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Mundial de Handebol de Praia 2026: Brasil conhece adversários para a disputa

O Brasil disputará o Mundial no masculino e no feminino, com seleções fortes, tradicionais e chance de reforçar sua tradição na modalidade.

Por Corte dos Esportes · 21/05/2026 · Categoria: Handebol

As seleções feminina e masculina brasileira, já conhecem o caminho para o título no Mundial de Handebol de Praia 2026. A competição será disputada entre os dias 23 e 28 de junho, em Zagreb, na Croácia, às margens do Lago Jarun, e reunirá os torneios masculino e feminino no mesmo evento.

A edição terá 16 seleções tanto no masculino quanto no feminino, divididas inicialmente em quatro grupos de quatro equipes. O Brasil estará presente nas duas cheves e chega com peso histórico na modalidade, especialmente por sua tradição em Mundiais, torneios continentais e competições de areia.

Brasil feminino terá grupo pesado no Mundial

A seleção feminina caiu em uma das chaves mais fortes do torneio. O Grupo C reúne Noruega, Grécia, Brasil e Estados Unidos, com três seleções de tradição mundial na modalidade.

O peso da chave está justamente na história recente do handebol de praia. Brasil, Noruega e Grécia já foram campeãs mundiais e chegam ao torneio como equipes acostumadas a jogos decisivos. Os Estados Unidos completam o grupo como uma seleção em crescimento na modalidade, especialmente dentro do cenário da América do Norte.

Para o Brasil, a primeira fase exigirá regularidade desde o início. Em torneios curtos, com jogos rápidos e formato muito dinâmico, uma derrota pode mudar completamente o caminho. Por isso, enfrentar adversárias fortes logo na fase de grupos pode gerar risco, mas também preparação para o mata-mata.

O Brasil feminino tem tradição suficiente para entrar como candidato a avançar, mas precisará confirmar em quadra. A chave não permite relaxamento e pode funcionar como um termômetro real do nível da seleção antes das fases decisivas.

Brasil masculino pega Alemanha, Argentina e Itália

No masculino, também caiu no Grupo C, ao lado de Alemanha, Argentina e Itália. A chave tem elementos interessantes: força europeia, rivalidade sul-americana e uma seleção italiana que chega como estreante em Mundial adulto de handebol de praia.

A Alemanha é um adversário tradicional e costuma competir em alto nível. A Argentina traz o componente regional, com confronto direto contra o Brasil em um jogo que naturalmente carrega rivalidade. Já a Itália entra como novidade, mas não pode ser tratada como equipe coadjuvante, especialmente em uma modalidade em que detalhes técnicos e eficiência nos tiros decisivos pesam muito.

O Brasil masculino chega com moral depois de conquistar o título sul-centro-americano de handebol de praia em 2026. A campanha continental reforça a força da seleção e aumenta a expectativa para o Mundial.

Historicamente, o Brasil masculino é um dos grandes nomes da modalidade. O país já construiu uma identidade forte na modalidade, com jogo técnico, criatividade, velocidade e capacidade de decidir partidas equilibradas. Em Zagreb, a missão será transformar essa tradição em mais uma campanha de protagonismo.

Como será o formato do Mundial

Na primeira fase, as 16 seleções serão divididas em quatro grupos de quatro equipes, se enfrentando entre si. As três melhores de cada grupo avançam para a fase principal. A última colocada de cada chave vai para a rodada de repescagem.

Depois da fase principal, as melhores seleções avançam para as quartas de final. A partir daí, o torneio entra no caminho eliminatório, com semifinal, disputa de bronze e final.

O que é o Mundial de Handebol de Praia?

É a principal competição de seleções da modalidade organizada pela Federação Internacional de Handebol. O torneio começou em 2004 e, desde então, passou a ser disputado a cada dois anos, reunindo as principais seleções masculinas e femininas do mundo.

A edição de 2026 será a 12ª da história. A competição costuma durar cerca de uma semana, com fase de grupos, fase principal e mata-mata até a decisão do título.

O Brasil é uma das maiores potências da história do handebol de praia. No masculino, é o maior campeão mundial, com cinco títulos. No feminino, também aparece como uma das seleções mais vencedoras, com três conquistas, número que reforça a tradição brasileira nos esportes de areia.

Apesar do nome parecido, o handebol de praia não é apenas uma versão em areia do handebol de quadra. Há diferenças importantes no formato, na pontuação e até na dinâmica dos atletas. Na areia, cada equipe joga com quatro atletas em quadra, as partidas são disputadas em dois sets de 10 minutos, e gols plásticos, como giros, jogadas aéreas valem dois pontos.

Para quem acompanha mais o handebol tradicional, a comparação ajuda a entender melhor as diferenças. Essa diferença fica mais clara dentro do guia sobre regras do handebol de quadra.

Alguns jogadores podem transitar entre as duas modalidades, especialmente em categorias de base ou em seleções com elencos mais amplos, mas o alto rendimento na areia exige características próprias: explosão, equilíbrio, criatividade, leitura rápida, resistência no piso instável e domínio de fundamentos específicos da modalidade.

Grupos do Mundial feminino de handebol de praia

O torneio feminino ficou dividido assim:

Grupo A: Alemanha, Holanda, Vietnã e Uruguai;

Grupo B: Espanha, Croácia, Ilhas Cook e Porto Rico;

Grupo C: Noruega, Grécia, Brasil e Estados Unidos;

Grupo D: Argentina, Dinamarca, Filipinas e Benin.

No masculino, os grupos ficaram assim:

Grupo A: Espanha, Portugal, Irã e Estados Unidos;

Grupo B: Hungria, Dinamarca, Tunísia e Porto Rico;

Grupo C: Alemanha, Brasil, Argentina e Itália;

Grupo D: Croácia, França, Omã e Austrália.

Por que o Brasil é forte no handebol de praia

O país tem uma relação natural com esportes de areia, e isso ajuda a explicar sua força no handebol de praia. A modalidade exige explosão, técnica, leitura rápida, criatividade e capacidade de improviso, características que combinam com o perfil de muitos atletas brasileiros.

A força brasileira na areia também conversa com a tradição do país na modalidade como um todo. O handebol nacional já viveu momentos marcantes na quadra, especialmente como título mundial feminino, a força nas escolas e a evolução do masculino.

Zagreb recebe evento com clima de festival esportivo

A escolha da capital croata como sede também dá um caráter especial ao Mundial. O torneio será disputado no entorno do Lago Jarun, uma área conhecida por atividades esportivas, lazer e eventos ao ar livre.

A Croácia tem forte cultura no handebol e também tradição no handebol de praia. Jogar em casa deve dar ao país europeu um ambiente favorável, especialmente no masculino, em que a seleção croata escolheu seu grupo como anfitriã.

Para o público, o Mundial tende a ter clima de festival esportivo. O formato concentrado, com jogos masculinos e femininos no mesmo período, favorece uma programação intensa e ajuda a dar visibilidade à modalidade.

Brasil mira protagonismo nas duas chaves

Será uma oportunidade importante para o país reafirmar sua força internacional. As duas seleções chegam com tradição, mas também com grupos que exigem atenção desde a primeira rodada.

No feminino, o desafio será superar uma chave com seleções campeãs e adversárias de estilos diferentes. No masculino, o Brasil terá de lidar com força europeia, rivalidade regional e um torneio curto, em que a margem de erro é pequena.

Mais do que uma disputa pontual, o torneio ajuda a colocar o handebol de praia em evidência. Para o Brasil, é mais uma oportunidade de transformar tradição em resultado e mostrar que a força do país nos esportes de areia também passa pelo handebol.