O Mundial de Skateboarding Vert de 2026 terminou com duas medalhas para o Brasil e novos campeões no topo da modalidade. Nas finais disputadas neste sábado, 3 de outubro, em Assunção, no Paraguai, o norte-americano JD Sanchez conquistou o título masculino, enquanto a japonesa Mizuho Hasegawa venceu entre as mulheres.
O Brasil esteve nos dois pódios. Gui Khury, campeão mundial em 2024, ficou com a medalha de prata no masculino. No feminino, Helena Laurino terminou na terceira posição e conquistou o bronze.
Além das medalhas, o desempenho brasileiro chamou atenção pela presença nas decisões. Maria Luiza Pessoa Santiago e Luiza Hiumi também avançaram à final feminina, fazendo com que o país encerrasse o Mundial com quatro representantes entre os finalistas das duas categorias.
Resultados da final masculina:
- JD Sanchez, Estados Unidos — 274,46 pontos
- Gui Khury, Brasil — 265,25 pontos
- Hudson Walker, Austrália — 244,39 pontos
Gui Khury ficou novamente entre os melhores do mundo depois do título conquistado no Mundial de 2024. Em Assunção, o brasileiro construiu sua pontuação com uma volta de 92,26 pontos e duas manobras avaliadas em 88,33 e 84,66.
A parte final da competição masculina ainda foi afetada pela chuva. Com as condições da pista comprometidas, Khury não conseguiu realizar sua última tentativa antes do encerramento da disputa.
Para Sanchez, o resultado representou um salto em relação ao Mundial anterior. O norte-americano havia terminado em sexto lugar no Vert masculino dos World Skate Games de 2024. Dois anos depois, chegou ao topo do pódio.
Brasil teve vários nomes nas eliminatórias
Gui Khury já havia mostrado força antes da decisão ao terminar as eliminatórias na primeira colocação, com 87,66 pontos em sua melhor volta.
Principais brasileiros nas eliminatórias:
- Gui Khury — 87,66 pontos
- Diego Mitsuo Takahashi — 70,43
- Rony Gomes — 68,75
- Eric Costa — 65,07
Apesar do número elevado de representantes, Khury foi o único brasileiro que avançou à decisão.
Resultado da final feminina do Mundial de Vert 2026
- Mizuho Hasegawa, Japão — 259,66 pontos
- Shuka Kawai, Japão — 231,78 pontos
- Helena Laurino, Brasil — 195,17 pontos
- Maria Luiza Pessoa Santiago, Brasil — 142,53 pontos
- Luiza Hiumi, Brasil — 136,84 pontos
O Japão dominou as duas primeiras posições, mas o Brasil conseguiu colocar três skatistas entre as oito finalistas.
Mizuho Hasegawa confirmou sua evolução internacional ao conquistar o título mundial. A japonesa havia sido medalhista de prata no Mundial de 2024 e, em Assunção, avançou uma posição para ficar com o ouro.
Medalha para o Brasil
A medalha brasileira no feminino veio com Helena Laurino. A skatista somou 195,17 pontos na final.
A composição da nota de Helena teve:
- Melhor volta — 58,01 pontos
- Primeira manobra considerada — 72,33 pontos
- Segunda manobra considerada — 64,83 pontos
O desempenho foi suficiente para colocar a brasileira atrás apenas das japonesas Mizuho Hasegawa e Shuka Kawai.
A campanha feminina brasileira ainda teve Maria Luiza Pessoa Santiago em quinto lugar e Luiza Hiumi na sétima posição.
Brasileiras classificadas para a final feminina
- Helena Laurino — 4ª nas eliminatórias, com 68,83 pontos
- Maria Luiza Pessoa Santiago — 7ª, com 61,51
- Luiza Hiumi — 8ª, com 53,50
Outras três brasileiras participaram das eliminatórias:
- 13ª. Manuela Tomitake
- 14ª. Maria Eduarda Nogueirão Santos
- 15ª. Marina Lima
A presença de três representantes na decisão foi um dos principais sinais da profundidade brasileira na categoria feminina.
Como funcionou a final do Mundial de Vert
O formato das finais ajuda a explicar a composição das pontuações.
Cada atleta teve três voltas completas e cinco tentativas de manobras individuais. Para determinar a pontuação final, foram considerados três resultados:
- Melhor volta completa
- Melhor nota de manobra individual
- Segunda melhor nota de manobra individual
A soma desses três elementos definiu a classificação.
Na prática, o formato exige dois tipos diferentes de desempenho. O skatista precisa apresentar consistência durante uma volta completa e, ao mesmo tempo, assumir riscos suficientes para produzir notas elevadas nas manobras isoladas.
Gui Khury mantém sequência entre os melhores do mundo
A prata também reforçou sua regularidade no Mundial de Vert.
- Mundial de 2024 — campeão
- Mundial de 2026 — vice-campeão
Em 2024, Khury havia conquistado o título com 268,49 pontos. Naquela edição, o Brasil ainda teve Augusto Akio na segunda colocação, com 249,96.
A sequência de resultados mantém Khury entre os principais nomes internacionais da nova geração do Vert.
Helena Laurino evolui entre dois Mundiais
A skatista também apresentou uma evolução importante entre as duas edições.
Depois de terminar o Mundial de 2024 na décima colocação, a brasileira chegou ao pódio em 2026.
O que o Mundial deixou para o skate brasileiro
Gui Khury não repetiu o título mundial conquistado em 2024, porém voltou ao pódio e confirmou sua capacidade de permanecer na disputa direta pelo ouro. Helena Laurino transformou a evolução entre duas edições em uma medalha, enquanto a classificação de outras duas brasileiras para a final mostrou que o resultado feminino não ficou concentrado em apenas uma atleta.
JD Sanchez e Mizuho Hasegawa deixaram o Paraguai como campeões mundiais de 2026. Para o Brasil, ficaram a prata de Gui Khury, o bronze de Helena Laurino e mais uma competição internacional em que o país esteve representado entre os melhores do skate vertical.