação tão forte com o surfe competitivo que foi escolhida como sede das provas de surfe dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Esse perfil ajuda a explicar por que Trestles frequentemente produz baterias com notas elevadas e disputas definidas pela qualidade de execução das manobras.
Não é um palco conhecido prioritariamente por ondas gigantes ou tubos extremos como Teahupo’o, Pipeline ou Cloudbreak. Sua identidade competitiva está ligada à possibilidade de construir uma onda com várias oportunidades de ataque, permitindo aos atletas mostrar repertório, velocidade, utilização de bordas e aéreos.
A história recente de Trestles na WSL também ajuda a explicar a relevância atual do evento.
A partir de 2021, passou a receber o WSL Finals, competição de um único dia que definiu os campeões mundiais entre os melhores classificados da temporada. O local permaneceu como sede desse formato até a mudança promovida pela liga. Em 2025, Trestles voltou a receber uma etapa regular do Championship Tour.
O retorno produziu uma competição de nível altíssimo.
No masculino, o brasileiro Yago Dora conquistou em 2025. Na decisão contra o japonês Kanoa Igarashi, Yago somou 17,90 pontos contra 16,07 do adversário.
No feminino, Bettylou Sakura venceu Molly Picklum. A havaiana construiu uma soma de 17,00 pontos, formada por notas 9,00 e 8,00, enquanto a australiana terminou com 14,23.
Os números das duas finais mostram bem o potencial competitivo em Lower Trestles. Em condições que permitem execução de alto nível, uma bateria pode exigir duas ondas muito fortes para garantir a vitória.
Trestles também faz parte da história de um ícone
Poucos exemplos demonstram melhor o peso histórico, do que a relação de Kelly Slater com o local.
Ao receber um wildcard para disputar a etapa de 2025, o 11 vezes campeão mundial lembrou que Trestles fazia parte de suas memórias competitivas havia cerca de 35 anos e afirmou ter conquistado ali sua primeira vitória em um evento como profissional. Slater também acumulou outras vitórias no pico ao longo de sua trajetória.
O norte-americano conquistou seis títulos no pico californiano.
A história no circuito mundial
Lower Trestles recebe competições profissionais há décadas e já fazia parte da trajetória de grandes nomes antes mesmo de se tornar uma parada regular da elite. Slater, por exemplo, conquistou sua primeira vitória como profissional, no Body Glove Surf Bout de 1990. Como etapa masculina do circuito mundial, porém, Trestles estreou em 2000, quando Andy Irons venceu o Billabong Pro. Depois de não ser realizada em 2001, a prova retornou em 2002 e permaneceu no calendário masculino até 2017.
Entre as mulheres, Lower Trestles entrou no calendário da elite em 2014. Stephanie Gilmore venceu a primeira edição, seguida por Carissa Moore em 2015, Tyler Wright em 2016 e Silvana Lima em 2017. Após a saída da etapa regular do calendário, o pico ganhou outra função entre 2021 e 2024, quando recebeu o WSL Finals e passou a ser o palco de definição dos títulos mundiais. A etapa tradicional retornou em 2025 já com o nome Lexus Trestles Pro.
Os maiores campeões:
- Kelly Slater — 6 títulos
2005, 2007, 2008, 2010, 2011 e 2012 - Mick Fanning — 2 títulos
2009 e 2015 - Jordy Smith — 2 títulos
2014 e 2016
Brasileiros que já ganharam
O Brasil precisou esperar até 2017 para comemorar uma vitória na etapa da elite, mas naquele ano conseguiu uma dobradinha histórica. Filipe Toledo derrotou Jordy Smith e conquistou o título masculino, enquanto Silvana Lima venceu entre as mulheres.
Quando Trestles voltou ao calendário regular em 2025, outro brasileiro ficou com a taça: Yago Dora superou Kanoa Igarashi na final e se tornou o terceiro brasileiro a vencer uma competição do CT no pico, considerando as categorias masculina e feminina.
Durante o período em que recebeu o WSL Finals, Gabriel Medina conquistou ali o título mundial de 2021, enquanto Filipe Toledo confirmou no mesmo palco seus títulos mundiais de 2022 e 2023. Foram conquistas realizadas em Trestles, mas no evento decisivo do campeonato, e não em vitórias da temporada regular.
A edição de 2026 também reúne nomes que já sabem o que é vencer na Califórnia. Entre homens e mulheres, vários campeões anteriores fazem parte da etapa deste ano.
Masculino:
- Yago Dora — campeão em 2025
- Filipe Toledo — campeão em 2017
Feminino:
- Stephanie Gilmore — campeã em 2014
- Carissa Moore — campeã em 2015
- Tyler Wright — campeã em 2016
- Bettylou Sakura Johnson — campeã em 2025
A presença desses nomes adiciona um ingrediente importante ao Lexus Trestles Pro. Além da disputa pelo ranking e pelo corte da pós-temporada, a etapa reúne surfistas que já encontraram um caminho no mar para vencer e uma geração que tenta construir sua própria história em uma das ondas mais técnicas do Championship Tour.
