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PSG vence Aston Villa e é bicampeão consecutivo da Supercopa da UEFA

Kvaratskhelia e Désiré Doué marcaram os gols da vitória por 2 a 1 em Salzburgo, enquanto Brian Madjo fez história pelo time inglês, e depois do bicampeonato da Champions, a equipe de Luis Enrique abre a nova temporada européia levantando mais uma taça continental.

Por Corte dos Esportes · 12/08/2026 · Categoria: Futebol

O Paris Saint-Germain confirmou a fase mais vitoriosa de sua história e conquistou a Supercopa da UEFA de 2026. Nesta quarta-feira, 12 de agosto, venceu o Aston Villa por 2 a 1 no Stadion Salzburg, em Salzburgo, na Áustria, e levantou o troféu europeu pelo segundo ano consecutivo. Khvicha Kvaratskhelia abriu o placar, Brian Madjo empatou para os ingleses e Désiré Doué marcou o gol que decidiu a final.

A conquista amplia uma sequência continental impressionante construída por Luis Enrique. O PSG chegou à decisão como bicampeão consecutivo da Champions League e defensor da Supercopa conquistada em 2025 diante do Tottenham. Contra o Aston Villa, não teve uma atuação de domínio absoluto durante os 90 minutos, mas voltou a mostrar capacidade para resolver uma partida equilibrada nos momentos de maior peso.

O resultado também colocou o clube francês em um grupo extremamente restrito na história da competição. Antes do PSG, apenas Milan, em 1989 e 1990, e Real Madrid, em 2016 e 2017, haviam conseguido conquistar a Supercopa da UEFA em duas edições consecutivas.

Kvaratskhelia abre o placar

O primeiro tempo deixou claro desde cedo que o Aston Villa não estava disposto a exercer um papel secundário na decisão.

Unai Emery montou uma equipe competitiva mesmo sem nomes importantes, entre eles Emiliano Martínez, Ezri Konsa e Ollie Watkins. Brian Madjo recebeu a responsabilidade de comandar o ataque e participou intensamente do jogo, enquanto John McGinn se tornou uma das principais válvulas ofensivas do time inglês.

O PSG, porém, foi o primeiro a transformar espaço em gol.

Aos 20 minutos, a equipe francesa recuperou a bola e acelerou a jogada. Vitinha participou da construção, Désiré Doué deu sequência e Kvaratskhelia recebeu pelo lado esquerdo. O georgiano cortou para dentro diante de Matty Cash e finalizou forte, no alto, sem chance para Marco Bizot.

Era o 1 a 0 para o campeão da Champions.

O lance também mostrou por que Kvaratskhelia continua sendo uma das referências técnicas desse PSG. Ele chegou à Supercopa depois de uma temporada em que foi eleito o melhor jogador da Champions League, competição na qual marcou dez gols e distribuiu seis assistências.

Poucos minutos depois, o próprio georgiano criou outra oportunidade perigosa, encontrando Nuno Mendes pelo lado esquerdo. O lateral português avançou e cruzou, mas ninguém conseguiu completar para o gol.

Madjo entra para a história da Supercopa

O Aston Villa não se desmontou depois de sofrer o gol.

Madjo começou a encontrar espaço contra a defesa parisiense e teve oportunidades antes mesmo de empatar. O jovem atacante apareceu em cruzamentos de McGinn e incomodou especialmente Willian Pacho.

A recompensa chegou praticamente no último lance da primeira etapa.

McGinn levantou a bola para a área, Madjo protegeu a posição diante de Pacho e acertou uma finalização de esquerda para vencer Matvey Safonov. O gol aos 45 minutos levou a decisão para o intervalo empatada por 1 a 1.

Mais do que igualar o placar, o atacante inglês estabeleceu uma marca histórica.

Brian Madjo balançou a rede com 17 anos e 212 dias e se tornou o jogador mais jovem a marcar na história da Supercopa da UEFA.

O feito ganhou ainda mais peso pelo cenário. O jovem estava diante de Marquinhos e Pacho, enfrentando o atual bicampeão da Champions League, em uma decisão continental, e conseguiu deixar sua marca justamente quando o PSG parecia assumir o controle do confronto.

