Quando se fala em invencibilidade na história da Copa do Mundo, o recorde pertence ao Brasil. A Seleção atravessou as campanhas de 1958, 1962 e a estreia em 1966 sem perder, em uma sequência que somou 11 vitórias, 2 empates e os títulos mundiais de 1958 e 1962.
Quantos jogos foram e em quantas Copas
A série começou na estreia brasileira de 1958, contra a Áustria, e só foi interrompida oito anos depois, no segundo jogo da fase de grupos de 1966, diante da Hungria. Nesse intervalo, o Brasil venceu 11 partidas, empatou 2 e conquistou dois títulos mundiais.
Esse dado fica ainda maior quando se olha o contexto. Não foi uma invencibilidade construída em um único torneio curto, mas atravessando ciclos, adversários e elencos diferentes. A marca brasileira também supera a sequência da Itália, que aparece logo atrás com 12 jogos sem derrota em Copas.
Como foi o retrospecto dos jogos
A campanha invicta começou em 1958, na Suécia, e terminou apenas em 1966, já na Inglaterra. O retrospecto da série foi este:
Copa de 1958
Brasil 3 x 0 Áustria
Brasil 0 x 0 Inglaterra
Brasil 2 x 0 União Soviética
Brasil 1 x 0 País de Gales
Brasil 5 x 2 França
Brasil 5 x 2 Suécia
Copa de 1962
Brasil 2 x 0 México
Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia
Brasil 2 x 1 Espanha
Brasil 3 x 1 Inglaterra
Brasil 4 x 2 Chile
Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia
Copa de 1966
Brasil 2 x 0 Bulgária
O recorde caiu no jogo seguinte, quando o Brasil perdeu por 3 a 1 para a Hungria. Depois ainda haveria a derrota por 3 a 1 para Portugal, que selou a eliminação precoce da equipe na fase de grupos.
Três nomes que ajudam a explicar essa sequência
Mais do que uma coleção de resultados, essa invencibilidade teve rosto. E alguns dos maiores nomes do futebol mundial passaram por ela.
Pelé foi decisivo logo no começo da série. Em 1958, explodiu no mata-mata, marcou seis gols no torneio e fez dois na final contra a Suécia. Em 1962, a lesão limitou sua participação a apenas uma partida, mas ele ainda fez parte da campanha do bicampeonato. Já em 1966, voltou a marcar na estreia contra a Bulgária, justamente o 13º jogo da sequência invicta.
Garrincha foi um dos símbolos mais fortes desse período e cresceu especialmente em 1962, quando o Brasil precisou encontrar soluções sem Pelé. Na semifinal contra o Chile, por exemplo, ele marcou duas vezes e comandou a vitória por 4 a 2 que empurrou a Seleção para mais uma final.
Didi talvez seja o elo que melhor resume a solidez daquela geração. Em 1958, foi eleito o melhor jogador da Copa e teve papel central na organização do time que conquistou o primeiro título mundial do Brasil. Quatro anos depois, mesmo sem o brilho mais midiático de Pelé ou Garrincha, voltou a ser peça importante na campanha do bicampeonato.
Por que esse recorde ainda impressiona tanto
A força dessa invencibilidade está no fato de ela não depender apenas de uma campanha perfeita em um único Mundial. O Brasil sustentou a série por dois títulos seguidos, atravessou a troca de cenário entre 1958 e 1962 e ainda chegou a 1966 sem perder em Copas. É um recorde que mistura talento, regularidade e capacidade de decisão em alto nível.
Por isso, quando a pergunta é qual seleção tem a maior invencibilidade da história da Copa do Mundo, a resposta vai além de um simples número. São 13 partidas, três Copas e uma sequência que ajudou a transformar o Brasil em sinônimo de grandeza no torneio mais importante do futebol.
A força dessa trajetória ajuda a explicar por que o Brasil construiu tantos marcos no torneio ao longo das décadas. Para ampliar esse recorte histórico, vale conferir também a matéria sobre a Seleção Brasileira e seu recorde de gols em Copas do Mundo.