O peso no formato da WSL 2026
A temporada deste ano trouxe mudanças importantes para o Championship Tour.
A estrutura estabeleceu nove etapas de temporada regular. Durante esse período, o circuito trabalha com 36 homens e 24 mulheres. Depois de Trestles, o corte será definido pelos sete melhores resultados de cada surfista nas nove primeiras etapas. Avançam pelo ranking os 22 melhores homens e as 14 melhores mulheres. Com dois wildcards em cada categoria, as duas etapas da pós-temporada terão fields de 24 homens e 16 mulheres.
Isso transforma o Lexus Trestles Pro em muito mais do que uma etapa tradicional.
Para quem chega perto da zona de corte, cada bateria pode significar a continuidade ou não na disputa. Para quem aparece na parte superior do ranking, Trestles oferece a oportunidade de acumular pontos e melhorar sua posição para a sequência do campeonato.
O regulamento de 2026 também acabou com as baterias sem eliminação nas etapas regulares. No masculino, a fase inicial trabalha com 36 competidores antes do chaveamento avançar até oitavas, quartas, semifinais e final. No feminino, são 24 atletas, também em confrontos eliminatórios até a decisão.
Formato pós-temporada regular
A primeira parada depois do corte será o MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, com janela de 16 a 25 de outubro. Na sequência, o circuito vai para Cloud 9, nas Filipinas, onde o Philippines Pro será disputado entre 31 de outubro e 10 de novembro. A mudança na reta final aconteceu depois da retirada do Surf Abu Dhabi Pro do calendário de 2026. Mesmo com a alteração, a WSL manteve a temporada com 12 etapas e três resultados descartáveis.
Na pós-temporada masculina, os oito primeiros colocados do seeding têm uma vantagem importante: entram diretamente no Round 2. O Round 1 reúne os surfistas posicionados do 9º ao 22º lugar entre os classificados, além dos dois wildcards. No feminino, as 16 competidoras participam desde a primeira rodada.
Depois de Peniche e Cloud 9, o circuito chega ao Lexus Pipe Masters, em Pipeline, no Havaí, entre 8 e 20 de dezembro. A etapa volta a reunir um field ampliado, permitindo que surfistas que ficaram fora da pós-temporada retornem para disputar o título do Pipe Masters, embora a luta pelo campeonato mundial esteja condicionada à campanha construída por quem permaneceu na corrida após o corte.
Para definir os campeões mundiais, a lógica também muda em relação ao corte de Trestles. Depois das 12 etapas, a classificação final considera os nove melhores resultados de cada surfista, mantendo três descartes no campeonato. Assim, os sete melhores resultados obtidos na temporada regular levam os classificados para a pós-temporada, mas Peniche, Cloud 9 e Pipeline continuam capazes de alterar profundamente a corrida pelo título.
Brazilian Storm chegam em posição de destaque na etapa
A edição de 2026 também tem interesse especial para o público brasileiro.
Na classificação atual, o Brasil aparece com forte presença entre os primeiros colocados, com cinco surfistas dentro do top 6 no ranking masculino.
- Leonardo Fioravanti — 40.015 pontos
- Italo Ferreira — 39.930 pontos
- Yago Dora — 37.695 pontos
- Gabriel Medina — 35.410 pontos
- Miguel Pupo — 32.770 pontos
- Samuel Pupo — 27.960 pontos
Ranking feminino:
- Carissa Moore
- Gabriela Bryan
- Sawyer Lindblad
- Molly Picklum
- Luana Silva
Entre as mulheres, Luana Silva aparecia na quinta posição, mantendo o Brasil dentro do grupo de destaque da classificação também no feminino.
Quanto vale Trestles na briga pela lycra amarela
A distribuição da pontuação é padrão das etapas da temporada regular do Championship Tour, sendo a mesma no masculino e no feminino:
- 1º lugar — 10.000 pontos
- 2º lugar — 7.800 pontos
- 3º lugar — 6.085 pontos
- 4º lugar — 6.085 pontos
- 5º lugar — 4.745 pontos
- 6º lugar — 4.745 pontos
- 7º lugar — 4.745 pontos
- 8º lugar — 4.745 pontos
Isso torna Trestles especialmente importante na disputa pela lycra amarela. Leonardo Fioravanti chega à etapa com apenas 85 pontos à frente de Italo Ferreira. Yago Dora também permanece suficientemente próximo para transformar uma campanha forte na Califórnia em uma mudança importante na parte de cima da classificação.
Existe, porém, um detalhe fundamental no regulamento de 2026: para o fechamento da temporada regular, a WSL considera os sete melhores resultados de cada surfista nas nove primeiras etapas. Isso significa que a pontuação conquistada em Trestles não necessariamente será simplesmente acrescentada ao total exibido antes do evento. Dependendo dos resultados anteriores de cada competidor, a nota da etapa californiana poderá substituir um resultado mais baixo entre os que entram na conta.
