O Sada Cruzeiro voltou a mostrar por que é a maior potência da história recente do vôlei brasileiro. Neste domingo, 10 de maio de 2026, no Ginásio do Ibirapuera lotado, em São Paulo, o time mineiro venceu o Vôlei Renata conquistando o décimo título da Superliga Masculina.
A final tinha um peso especial. O Cruzeiro não vencia o Vôlei Renata havia quatro confrontos na temporada e chegou à decisão pressionado por derrotas recentes para o rival. Mas, no jogo que realmente valia a taça mais importante do calendário nacional, a equipe de Filipe Ferraz respondeu com autoridade.
O placar mostrou o domínio celeste: 25/15, 27/25 e 25/21. Mais do que vencer, o Sada Cruzeiro controlou praticamente toda a partida. O time só ficou atrás no placar no primeiro ponto do jogo. Depois disso, assumiu o comando, impôs ritmo, pressionou no saque, defendeu com consistência e não deixou o Vôlei Renata transformar o histórico recente em vantagem emocional.
Cruzeiro decide no momento certo
O Vôlei Renata chegou à final embalado e com confiança. O time de Campinas já havia batido os mineiros em decisões importantes da temporada, como a Copa Brasil e o Sul-Americano de Clubes. Era, portanto, um adversário com repertório, experiência e moral para tentar o título inédito da Superliga.
Só que final também mede peso de camisa, controle emocional e capacidade de execução sob pressão. Nesse cenário, o Cruzeiro foi superior desde o início. O primeiro set deixou claro que o time mineiro entrou mais ligado. Com bom volume defensivo e maior eficiência na virada de bola, abriu vantagem rapidamente e fechou em 25/15, sem permitir que o rival se estabelecesse na partida.
O segundo set foi o momento de maior resistência do Vôlei Renata. Equilibrou a parcial, cresceu no saque e levou a disputa ponto a ponto até o fim. Ainda assim, nos momentos mais tensos, o Cruzeiro teve mais frieza. Fechou em 27/25 e colocou uma mão na taça.
No terceiro set, o Sada voltou a controlar o ritmo. O Vôlei Renata tentou reagir na reta final, mas o time celeste manteve a estrutura coletiva e fechou a decisão em 25/21. A vitória por 3 a 0 não teve cara de acaso: foi construída com superioridade técnica, leitura de jogo e execução precisa.
Oppenkoski lidera a final e leva o Viva Vôlei
O grande nome da decisão foi Welinton Oppenkoski. O oposto marcou 18 pontos, foi o maior pontuador da partida e recebeu o Troféu Viva Vôlei como melhor jogador da final. Em um elenco cheio de nomes experientes, ele assumiu protagonismo no momento mais importante da temporada.
O ponteiro foi decisivo porque deu segurança ao ataque do Cruzeiro. Em finais, quando a pressão aumenta e o bloqueio adversário passa a estudar cada bola com mais atenção, ter uma saída confiável faz diferença. Foi exatamente isso que o oposto entregou.
Pelo Vôlei Renata, Adriano foi o maior pontuador, com 10 pontos. O número também ajuda a explicar o jogo: Campinas não conseguiu espalhar o ataque com a mesma eficiência, enquanto o Cruzeiro teve mais opções e melhor funcionamento coletivo.
O trabalho de Filipe Ferraz pesa na conquista
O título também reforça o trabalho do técnico no comando do Sada Cruzeiro. A equipe não fez uma temporada sem turbulências. Perdeu decisões, foi superada pelo próprio Vôlei Renata e teve de lidar com ajustes de elenco, pressão e expectativa alta por resultados.
Mesmo assim, chegou ao jogo decisivo com plano claro. O Cruzeiro foi agressivo sem ser desorganizado. Sacou para quebrar o passe rival, sustentou bem os ralis longos e teve maturidade para não se abalar quando o segundo set ficou apertado.
Esse é um ponto importante da conquista: o Sada Cruzeiro não venceu apenas por talento individual. Venceu por estrutura. A equipe mostrou padrão, leitura e equilíbrio emocional. Filipe Ferraz conseguiu preparar o time para o jogo mais importante contra justamente o adversário que mais havia incomodado o Cruzeiro na temporada.
