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Brasileiros fecham finais do Park em Roma em etapa importante na corrida para LA28

Luigi Cini, Gui Khury e Raicca Ventura terminaram entre os finalistas do Park na WST World Cup Rome 2026, mas sem pódio, em etapa que abriu pontos importantes no ciclo rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Por Corte dos Esportes · 15/06/2026 · Categoria: Skate

O Brasil terminou a WST World Cup Rome 2026 com três representantes nas finais do Park. Skatistas chegaram às decisões em Roma, competiram contra a elite mundial da modalidade e somaram uma etapa importante no início da corrida olímpica.

No masculino, Luigi Cini foi o melhor brasileiro da final, com 90.07 pontos e o sexto lugar. Gui Khury terminou em sétimo, com 87.98. No feminino, Raicca Ventura ficou em oitavo, com 6.43, mas encerrou a etapa entre as oito finalistas de uma competição de alto nível técnico.

A presença brasileira nas finais confirma a força do país no Park. A classificação já havia sido o ponto central da semifinal, quando Raicca, Gui e Luigi garantiram vaga na decisão em uma etapa que reunia nomes fortes do skate mundial.

A etapa em Roma também se conecta ao início do novo ciclo olímpico. Depois da presença do skate em Tóquio e Paris, a modalidade já olha para Los Angeles 2028 com ranking, pontuação, regularidade e presença em finais internacionais como pontos decisivos.

Japão vence no masculino

A final masculina teve disputa intensa e notas altas. Issei Sakurai, do Japão, ficou com o título ao somar 94.00 pontos. O resultado confirmou a profundidade do skate japonês no Park e colocou mais um nome do país no topo de uma competição internacional relevante.

Tom Schaar, dos Estados Unidos, terminou em segundo lugar, com 93.15. Egoitz Bijueska, da Espanha, completou o pódio com 93.00. A diferença curta entre os três primeiros mostra o nível da decisão: todos passaram da casa dos 93 pontos, margem que costuma separar execução alta de dificudade, variedade de manobras e controle emocional em final.

Resultado da final masculina:

  1. Issei Sakurai — Japão — 94.00
  2. Tom Schaar — Estados Unidos — 93.15
  3. Egoitz Bijueska — Espanha — 93.00
  4. Yuro Nagahara — Japão — 92.21
  5. Keegan Palmer — Austrália — 91.38
  6. Luigi Cini — Brasil — 90.07
  7. Gui Khury — Brasil — 87.98
  8. Guglielmo Marin — Itália — 71.88

Luigi Cini confirma regularidade

Luigi Cini terminou em sexto, mas a nota de 90.07 mostra que a campanha teve peso competitivo. Em uma final com cinco skatistas acima dos 91 pontos, o brasileiro ficou logo atrás de nomes de ponta e manteve o Brasil dentro de uma faixa alta de desempenho.

Luigi já vinha construindo espaço no Park brasileiro e mundial. A final em Roma reforça essa trajetória: não foi apenas participação. Foi presença competitiva em uma bateria de altíssimo nível.

Gui Khury segue entre os nomes fortes do Park brasileiro

A nota deixou o brasileiro atrás dos principais candidatos ao título, mas dentro de uma final que reuniu atletas com currículo forte e execução de alto nível.

Gui chegou à decisão, colocou o Brasil novamente em uma final internacional e saiu de Roma com participação relevante para o início do ciclo olímpico. Em uma modalidade tão dependente de precisão, amplitude e encaixe de voltas, estar entre os oito já tem valor competitivo.

Mizuho Hasegawa domina final feminina

No feminino, o título ficou com Mizuho Hasegawa, do Japão, que venceu com 96.33 pontos. A nota foi a maior entre todas as finais do Park em Roma e confirmou uma apresentação de alto nível, mostrando a evolução constante na modalidade feminina.

Sky Brown, da Grã-Bretanha, terminou em segundo lugar com 93.38. Cocona Hiraki, do Japão, foi terceira com 89.00. O pódio mostrou novamente a força japonesa no skate feminino, com duas atletas entre as três primeiras.

Resultado da final feminina:

  1. Mizuho Hasegawa — Japão — 96.33
  2. Sky Brown — Grã-Bretanha — 93.38
  3. Cocona Hiraki — Japão — 89.00
  4. Hinano Kusaki — Japão — 86.51
  5. Heili Sirvio — Finlândia — 85.16
  6. Arisa Trew — Austrália — 74.55
  7. Naia Laso — Espanha — 61.44
  8. Raicca Ventura — Brasil — 6.43

Raicca Ventura fecha etapa como finalista

A final feminina não teve o resultado que Raicca Ventura buscava, ela não conseguiu completar nenhuma das 3 voltas da finais. A brasileira chegou à decisão em uma etapa forte, contra atletas que já fazem parte da elite mundial do Park, e terminou Roma como finalista.

Esse recorte é importante porque a corrida olímpica não se constrói apenas no dia perfeito. Ela passa por presença constante, classificação em etapas, acúmulo de pontos e capacidade de seguir competindo em alto nível ao longo do ciclo.

Raicca já vinha de uma semifinal sólida e confirmou presença entre as oito melhores da etapa. Em um cenário de disputa direta por ranking, isso tem valor. O oitavo lugar em Roma não apaga o avanço. Pelo contrário: mostra que a brasileira começa o caminho para LA28 dentro do grupo que decide eventos internacionais.

Roma mostra força do Japão no Park

A etapa também deixou uma mensagem clara sobre o cenário mundial do Park: o Japão segue fortíssimo. O país venceu no masculino e no feminino, além de colocar outros nomes perto do pódio.

Para o Brasil, esse é um dado importante. A disputa por medalhas em LA28 tende a passar por consistência contra seleções que chegam com vários atletas competitivos. Nesse cenário, ter três brasileiros em finais logo na primeira etapa do ciclo é um sinal relevante.

Por que o resultado brasileiro é positivo

O Brasil não subiu ao pódio em Roma, mas terminou a etapa com presença forte nas finais. Em uma análise de ciclo olímpico, isso pesa.

A leitura precisa ir além da posição final. Em esportes de nota, especialmente no skate, uma final pode ser decidida por detalhes: encaixe de volta, queda, linha escolhida, amplitude, execução e resposta à pressão. O importante é que o Brasil colocou atletas no momento decisivo da competição.

Isso dá ranking, rodagem internacional e referência para os próximos eventos.

O que Roma significa na corrida para LA28

A WST World Cup Rome 2026 funciona como um primeiro grande termômetro do ciclo olímpico. A corrida para Los Angeles 2028 ainda terá muitas etapas, mudanças de ranking, evolução técnica e disputas internas, mas largar bem importa.

Depois de Roma, o ciclo olímpico do skate segue com a etapa de Street também na capital italiana, no Colle Oppio, entre 14 e 21 de junho. No Park, o próximo grande compromisso já previsto no calendário da World Skate é o Mundial da modalidade nos World Skate Games, em Assunção, no Paraguai, de 3 a 10 de outubro, mais uma etapa importante na soma de pontos rumo a Los Angeles 2028.

Uma etapa para construir, não para lamentar

Roma não foi uma etapa de medalha para o Brasil, mas foi uma etapa de presença. E presença, no começo de ciclo olímpico, vale muito.

Luigi Cini, Gui Khury e Raicca Ventura saem da WST World Cup Rome 2026 com final no currículo, pontos no caminho e experiência contra a elite mundial. O pódio não veio, mas o Brasil esteve onde precisava estar: na decisão.