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Rio Pro 2026 faz day off nesta terça e mira Finals Day com Yago Dora e João Chianca

Depois de um terceiro dia intenso na Praia de Itaúna, etapa brasileira da WSL pausa nesta terça-feira e deixa apenas as semifinais masculinas e as finais com o feminino para definir os campeões no Rio de Janeiro.

Por Corte dos Esportes · 23/06/2026 · Categoria: Surf

O Vivo Rio Pro 2026 entrou em modo de espera em Saquarema. Depois de uma segunda-feira de alto peso competitivo, com quartas de final masculinas, semifinais femininas e dois brasileiros classificados para o Finals Day, a etapa brasileira do Championship Tour da World Surf League faz day off nesta terça-feira, 23 de junho, e volta a olhar para a previsão do mar antes de definir o encerramento do campeonato.

A próxima chamada está marcada para quarta-feira, 24 de junho, às 7h, no horário de Brasília, na Praia de Itaúna. O cenário é: faltam apenas três baterias no masculino e uma no feminino para o Rio Pro conhecer seus campeões. Entre os homens, João Chianca e Yago Dora mantêm o Brasil vivo na disputa. Entre as mulheres, Tya Zebrowski e Sawyer Lindblad já estão garantidas na grande final. A WSL informou que a janela do evento vai de 19 a 27 de junho e que, após a queda de força do mar na segunda-feira, a organização passou a mirar condições melhores entre quarta, quinta e sexta-feira para fechar a etapa.

O dia 3 confirmou a força brasileira, mas também teve eliminações de peso. Dos quatro surfistas do Brasil que entraram nas quartas masculinas, dois avançaram. Os irmãos Pupo ficaram pelo caminho, enquanto João Chianca e Yago Dora passaram por baterias apertadas e colocaram a torcida de Itaúna novamente no centro da decisão.

Yago Dora vence duelo brasileiro

O atual campeão mundial foi o grande nome do terceiro dia no Rio Pro. Em uma bateria brasileira contra Miguel Pupo, o catarinense somou 15,67 pontos, com duas notas de 7,17 e 8,50, registrando tanto a maior nota quanto o maior somatório do dia. A vitória por 15,67 a 13,33 colocou Yago na semifinal contra Ethan Ewing e manteve o surfista em posição na briga pelo topo do ranking mundial.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Os dois chegaram ao confronto como nomes importantes na corrida pelo título mundial, e Yago respondeu com leitura, potência e controle nos momentos decisivos. Em Saquarema, onde a torcida costuma transformar cada onda brasileira em arquibancada de estádio, a classificação teve valor esportivo e simbólico.

Agora, Yago encara Ethan Ewing na segunda semifinal masculina. O australiano avançou depois de superar Kauli Vaast por 13,07 a 12,84, em uma bateria decidida nos detalhes. O duelo coloca frente a frente dois surfistas de linha refinada, mas com repertórios diferentes: Yago mais explosivo e aéreo; Ewing mais clássico, preciso e eficiente nas transições.

João Chianca usa a energia de casa e avança em Itaúna

Chumbinho também transformou o terceiro dia em um capítulo especial. Competindo praticamente em casa, o surfista de Saquarema venceu o australiano Morgan Cibilic por 13,27 a 12,76 e garantiu sua primeira semifinal da temporada. A classificação veio em uma bateria muito equilibrada, com o brasileiro sustentando a pressão e aproveitando o ambiente favorável em Itaúna.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

A semifinal de João será contra Leonardo Fioravanti. O italiano vive grande fase, venceu Samuel Pupo nas quartas e segue como um dos surfistas mais consistentes da temporada. Para Chianca, o desafio é enorme, mas o contexto favorece uma bateria de muita energia: ele conhece o pico, tem a torcida ao lado e chega embalado pelo melhor resultado do ano.

O avanço de João também reforça o peso de Saquarema dentro da WSL. Itaúna não é apenas uma parada brasileira do circuito; é um palco que muda o ambiente competitivo. O barulho da areia, a proximidade da torcida e a pressão emocional tornam a etapa diferente das demais. Essa atmosfera já havia marcado os primeiros dias do evento, como mostrou a cobertura do primeiro dia do Rio Pro 2026 em Saquarema.

