O Brasil terminou a WST World Cup Rome 2026 com três representantes nas finais do Park. Skatistas chegaram às decisões em Roma, competiram contra a elite mundial da modalidade e somaram uma etapa importante no início da corrida olímpica.
No masculino, Luigi Cini foi o melhor brasileiro da final, com 90.07 pontos e o sexto lugar. Gui Khury terminou em sétimo, com 87.98. No feminino, Raicca Ventura ficou em oitavo, com 6.43, mas encerrou a etapa entre as oito finalistas de uma competição de alto nível técnico.
A presença brasileira nas finais confirma a força do país no Park. A classificação já havia sido o ponto central da semifinal, quando Raicca, Gui e Luigi garantiram vaga na decisão em uma etapa que reunia nomes fortes do skate mundial.
A etapa em Roma também se conecta ao início do novo ciclo olímpico. Depois da presença do skate em Tóquio e Paris, a modalidade já olha para Los Angeles 2028 com ranking, pontuação, regularidade e presença em finais internacionais como pontos decisivos.
Japão vence no masculino
A final masculina teve disputa intensa e notas altas. Issei Sakurai, do Japão, ficou com o título ao somar 94.00 pontos. O resultado confirmou a profundidade do skate japonês no Park e colocou mais um nome do país no topo de uma competição internacional relevante.
Tom Schaar, dos Estados Unidos, terminou em segundo lugar, com 93.15. Egoitz Bijueska, da Espanha, completou o pódio com 93.00. A diferença curta entre os três primeiros mostra o nível da decisão: todos passaram da casa dos 93 pontos, margem que costuma separar execução alta de dificudade, variedade de manobras e controle emocional em final.
Resultado da final masculina:
- Issei Sakurai — Japão — 94.00
- Tom Schaar — Estados Unidos — 93.15
- Egoitz Bijueska — Espanha — 93.00
- Yuro Nagahara — Japão — 92.21
- Keegan Palmer — Austrália — 91.38
- Luigi Cini — Brasil — 90.07
- Gui Khury — Brasil — 87.98
- Guglielmo Marin — Itália — 71.88
Luigi Cini confirma regularidade
Luigi Cini terminou em sexto, mas a nota de 90.07 mostra que a campanha teve peso competitivo. Em uma final com cinco skatistas acima dos 91 pontos, o brasileiro ficou logo atrás de nomes de ponta e manteve o Brasil dentro de uma faixa alta de desempenho.
Luigi já vinha construindo espaço no Park brasileiro e mundial. A final em Roma reforça essa trajetória: não foi apenas participação. Foi presença competitiva em uma bateria de altíssimo nível.
Gui Khury segue entre os nomes fortes do Park brasileiro
A nota deixou o brasileiro atrás dos principais candidatos ao título, mas dentro de uma final que reuniu atletas com currículo forte e execução de alto nível.
Gui chegou à decisão, colocou o Brasil novamente em uma final internacional e saiu de Roma com participação relevante para o início do ciclo olímpico. Em uma modalidade tão dependente de precisão, amplitude e encaixe de voltas, estar entre os oito já tem valor competitivo.
Mizuho Hasegawa domina final feminina
No feminino, o título ficou com Mizuho Hasegawa, do Japão, que venceu com 96.33 pontos. A nota foi a maior entre todas as finais do Park em Roma e confirmou uma apresentação de alto nível, mostrando a evolução constante na modalidade feminina.
Sky Brown, da Grã-Bretanha, terminou em segundo lugar com 93.38. Cocona Hiraki, do Japão, foi terceira com 89.00. O pódio mostrou novamente a força japonesa no skate feminino, com duas atletas entre as três primeiras.
Resultado da final feminina:
- Mizuho Hasegawa — Japão — 96.33
- Sky Brown — Grã-Bretanha — 93.38
- Cocona Hiraki — Japão — 89.00
- Hinano Kusaki — Japão — 86.51
- Heili Sirvio — Finlândia — 85.16
- Arisa Trew — Austrália — 74.55
- Naia Laso — Espanha — 61.44
- Raicca Ventura — Brasil — 6.43
Raicca Ventura fecha etapa como finalista
A final feminina não teve o resultado que Raicca Ventura buscava, ela não conseguiu completar nenhuma das 3 voltas da finais. A brasileira chegou à decisão em uma etapa forte, contra atletas que já fazem parte da elite mundial do Park, e terminou Roma como finalista.
Esse recorte é importante porque a corrida olímpica não se constrói apenas no dia perfeito. Ela passa por presença constante, classificação em etapas, acúmulo de pontos e capacidade de seguir competindo em alto nível ao longo do ciclo.
Raicca já vinha de uma semifinal sólida e confirmou presença entre as oito melhores da etapa. Em um cenário de disputa direta por ranking, isso tem valor. O oitavo lugar em Roma não apaga o avanço. Pelo contrário: mostra que a brasileira começa o caminho para LA28 dentro do grupo que decide eventos internacionais.
Roma mostra força do Japão no Park
A etapa também deixou uma mensagem clara sobre o cenário mundial do Park: o Japão segue fortíssimo. O país venceu no masculino e no feminino, além de colocar outros nomes perto do pódio.
Para o Brasil, esse é um dado importante. A disputa por medalhas em LA28 tende a passar por consistência contra seleções que chegam com vários atletas competitivos. Nesse cenário, ter três brasileiros em finais logo na primeira etapa do ciclo é um sinal relevante.
Por que o resultado brasileiro é positivo
O Brasil não subiu ao pódio em Roma, mas terminou a etapa com presença forte nas finais. Em uma análise de ciclo olímpico, isso pesa.
A leitura precisa ir além da posição final. Em esportes de nota, especialmente no skate, uma final pode ser decidida por detalhes: encaixe de volta, queda, linha escolhida, amplitude, execução e resposta à pressão. O importante é que o Brasil colocou atletas no momento decisivo da competição.
Isso dá ranking, rodagem internacional e referência para os próximos eventos.
O que Roma significa na corrida para LA28
A WST World Cup Rome 2026 funciona como um primeiro grande termômetro do ciclo olímpico. A corrida para Los Angeles 2028 ainda terá muitas etapas, mudanças de ranking, evolução técnica e disputas internas, mas largar bem importa.
Depois de Roma, o ciclo olímpico do skate segue com a etapa de Street também na capital italiana, no Colle Oppio, entre 14 e 21 de junho. No Park, o próximo grande compromisso já previsto no calendário da World Skate é o Mundial da modalidade nos World Skate Games, em Assunção, no Paraguai, de 3 a 10 de outubro, mais uma etapa importante na soma de pontos rumo a Los Angeles 2028.
Uma etapa para construir, não para lamentar
Roma não foi uma etapa de medalha para o Brasil, mas foi uma etapa de presença. E presença, no começo de ciclo olímpico, vale muito.
Luigi Cini, Gui Khury e Raicca Ventura saem da WST World Cup Rome 2026 com final no currículo, pontos no caminho e experiência contra a elite mundial. O pódio não veio, mas o Brasil esteve onde precisava estar: na decisão.