Como estão os descartes dos brasileiros
Dentro do top 6 masculino antes de Trestles, os resultados obtidos nas oito primeiras paradas ajudam a mostrar quanto cada um pode efetivamente acrescentar ao ranking.
Italo Ferreira — 2º no ranking
Resultados nas oito etapas:
- Bells Beach — 9º lugar
- Margaret River — 3º lugar
- Nova Zelândia — campeão
- Gold Coast — 9º lugar
- El Salvador — vice-campeão
- Rio Pro — 9º lugar
- Taiti — 3º lugar
- Fiji — 9º lugar
Yago Dora — 3º no ranking
- Bells Beach — vice-campeão
- Margaret River — 5º lugar
- Gold Coast — 17º lugar
- Nova Zelândia — 3º lugar
- El Salvador — 9º lugar
- Rio Pro — campeão
- Taiti — 17º lugar
- Fiji — 5º lugar
Gabriel Medina — 4º no ranking
- Bells Beach — 3º lugar
- Margaret River — vice-campeão
- Gold Coast — 9º lugar
- Nova Zelândia — 9º lugar
- El Salvador — 3º lugar
- Rio Pro — 17º lugar
- Taiti — 17º lugar
- Fiji — vice-campeão
Miguel Pupo — 5º no ranking
- Bells Beach — campeão
- Margaret River — 9º lugar
- Gold Coast — 9º lugar
- Nova Zelândia — 5º lugar
- El Salvador — 17º lugar
- Rio Pro — 5º lugar
- Taiti — 9º lugar
- Fiji — 9º lugar
Por isso, a pontuação conquistada em Trestles não será simplesmente somada ao ranking atual. Ela primeiro precisa superar um dos resultados que cada surfista ainda tem contabilizado.
Palco olímpico em LA 2028
O valor de Lower Trestles ultrapassa o Championship Tour.
Em fevereiro de 2026, a International Surfing Association confirmou que o local receberá a competição de surfe dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A escolha coloca Trestles definitivamente entre os palcos esportivos mais importantes da modalidade nesta década.
Para os surfistas da elite mundial, portanto, competir ali no Championship Tour também significa acumular experiência em uma onda que terá importância olímpica.
Previsão para os três primeiros dias da janela
O cenário indica ondas moderadas em Lower Trestles, com um swell de sudoeste perdendo força gradualmente depois de um pulso mais consistente previsto para quinta-feira, 10 de setembro. Os modelos consultados apresentam pequenas diferenças de tamanho, mas convergem para a mesma tendência: melhores condições na sexta-feira e mar menor durante o fim de semana.
Sexta-feira, 11 de setembro — A expectativa mais favorável é de ondas na faixa de 3 a 4 pés pela manhã e durante a tarde, a tendência é de queda para 2 a 3 pés ou pouco acima disso.
Sábado, 12 de setembro — O mar deve diminuir para aproximadamente 2 a 3 pés, com algumas séries podendo passar ligeiramente dessa faixa. O swell de sudoeste continua presente, com energia de período mais longo mas menos consistente.
Domingo, 13 de setembro — A previsão mantém ondas de aproximadamente 2 a 3 pés, eventualmente um pouco maiores pela manhã. O swell segue enfraquecendo e ganhando característica onshore à tarde.
Isso não significa, porém, que a WSL necessariamente colocará a competição na água no primeiro dia. A janela vai de 11 a 20 de setembro, e a organização pode utilizar os dias de espera buscando a melhor combinação entre tamanho, direção do swell, vento e maré. Além disso, como a previsão ainda está sendo observada com alguns dias de antecedência, tamanho e vento podem sofrer ajustes importantes antes da primeira chamada oficial.
Transmissão no Brasil e horários
A etapa poderá ser acompanhada pelas plataformas oficiais da World Surf League, incluindo o site da WSL e o canal oficial da liga no YouTube, que já possui programação de transmissão ao vivo para a abertura da etapa.
O público brasileiro precisa ficar atento ao fuso horário. San Clemente estará quatro horas atrás de Brasília durante o evento.
Como acontece normalmente nas etapas da WSL em ondas naturais, os horários das baterias não são totalmente fixos. A direção de prova pode colocar o evento em “on”, adiar o início ou decretar day off de acordo com a qualidade das ondas.
Uma etapa especial
Lower Trestles reúne elementos difíceis de encontrar no mesmo local: tradição no circuito, ligação com diferentes gerações de campeões, ondas voltadas ao surfe de alta performance, importância crescente no calendário da WSL e, agora, a perspectiva de receber os Jogos Olímpicos de 2028.
A história recente reforçou esse peso. Trestles passou por anos como palco de definição dos títulos mundiais, voltou ao calendário regular em 2026, ocupa uma posição estratégica como última parada antes da redução do field.
É isso que torna Trestles tão valioso para o Championship Tour: enquanto alguns lugares desafiam os competidores pela força ou pelo risco, Lower Trestles exige que os melhores surfistas consigam levar o surfe de alta performance para as baterias.