Dembélé entra e muda o segundo tempo

Luis Enrique respondeu durante o intervalo. O treinador retirou Maghnes Akliouche e colocou Ousmane Dembélé. A alteração aumentou a velocidade e a capacidade de criação do PSG pelo setor ofensivo.

Ainda assim, a primeira boa oportunidade da segunda etapa foi inglesa. McGinn obrigou Safonov a trabalhar depois de uma construção em que Madjo participou da jogada.

O jogo permanecia aberto.

Foi nesse cenário que o talento individual voltou a fazer diferença.

Pouco depois da marca de uma hora, Dembélé encontrou espaço para realizar um passe em profundidade pelo lado direito. Désiré Doué atacou as costas da defesa e finalizou para colocar o PSG novamente na frente.

O lance, inicialmente, não valeu.

A arbitragem marcou impedimento de Doué, mas a jogada foi revisada pelo VAR. As imagens mostraram que Matty Cash dava condição ao atacante francês. A decisão de campo foi corrigida e o gol foi confirmado.

Doué decide mais uma final

O gol reforçou o crescimento de Désiré Doué dentro do projeto de Luis Enrique.

O atacante já havia sido decisivo na conquista da primeira Champions League do PSG, em 2025, e voltou a aparecer em uma final europeia. Em Salzburgo, participou da jogada que antecedeu o primeiro gol e marcou o segundo.

Seu posicionamento foi particularmente importante no lance decisivo. Ao atacar o espaço entre lateral e zagueiro, Doué aproveitou uma linha defensiva que tentou aplicar o impedimento e foi beneficiado pela posição de Cash, confirmada pela revisão.

A jogada também mostrou o impacto imediato de Dembélé.

O francês havia começado no banco em razão da preparação física reduzida após a Copa do Mundo, mas precisou de pouco tempo para participar diretamente do lance que decidiu o título.

Mesmo novamente atrás, o Aston Villa continuou na partida.

João Gomes teve uma grande oportunidade para transformar sua estreia oficial pelo clube inglês em gol, mas Warren Zaïre-Emery apareceu com uma intervenção decisiva. George Hemmings também finalizou e obrigou Safonov a trabalhar.

Unai Emery tentou renovar o ataque com as entradas de Tammy Abraham, Alysson e outras peças no decorrer do segundo tempo. O Villa conseguiu chegar ao campo ofensivo e manteve o PSG sob pressão em alguns momentos, mas não encontrou o segundo gol.

Safonov terminou a partida com três defesas. Bizot, do outro lado, fez quatro.

Os números oficiais também ajudam a mostrar que o campeão teve controle importante da bola sem transformar a final em um jogo unilateral. O PSG terminou com 56% de posse e 90% de precisão nos passes.

A equipe francesa soube administrar melhor os períodos decisivos e segurou a vantagem até o apito final.

Veja abaixo os melhores momentos da partida abaixo:

A segunda Supercopa da UEFA

O triunfo em Salzburgo confirma uma transformação histórica para o Paris Saint-Germain dentro das competições europeias.

Até 2025, o clube nunca havia conquistado a Supercopa. Sua primeira participação, na edição de 1996, terminou com derrota para a Juventus em dois jogos.

A história mudou radicalmente nas duas temporadas seguintes.

Em 2025, depois de conquistar sua primeira Champions League, o PSG enfrentou o Tottenham na Supercopa. Os franceses chegaram aos minutos finais perdendo por 2 a 0, mas buscaram o empate com gols de Lee Kang-in e Gonçalo Ramos e venceram por 4 a 3 nos pênaltis. Foi a primeira conquista francesa na história do torneio.

Em 2026, não houve necessidade de uma recuperação tão dramática.

Diante do Aston Villa, o PSG esteve na frente duas vezes e venceu por 2 a 1, transformando a primeira Supercopa de sua história em um bicampeonato consecutivo apenas um ano depois.

O título também consolida a França no mapa histórico da competição. O próprio PSG continua sendo o único representante francês que já participou da Supercopa e, depois de quebrar o jejum do país em 2025, agora leva a segunda taça para Paris.

Terceira conquista como técnico

A vitória também amplia o currículo continental de Luis Enrique.

O espanhol já havia conquistado pelo Barcelona, em 2015, quando venceu justamente uma equipe comandada por Unai Emery: o Sevilla. Em 2025, levantou novamente o troféu, desta vez pelo PSG, contra o Tottenham.

