A rodada decisiva da repescagem europeia definiu nesta terça-feira os quatro últimos classificados da Europa para a Copa do Mundo de 2026. Suécia, Turquia, Tchéquia e Bósnia e Herzegovina confirmaram vaga no Mundial em uma noite marcada por viradas, decisão por pênaltis e pelo tropeço de uma seleção pesada como a Itália.
Suécia volta à Copa após oito anos com vitória dramática sobre a Polônia
A classificação sueca veio em um confronto de alto nível. Em casa, a equipe venceu a Polônia por 3 a 2, com gols de Anthony Elanga, Gustaf Lagerbielke e Viktor Gyökeres, autor do gol decisivo já na reta final da partida. Do lado polonês, marcaram Nicola Zalewski e Karol Świderski, em um jogo de alternância constante e clima de decisão até os minutos finais.
Para a Suécia, a vaga representa o retorno à Copa do Mundo pela primeira vez desde 2018. Isso significa que a seleção sueca volta ao torneio após oito anos, encerrando um intervalo iniciado depois da ausência em 2022. A classificação recoloca os suecos em um espaço que historicamente conhecem bem e reforça a capacidade de reação de uma equipe que encontrou na repescagem a chance de reconstruir seu caminho até o Mundial.
Turquia encerra jejum de 24 anos e volta ao Mundial
A Turquia confirmou sua vaga ao vencer Kosovo por 1 a 0 em Pristina, com gol de Kerem Aktürkoğlu no segundo tempo. O duelo foi equilibrado e carregado de tensão, mas a seleção turca conseguiu sustentar a vantagem para transformar a repescagem em retorno ao maior palco do futebol.
O tamanho do feito turco aparece no intervalo entre uma Copa e outra. A Turquia não disputava o Mundial desde 2002, quando viveu sua campanha mais lembrada e terminou em terceiro lugar. Com a classificação desta terça, o país encerra um jejum de 24 anos sem participar da competição, devolvendo a seleção ao torneio depois de mais de duas décadas de frustrações em eliminatórias e repescagens.
Tchéquia avança nos pênaltis após duelo dramático contra a Dinamarca
Outro jogo de peso na repescagem europeia terminou com classificação dramática da Tchéquia. Em casa, a seleção empatou por 2 a 2 com a Dinamarca no tempo normal e na prorrogação, mas levou a melhor nos pênaltis por 3 a 1, confirmando a vaga após uma partida de alta tensão.
A equipe tcheca saiu na frente logo no início com Pavel Šulc, voltou a marcar na prorrogação com Ladislav Krejčí e resistiu à reação dinamarquesa, que teve gols de Joachim Andersen e Kasper Høgh. Com o empate persistindo até o fim, a decisão foi para as cobranças, onde a Tchéquia mostrou mais frieza para selar a classificação.
Para a seleção tcheca, a vaga representa a volta à Copa do Mundo pela primeira vez desde 2006. Com isso, o país encerra um jejum de 20 anos sem disputar o torneio e retorna ao Mundial depois de um longo período longe do principal palco do futebol.
Bósnia elimina a Itália nos pênaltis e conquista classificação histórica
A maior surpresa da repescagem veio em Zenica, onde a Bósnia e Herzegovina empatou por 1 a 1 com a Itália e venceu por 4 a 1 nos pênaltis, garantindo uma classificação histórica para a Copa do Mundo de 2026. O resultado tem peso ainda maior pelo tamanho do adversário, já que a equipe bósnia derrubou uma tetracampeã mundial em uma noite de enorme carga emocional.
A Itália abriu o placar com Moise Kean, a Bósnia e Herzegovina empatou com Haris Tabaković, e o confronto ganhou contornos ainda mais dramáticos com a expulsão de Alessandro Bastoni ainda no primeiro tempo. Mesmo com a pressão e com o peso da camisa italiana, os donos da casa resistiram até a disputa por pênaltis e confirmaram a vaga com autoridade.
Para a Itália, a eliminação aprofunda uma crise rara para o tamanho de sua história na Copa do Mundo. Tetracampeã mundial, a seleção não disputa o torneio desde 2014 e, com a queda desta terça-feira, ficará fora do Mundial pela terceira edição seguida, depois das ausências em 2018 e 2022. O resultado amplia ainda mais o peso da derrota, porque transforma a repescagem de 2026 em mais um capítulo frustrante para uma das camisas mais tradicionais do futebol mundial.