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PSG elimina Bayern e vai à final da Champions contra o Arsenal

Time francês segura empate em Munique e chega à final da Champions League para defender o título.

Por Corte dos Esportes · 06/05/2026 · Categoria: futebol

O PSG está novamente na final. Em uma noite de pressão na Allianz Arena, o time empatou por 1 a 1 com o Bayern e confirmou a classificação com 6 a 5 no placar agregado da semifinal. A equipe de Luis Enrique já entrou em campo com a vantagem do empate, construída na vitória por 5 a 4 no jogo de ida, mas não esperou o Bayern crescer para tentar controlar a eliminatória.

Logo antes dos cinco minutos, Dembélé apareceu para marcar o gol que mudou completamente o roteiro da partida. O atacante aproveitou a jogada rápida do PSG e colocou o time francês em vantagem ainda maior no confronto. A partir dali, o Bayern passou a precisar de dois gols para levar a decisão à prorrogação, enquanto os franceses ganharam margem para administrar melhor os espaços, baixar o bloco quando necessário e jogar com a ansiedade do adversário.

Dembélé decide cedo e muda o jogo

O gol foi mais do que uma vantagem no placar. Foi um golpe direto no plano do Bayern. Jogando em casa, o time alemão precisava transformar posse de bola, pressão territorial e intensidade em chances reais. Só que o PSG encontrou o cenário ideal: marcou cedo, esfriou a atmosfera da Allianz Arena e obrigou o adversário a correr atrás de um resultado ainda mais difícil.

Dembélé voltou a ser decisivo em um momento grande. No novo PSG, menos dependente de uma estrela única e mais organizado coletivamente, o atacante assumiu papel central em jogos de mata-mata. Sua velocidade, agressividade e capacidade de atacar espaços deram ao time francês uma saída importante nos momentos em que o Bayern tentava sufocar.

Veja os melhores momentos da partida abaixo:

Bayern teve posse, mas faltou efetividade

O time alemão terminou a partida com mais posse de bola e passou boa parte do jogo tentando empurrar o PSG para trás. Ainda assim, o domínio territorial não se transformou em domínio real. A equipe alemã circulou a bola, rondou a área e teve volume ofensivo, mas encontrou dificuldade para construir chances limpas.

Olise teve uma noite tecnicamente ruim. Errou decisões, perdeu lances de aceleração e não conseguiu entregar o desequilíbrio individual que o Bayern precisava pelos lados. Luis Díaz tentou assumir responsabilidade, buscou jogadas em velocidade e insistiu no confronto direto, mas também esteve sem inspiração para quebrar a defesa francesa.

Harry Kane viveu um jogo duro. Muito marcado, recebeu poucas bolas em condição clara de finalização e passou longos períodos isolado entre os zagueiros. Mesmo assim, mostrou presença de área ao marcar o gol de empate nos acréscimos. O problema é que já era tarde demais. O Bayern ainda precisava de mais um gol para levar a semifinal à prorrogação, e o PSG conseguiu sobreviver aos minutos finais.

Luis Enrique consolida o projeto do PSG

A classificação também reforça a força do trabalho do técnico espanhol. Desde que chegou ao PSG, o treinador levou o clube a três semifinais de Champions League e agora alcança sua segunda final. O dado mostra uma mudança importante no projeto parisiense: o clube deixou de depender apenas do peso de grandes nomes e passou a competir com uma identidade mais coletiva.

O PSG atual sabe sofrer, sabe pressionar, sabe correr e sabe jogar sem a bola. Contra o Bayern, não fez uma atuação de brilho absoluto, mas fez uma partida madura. O time entendeu o contexto, usou a vantagem do agregado, aproveitou a chance logo no início e teve disciplina para não transformar a pressão alemã em descontrole.

Campanha completa do PSG na Champions League

Fase de liga

PSG 4 x 0 Atalanta

Barcelona 1 x 2 PSG

Bayer Leverkusen 2 x 7 PSG

PSG 1 x 2 Bayern de Munique

PSG 5 x 3 Tottenham

Athletic Club 0 x 0 PSG

Sporting CP 2 x 1 PSG

PSG 1 x 1 Newcastle United

Playoff eliminatório

Monaco 2 x 3 PSG

PSG 2 x 2 Monaco

PSG classificado por 5 x 4 no agregado

Oitavas de final

PSG 5 x 2 Chelsea

Chelsea 0 x 3 PSG

PSG classificado por 8 x 2 no agregado

Quartas de final

PSG 2 x 0 Liverpool

Liverpool 0 x 2 PSG

PSG classificado por 4 x 0 no agregado

Semifinal

PSG 5 x 4 Bayern de Munique

Bayern de Munique 1 x 1 PSG

PSG classificado por 6 x 5 no agregado

O caminho foi longo e irregular em alguns momentos da fase de liga, mas muito forte no mata-mata. O PSG teve vitórias expressivas, como o 7 a 2 sobre o Bayer Leverkusen, o 5 a 3 contra o Tottenham e a goleada agregada sobre o Chelsea. Também sofreu derrotas importantes, inclusive para o próprio Bayern na fase de liga, mas cresceu justamente quando a competição entrou em seu momento mais decisivo.

No mata-mata, eliminou Monaco, Chelsea, Liverpool e Bayern de Munique. A sequência reforça a sensação de que o PSG não chegou à final por acaso. O clube passou por rivais de estilos diferentes, mostrou poder ofensivo, teve jogos de controle e também precisou resistir sob pressão.

Final contra o Arsenal vale bicampeonato tradicional

Na decisão, o PSG enfrentará o Arsenal, que também chega embalado depois de voltar à final da Champions League após 20 anos. O duelo coloca frente a frente dois projetos fortes, com elencos intensos, ideias claras e ambição europeia.

Para o clube francês, porém, existe um peso adicional: a chance de conquistar o bicampeonato tradicional da Champions League, vencendo duas edições consecutivas e defendendo o título em campo na temporada seguinte. Em uma competição marcada por tradição, noites históricas e campanhas que atravessam gerações, o PSG tenta escrever mais um capítulo importante dentro da história da Champions League.

Depois de tantos anos marcado por frustrações europeias, o PSG chega a mais uma final com outro status. A classificação confirma que o projeto esportivo deu certo, que o elenco amadureceu e que Luis Enrique conseguiu transformar talento individual em uma equipe competitiva, organizada e preparada para decidir a Champions novamente.