Samuel Pupo cai por pouco

Contra Leonardo Fioravanti, Samuca perdeu por 13,23 a 12,50, ficando perto da virada nos instantes finais. O brasileiro ainda encontrou uma esquerda na parte decisiva da bateria, mas não conseguiu a nota necessária para superar o italiano.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Apesar da eliminação, Samuel fez uma campanha sólida em Saquarema. Antes das quartas, ele havia vencido Jack Robinson nas oitavas com 15,84 pontos, uma atuação que confirmou sua competitividade na etapa. O resultado não o levou ao Finals Day, mas manteve o brasileiro em evidência dentro de uma temporada em que regularidade e presença em fases decisivas contam muito para o ranking.

O que falta para terminar o Rio Pro 2026

Masculino:

Semifinal 1: Leonardo Fioravanti x João Chianca

Semifinal 2: Ethan Ewing x Yago Dora

Final: vencedor da semifinal 1 x vencedor da semifinal 2

Feminino:

Final: Tya Zebrowski x Sawyer Lindblad

No feminino, as semifinais já foram realizadas. Tya Zebrowski venceu Nadia Erostarbe por 14,84 a 8,67, enquanto Sawyer Lindblad superou Caroline Marks por 12,23 a 11,17. Com isso, a decisão feminina já está fechada e não terá brasileira na água. Tatiana Weston-Webb e Luana Silva foram eliminadas anteriormente, deixando o Brasil fora da disputa pelo título feminino em Saquarema.

Por que a terça-feira virou day off

A decisão de pausar o campeonato nesta terça-feira está diretamente ligada à condição do mar. A WSL relatou que, após a última quarta de final masculina, o mar perdeu força, ficou mais fraco e mais fechado, dificultando especialmente as semifinais femininas. Renato Hinckel, vice-presidente de Tour e Competições da WSL, indicou que a organização via condições melhores entre quarta, quinta e sexta-feira para realizar o Finals Day.

A leitura da previsão reforça essa cautela. O Surfline apontava Itaúna com condição “fair”, ondas entre 0,6 m e 0,9 m e vento NNE de 10 km/h nesta terça-feira, um quadro surfável, mas ainda limitado para decidir uma etapa do CT com título em jogo.

Para quarta-feira, a tendência é de crescimento gradual. A previsão do Surf-Forecast indica ondulação de SSW ganhando força em Saquarema, com o swell mais potente projetado para a noite de quarta, chegando a 2,3 m e 11 segundos de período. O mesmo boletim aponta melhores condições da semana na sexta-feira, com 1,5 m, 11 segundos e vento cross-offshore.

Na prática, a chamada das 7h desta quarta deve servir para a direção de prova avaliar se Itaúna já oferece ondas com qualidade suficiente para encerrar o evento ou se vale segurar o Finals Day para uma janela ainda melhor. Para o horário da chamada, a expectativa é de mar em crescimento, mas com o pico principal da ondulação mais forte previsto para mais tarde. A previsão do tempo para Saquarema indica manhã com nuvens esparsas e temperatura perto de 20°C às 7h, antes de aumento de nebulosidade e chuva ao longo do dia.

Brasil mira final

O cenário brasileiro é promissor, mas exigente. João Chianca e Yago Dora estão em lados opostos da chave, o que mantém viva a possibilidade de uma final brasileira em Saquarema. Para isso, Chianca precisa passar por Fioravanti, um dos surfistas mais fortes da temporada, e Yago precisa superar Ethan Ewing, sempre perigoso em ondas com parede e espaço para construir manobras.

A combinação de torcida, conhecimento local e pressão de ranking torna o possível Finals Day um dos momentos mais importantes da temporada até aqui. O Rio Pro já vinha com peso especial para os brasileiros desde a formação das quartas, como mostrou o cenário de classificados e eliminados brasileiros em Saquarema. Agora, o funil apertou: são dois brasileiros contra dois estrangeiros por vagas na final masculina.

O evento também se conecta diretamente à leitura de mar que marcou a abertura da janela em Itaúna. Antes mesmo do início da etapa, a previsão já indicava que a janela entre 19 e 27 de junho poderia exigir paciência da organização para escolher os melhores dias, como antecipado no guia do Rio Pro 2026.

A quarta-feira começa com decisão no ar. Se o mar responder cedo, Itaúna pode receber as semifinais masculinas e as finais. Se a direção entender que as ondas ainda não chegaram ao padrão ideal, o campeonato pode esperar mais um pouco dentro da janela. Para o Brasil, a conta é simples: João Chianca e Yago Dora seguem vivos, a torcida segue pronta, e Saquarema está a poucas baterias de coroar mais um capítulo forte da etapa brasileira da WSL.