Final será clássico mineiro
O vôlei feminino brasileiro terá uma final mineira na Superliga 2025/26. Gerdau Minas e Dentil/Praia Clube confirmaram vaga na decisão depois de duas semifinais de alto nível, dramáticas até o tie-break e marcadas por viradas, reação emocional e atuações decisivas nos momentos de maior pressão.
A decisão será disputada no dia 3 de maio, às 10h, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. De um lado estará o Minas, segundo colocado da fase classificatória, que terminou a primeira etapa com 54 pontos, 18 vitórias e quatro derrotas. Do outro estará o Praia Clube, quarto colocado, que somou 47 pontos e construiu sua vaga final com força justamente no mata-mata.
Minas elimina o atual campeão
O Minas chegou à decisão depois de eliminar o Osasco São Cristóvão Saúde, atual campeão da Superliga, em uma semifinal eletrizante. No terceiro jogo da série, em Belo Horizonte, o time minastenista venceu por 3 sets a 2, com parciais de 22/25, 25/18, 25/22, 13/25 e 15/12, fechando o confronto em 2 a 1.
A partida começou com equilíbrio e Osasco saiu na frente ao vencer o primeiro set. O Minas reagiu no segundo, cresceu no terceiro e chegou a abrir caminho para resolver o duelo antes do tie-break. No quarto set, porém, o Osasco mostrou a força de uma equipe acostumada a jogos grandes, dominou a parcial e levou a semifinal para o quinto set.
Bloqueio decide no tie-break
No tie-break, o roteiro parecia favorecer novamente o time paulista, que chegou a abrir vantagem e colocou pressão sobre o Minas. Mas, empurrada pela torcida, a equipe de Belo Horizonte encontrou resposta no bloqueio, cresceu com Thaisa e Julia Kudiess no meio de rede e virou o cenário da decisão. O ponto final veio em ataque de Julia Kudiess, confirmando a vaga minastenista na final.
A maior pontuadora do Minas foi Hilary Johnson, com 22 pontos. Pelo Osasco, Bianca Cugno foi o grande destaque ofensivo da partida, com 32 pontos, mas a atuação individual não foi suficiente para impedir a classificação mineira.
Caminho do Minas no mata-mata
Antes da semifinal, o Minas havia passado pelo Sancor Maringá nas quartas de final, fechando a série em 2 a 0. Primeiro venceu por 3 sets a 0, em Belo Horizonte, e depois confirmou a vaga fora de casa, em vitória por 3 sets a 2.
Praia Clube resiste ao Sesc Flamengo
Do outro lado da chave, o Praia Clube também precisou atravessar uma semifinal de enorme carga emocional. Contra o Sesc RJ Flamengo, melhor campanha da fase classificatória, o time de Uberlândia venceu o terceiro jogo por 3 sets a 2, no Maracanãzinho, com parciais de 25/23, 36/34, 22/25, 11/25 e 15/13.
O Praia abriu 2 sets a 0 em uma atuação muito forte nos detalhes. O segundo set, decidido em 36 a 34, foi um dos momentos mais tensos da semifinal, com longas trocas, alternância de set points e peso psicológico enorme para os dois lados. A equipe mineira parecia encaminhar a vaga, mas o Sesc Flamengo reagiu.
Reação carioca leva jogo ao limite
A partir do terceiro set, o time carioca cresceu, passou a defender mais, melhorou a virada de bola e diminuiu a diferença. No quarto set, o domínio rubro-negro foi amplo, com vitória por 25 a 11, levando a decisão para o tie-break e repetindo o clima do jogo anterior, quando o Praia também havia aberto 2 a 0 e sofrido a virada.
Desta vez, porém, o Praia resistiu. Mesmo depois de ver o Sesc Flamengo crescer e abrir vantagem no quinto set, a equipe de Uberlândia teve força mental para reagir, buscar a virada e fechar em 15 a 13. Morgahn Fingall foi a maior pontuadora do Praia Clube, com 31 pontos, em atuação decisiva para colocar o time novamente na final da Superliga.
Caminho do Praia no mata-mata
Nas quartas de final, o Praia Clube eliminou o Sesi Bauru em série de três jogos. Venceu a primeira partida por 3 sets a 0, perdeu o segundo confronto por 3 sets a 2 e confirmou a classificação no terceiro jogo, novamente com vitória por 3 sets a 0.
Superliga terá decisão em jogo único
A final coloca frente a frente dois projetos fortes, acostumados a decisões e protagonistas recentes do vôlei nacional. O Minas chega embalado por uma virada contra o atual campeão. O Praia chega fortalecido por ter eliminado o líder da fase classificatória em um jogo de altíssima pressão. Agora, em jogo único, a Superliga Feminina terá um clássico mineiro para definir sua nova campeã.
Em uma competição de altíssimo nível, os dois finalistas passaram por semifinais dignas de uma das ligas mais fortes do mundo, com ginásios lotados, decisões no limite e o peso de uma tradição que ajuda a consolidar o Brasil como potência na modalidade. A dimensão desse cenário ajuda a explicar por que o vôlei se mantém entre os esportes mais populares do país, como mostra esta análise completa sobre o crescimento da Superliga e a força do vôlei no Brasil.