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Brasileiras avançam no Street feminino pelo Mundial em Roma; Rayssa Leal entra direto nas quartas

Skatistas passaram pelo Open Qualifier do Street feminino na Copa do Mundo WST de Roma 2026 e agora se juntam as melhores colocar via ranking mundial nas quartas de final.

Por Corte dos Esportes · 18/06/2026 · Categoria: Skate

O Brasil colocou quatro skatistas nas quartas de final do Street feminino no mundial da categoria, que abre a corrida por pontos para os Jogos Olimpicos de Los Angeles 2028. No primeiro dia da modalidade, Isabelly Ávila, Gabi Mazetto, Duda Ribeiro e Manuh Moretti avançaram pelo Open Qualifier, disputado no Colle Oppio, região próxima ao Coliseu.

A fase reuniu 70 atletas de mais de 20 países e funcionou como o primeiro filtro da chave feminina. As 32 melhores passaram para as quartas de final, onde encontrarão as principais atletas pré-classificadas pelo ranking mundial.

O bom resultado brasileiro no feminino dá sequência ao início do Street masculino, que também teve classificação no Open Qualifier.

Resultado das brasileiras classificadas:

  1. Isabelly Ávila — 18ª — 49,90
  2. Gabi Mazetto — 24ª — 44,18
  3. Duda Ribeiro — 27ª — 43,93
  4. Manuh Moretti — 29ª — 43,28

A classificação tem valor porque amplia a presença brasileira na próxima fase. Com Rayssa Leal entrando direto nas quartas, o Brasil terá cinco nomes na segunda fase do Street feminino.

Pamela Rosa fica fora

A principal baixa brasileira foi Pamela. Campeã mundial da Street League em 2019 e uma das referências históricas do Street feminino brasileiro, ela terminou em 41º lugar, com 34,75 pontos, e não avançou.

A eliminação chama atenção pelo peso da atleta. Pamela é nome de construção da modalidade no Brasil, já venceu em grandes palcos internacionais e carrega repertório de alto nível. Em Roma, porém, a nota não foi suficiente para entrar entre as 32 classificadas.

A linha de corte ficou com Liv Nelemans, da Holanda, que avançou em 32º lugar, com 39,37. Pamela ficou 4,62 pontos abaixo da última vaga.

Open Qualifier teve nomes fortes

Mesmo antes da entrada das pré-classificadas, a disputa já teve nomes de peso internacional.

Momiji Nishiya, campeã olímpica do Street em Tóquio, participou da fase aberta e avançou em 5º lugar, com 64,41. A presença dela mostra que o Open Qualifier não é apenas uma etapa de atletas desconhecidas; há campeãs e finalistas internacionais buscando vaga.

Paige Heyn, nome frequente em eventos da Street League, também passou. A norte-americana terminou em 16º lugar, com 50,56. Daniela Terol, da Espanha, uma das skatistas europeias mais relevantes do Street atual, avançou em 25º, com 44,07.

Yuanling Zhu, da China, que aparecia no top 10 do ranking mundial antes da etapa, também teve que passar pelo Open Qualifier. Ela terminou em 11º, com 58,21, e confirmou presença nas quartas.

Esse recorte é importante para dar o peso real do primeiro dia. O nível sobe com a entrada das pré-classificadas, mas a fase aberta já tinha atletas capazes de brigar por semifinal.

O topo da tabela reforça a diversidade da fase aberta. Japão, Coreia do Sul, Espanha, Austrália e Polônia apareceram entre as primeiras colocadas, antes da chegada das favoritas do ranking.

Quem entra direto nas quartas

As oito primeiras do ranking mundial feminino do Street antes de Roma entram diretamente nas quartas de final. É nesse grupo que está Rayssa Leal.

Pré-classificadas para as quartas:

  • Ibuki Matsumoto — Japão
  • Nanami Onishi — Japão
  • Funa Nakayama — Japão
  • Chloe Covell — Austrália
  • Coco Yoshizawa — Japão
  • Chenxi Cui — China
  • Yumeka Oda — Japão
  • Rayssa Leal — Brasil

Essa lista muda completamente o peso da próxima fase. Atletas acostumadas a dipustar os principais campeonatos pelo mundo. O Japão chega com cinco atletas pré-classificadas, incluindo Ibuki Matsumoto, Funa Nakayama, Coco Yoshizawa e Yumeka Oda. A Austrália terá Chloe Covell, uma das principais rivais recentes no Street. A China entra com Chenxi Cui.

Rayssa é a representante brasileira nesse bloco. Ela participa da etapa e estreia diretamente nas quartas, sem precisar passar pelo Open Qualifier. Com isso, o Brasil entra na próxima fase com Rayssa, Isabelly Ávila, Gabi Mazetto, Duda Ribeiro e Manuh Moretti.

Rayssa Leal chega às quartas como o principal nome brasileiro no Street feminino. Medalhista olímpica, campeã mundial e referência da modalidade.

Classificadas do Open Qualifier feminino:

  1. Mei Ozeki — 67,37
  2. Jiyul Shin — 65,76
  3. Natalia Muñoz — 65,50
  4. Cora Wilton — 64,88
  5. Momiji Nishiya — 64,41
  6. Ria Tanno — 63,71
  7. Valentina Krauel — 63,27
  8. Pola Kupczyk — 62,88
  9. Flic Turner — 60,75
  10. Yun Hong — 59,80
  11. Yuanling Zhu — 58,21
  12. Lucie Schoonheere — 57,11
  13. Linlong Xu — 56,72
  14. Evie Pritchard — 55,35
  15. Valentina Petric — 51,30
  16. Paige Heyn — 50,56
  17. Jazmín Álvarez — 50,10
  18. Isabelly Ávila — 49,90
  19. Esmeralda Butler — 49,86
  20. Gaia Urbinati — 49,51
  21. Nanfang Dai — 48,49
  22. Yara Backx — 45,15
  23. Pippa Mestdagh — 44,32
  24. Gabi Mazetto — 44,18
  25. Daniela Terol — 44,07
  26. Vareeraya Sukasem — 44,01
  27. Duda Ribeiro — 43,93
  28. Laura Zackova — 43,32
  29. Manuh Moretti — 43,28
  30. Vilja Lundmark — 40,86
  31. Morena Domínguez — 39,91
  32. Liv Nelemans — 39,37

O corte mostra uma disputa apertada na parte final da tabela. Entre Gabi Mazetto, 24ª, e Manuh Moretti, 29ª, a diferença foi inferior a um ponto.

Como funciona o Street

Nas classificatórias e nas quartas de final, cada skatista faz duas voltas de 45 segundos, e apenas a melhor nota conta. Esse formato valoriza uma linha limpa e consistente.

A partir das semifinais, a dinâmica muda. As atletas fazem duas voltas e três tentativas de best trick. Na final, são três voltas e três tentativas de best trick. A nota final soma a melhor volta e a melhor manobra, o que aumenta muito o peso das manobras isoladas.

As quartas de final femininas do Street estão marcadas para sexta-feira, 19 de junho, às 9h35, no horário de Brasília.

Com transmissão da World Skate SB no YouTube e World Skate TV

Roma agora entra na parte em que o Street feminino aumenta o nível técnico. As classificadas do Open Qualifier se juntam às pré-classificadas, Rayssa Leal estreia, e a briga por semifinal passa a exigir mais do que a etapa anterior. Para o Brasil, o primeiro foi positivo e uma expectativa clara: a chave começa de verdade nas quartas.