Campanha do Sada Cruzeiro na Superliga
Na fase regular, terminou em primeiro lugar, com 54 pontos, 17 vitórias e 5 derrotas. Consolidando a base para decidir séries importantes com vantagem nos playoffs.
Nas quartas de final, o time mineiro enfrentou o Saneago Goiás e fechou a série em 2 a 0. Venceu o primeiro jogo por 3 sets a 0, em Contagem, e repetiu o placar fora de casa, em Goiânia, garantindo a classificação sem sustos.
Na semifinal, o adversário foi o Itambé Minas, em um clássico estadual bem mais exigente. O Cruzeiro venceu o primeiro jogo por 3 sets a 1, perdeu o segundo por 3 sets a 2 e precisou do terceiro confronto para confirmar a vaga na decisão. No jogo decisivo, voltou a vencer por 3 sets a 1 e carimbou a classificação para a final.
Na grande decisão, contra o Vôlei Renata, a resposta foi contundente: 3 sets a 0 no Ibirapuera e taça garantida.
Maior campeão da história da Superliga
Com o título de 2025/26, o Sada Cruzeiro chegou à décima conquista da Superliga Masculina. O clube amplia sua condição de maior vencedor da competição e reforça uma hegemonia construída ao longo de mais de uma década.
O décimo título tem peso histórico porque confirma a capacidade do projeto de se renovar e seguir competitivo. O Cruzeiro já havia sido campeão em diferentes ciclos, com diferentes elencos e com comissões técnicas distintas. Agora, volta ao topo em uma temporada em que precisou superar um rival que vinha levando vantagem nos confrontos diretos.
Também é o segundo título consecutivo da Superliga para o Sada Cruzeiro, que havia vencido a edição anterior contra o próprio Vôlei Renata. Para Campinas, fica a frustração de mais uma final perdida e a busca ainda em aberto pelo primeiro título da competição.
Lucão é MVP e Cruzeiro também brilha nos prêmios
Além da taça coletiva, o time também teve destaques individuais na premiação da Superliga. Lucão foi eleito o MVP da competição pelo segundo ano seguido e também entrou na seleção ideal como um dos melhores centrais da temporada.
O resultado reforça o tamanho do domínio celeste na competição, em que o Sada Cruzeiro se consolidou como o maior vencedor entre os homens e como uma das marcas mais fortes do esporte brasileiro.
Entre os principais premiados da Superliga Masculina, os destaques individuais foram:
• MVP da Superliga: Lucão, do Sada Cruzeiro
• Melhor jogador da final / Troféu Viva Vôlei: Welinton Oppenkoski, do Sada Cruzeiro
• Melhor técnico: Filipe Ferraz, do Sada Cruzeiro
• Melhor líbero: Alê, do Sada Cruzeiro
• Melhor levantador: Bruninho, do Vôlei Renata/Campinas
• Melhor oposto: Bryan, do Vôlei Guarulhos
• Revelação: Bryan, do Vôlei Guarulhos
• Melhores centrais: Lucão, do Sada Cruzeiro, e Judson, do Vôlei Renata/Campinas
• Melhores ponteiros: Adriano, do Vôlei Renata/Campinas, e Léo Lukas, do Itambé Minas
Um título com cara de hegemonia
O décimo título da Superliga Masculina não foi apenas mais uma conquista na galeria do Sada Cruzeiro. Foi uma resposta. O time entrou em quadra depois de quatro derrotas recentes para o Vôlei Renata, enfrentou um rival confiante e venceu com autoridade no jogo que definia a temporada.
O Sada Cruzeiro é decacampeão, bicampeão consecutivo e segue como o maior vencedor da história da Superliga Masculina. Um título que combina domínio no jogo, força de projeto e mais um capítulo de hegemonia no vôlei brasileiro.
No feminino, a temporada também reforçou a força da modalidade no país, com o título do Praia Clube na Superliga Feminina, ampliando o peso de um ano marcante para o vôlei nacional nas duas categorias.