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Fluminense busca empate no fim mas segue sem vencer na Libertadores

Time carioca faz gol nos acréscimos contra o Independiente Rivadavia, mas segue na lanterna do grupo e vê pressão aumentar sobre Zubeldía.

Por Corte dos Esportes · 07/05/2026 · Categoria: Futebol

O Fluminense arrancou um empate por 1 a 1 na Argentina, mas o resultado ficou longe de aliviar completamente a situação do clube na Libertadores. O gol de John Kennedy nos acréscimos evitou uma derrota que poderia ter deixado o Tricolor em cenário praticamente irreversível, porém a atuação voltou a expor problemas que já acompanham a equipe na fase de grupos.

O time de Luis Zubeldía teve cerca de 70% de posse de bola, controlou longos períodos do jogo e passou boa parte da partida no campo ofensivo. Ainda assim, produziu muito pouco. Foram apenas dois chutes no gol, um número baixo para uma equipe que precisava vencer, e enfrentava um adversário que aceitou jogar de forma mais reativa.

Empate nos acréscimos mantém o Fluminense vivo

O Independiente Rivadavia saiu na frente no segundo tempo e colocou o Fluminense em situação ainda mais dramática. A equipe argentina, líder do grupo, soube competir com objetividade, explorou bolas paradas e transições, e mostrou mais clareza nos momentos decisivos da partida.

John Kennedy, que saiu do banco, apareceu dentro da área e marcou o gol de empate nos acréscimos. O lance manteve o time vivo na disputa por uma vaga nas oitavas, mas não apaga o tamanho da dificuldade que o clube criou para si mesmo ao longo da campanha.

O ponto conquistado fora de casa tem valor pelo contexto, principalmente porque uma derrota deixaria o cenário ainda pior. Mas, para um clube que entrou na Libertadores com expectativa de classificação, seguir sem vencer depois de quatro rodadas pesa muito.

Veja os melhores momentos da partida abaixo:

Posse alta, pouca agressividade

O dado que mais resume a atuação é a diferença entre posse e produção. Ter aproximadamente 70% da bola e finalizar apenas duas vezes no alvo mostra um controle estéril, com muita circulação e pouca agressividade real.

O Fluminense conseguiu trocar passes, ocupou o campo de ataque e teve volume territorial, mas faltou profundidade, velocidade e tomada de decisão no último terço. A equipe rondou a área, mas raramente conseguiu desmontar o sistema defensivo adversário.

Esse tipo de atuação aumenta a cobrança porque o problema não parece ser apenas resultado. O time tem dificuldade para transformar domínio em chance clara. Quando precisa acelerar, muitas vezes fica preso a uma posse previsível. Quando chega perto da área, falta precisão para finalizar ou encontrar o último passe.

Situação no grupo é delicada

Com o empate, o Fluminense chegou a apenas 2 pontos em quatro jogos. O clube segue na lanterna do Grupo C e ainda não venceu nesta edição da Libertadores. A liderança já não é mais possível, porque o Independiente Rivadavia abriu distância suficiente para não ser mais alcançado.

A briga agora é pela segunda posição. O cenário ainda permite, mas exige reação imediata. O Fluminense precisa vencer seus dois jogos restantes e torcer para que a combinação da chave ajude. A margem de erro acabou. Qualquer novo tropeço pode transformar a classificação em missão praticamente impossível.

Os jogos restantes do Fluminense na Libertadores

Terá os dois compromissos restantes, ambos no Maracanã. A sequência em casa é o principal ponto de esperança para o clube tentar reagir e buscar a segunda vaga do grupo.

Fluminense x Bolívar

Data: 19/05

Horário: 19h

Local: Maracanã, Rio de Janeiro

Fluminense x Deportivo La Guaira

Data: 27/05

Horário: 21h30

Local: Maracanã, Rio de Janeiro

Esses dois jogos definem a sobrevivência tricolor. Contra o Bolívar, o Fluminense terá um confronto direto para tentar entrar de vez na briga. Depois, diante do Deportivo La Guaira, a equipe pode chegar à última rodada ainda dependendo de vitória e combinação de resultados para avançar.

Pressão cresce sobre Zubeldía

O técnico começa a sofrer críticas mais fortes pelo desempenho do Fluminense na competição. A cobrança não vem apenas pela posição na tabela, mas pela sensação de que o time ainda não encontrou uma resposta competitiva consistente na Libertadores.

O elenco tem qualidade para render mais do que apresentou até aqui. Por isso, a pressão sobre o treinador cresce. A equipe não venceu, marcou pouco, desperdiçou jogos importantes e agora depende de uma arrancada nas rodadas finais para evitar uma eliminação precoce.

Libertadores cobra eficiência

A situação do Fluminense também reforça uma característica histórica da competição. A Libertadores raramente perdoa times que controlam o jogo sem transformar esse domínio em gols. Em um torneio de pressão, viagem, ambiente hostil e margem curta para erro.

Essa exigência faz parte da própria identidade da história da Libertadores, uma competição em que sobreviver aos momentos ruins é importante, mas decidir nos momentos certos costuma ser ainda mais determinante.

Para o Fluminense, a matemática ainda permite acreditar. Mas o futebol apresentado precisa mudar rapidamente. A equipe não depende apenas de cálculo. Depende de reação técnica, emocional e competitiva.