Agora, soma mais uma conquista com o time francês.

Antes da edição de 2026, apenas Carlo Ancelotti, com cinco títulos, e Pep Guardiola, com quatro, tinham conquistado a Supercopa mais de duas vezes como treinadores.

O novo troféu reforça ainda mais a dimensão do trabalho iniciado por Luis Enrique em Paris. Sob seu comando, o clube deixou de perseguir a Champions League como um objetivo distante e passou a acumular títulos continentais em sequência.

Bicampeonato da Champions abriu caminho para Salzburgo

O PSG chegou à Supercopa de 2026 porque havia conquistado novamente a Champions League.

Depois do título inédito de 2024/25, o clube conseguiu defender a taça na temporada seguinte. Na edição 2025/26, terminou em 11º na fase de liga, mas cresceu de maneira impressionante no mata-mata.

Eliminou o Monaco por 5 a 4 no agregado, o Chelsea por 8 a 2, o Liverpool por 4 a 0 e o Bayern de Munique por 6 a 5 antes de enfrentar o Arsenal na decisão.

Na final em Budapeste, PSG e Arsenal empataram por 1 a 1, e os franceses conquistaram o bicampeonato nos pênaltis por 4 a 3. .

A vitória sobre o Aston Villa prolonga uma sequência continental construída com duas Champions e duas Supercopas consecutivas.

Aston Villa deixa Salzburgo sem repetir título de 1982

Para o time inglês, a derrota impede a repetição de uma conquista que atravessou gerações.

O clube havia disputado a Supercopa apenas uma vez anteriormente. Depois de ganhar a Copa dos Campeões de 1982, enfrentou o Barcelona e ficou com a taça ao vencer o confronto por 3 a 1 no agregado.

A volta à competição aconteceu 44 anos depois, graças ao título da Europa League de 2025/26.

O Villa chegou a Salzburgo embalado por uma campanha continental em que venceu 13 dos 15 jogos da Europa League e terminou como o melhor ataque do torneio, com 31 gols. Na final, derrotou o Freiburg por 3 a 0.

Contra o PSG, entretanto, Unai Emery precisou administrar ausências relevantes e viu uma equipe bastante modificada competir de igual para igual com o bicampeão europeu.

A derrota não apaga a atuação de Madjo nem a capacidade do time inglês de permanecer vivo até os minutos finais, mas mantém o título de 1982 como a única Supercopa da história do Aston Villa.

PSG leva a melhor novamente

A final de Salzburgo também acrescenta um novo capítulo a uma rivalidade continental que ganhou força recentemente.

Antes da Supercopa, os únicos encontros entre PSG e Aston Villa haviam acontecido pelas quartas de final da Champions League de 2024/25.

Em Paris, o PSG venceu por 3 a 1, com gols de Doué, Kvaratskhelia e Nuno Mendes. Na volta, em Birmingham, o Aston Villa ganhou por 3 a 2, mas os franceses avançaram por 5 a 4 no agregado.

Naquela eliminatória, o Villa chegou a ameaçar uma recuperação histórica depois de ficar com quatro gols de desvantagem no agregado.

Em Salzburgo, o equilíbrio apareceu novamente.

Desta vez, porém, não existia jogo de volta. O PSG venceu por 2 a 1 e transformou o reencontro em mais uma classificação ou título francês diante da equipe de Unai Emery.

Uma obsessão europeia que virou rotina de títulos

Por muitos anos, a trajetória continental do Paris Saint-Germain foi definida principalmente pela tentativa de conquistar a Champions League. O investimento era enorme, grandes jogadores passaram pelo clube e eliminações dolorosas se acumularam.

O cenário agora é completamente diferente.

O PSG não apenas conquistou a Champions como conseguiu defendê-la na temporada seguinte. Não apenas venceu sua primeira Supercopa como levantou novamente o troféu um ano depois.

Em Salzburgo, o Paris Saint-Germain acrescentou mais uma taça à era mais vencedora de sua história. Depois de duas Champions consecutivas, agora são também duas Supercopas da UEFA em sequência — uma confirmação de que o clube que passou tantos anos tentando chegar ao topo da Europa conseguiu transformar aquele objetivo em permanência entre os campeões.