Santos e Remo fecham os confrontos deste sábado, 1º de agosto de 2026, depois dos jogos entre Vasco x Fluminense e Atlético-MG x Juventude na abertura das oitavas de final. A bola rola às 21h, na Vila Belmiro, com transmissão do SporTV e do Premiere. A partida de volta será realizada na terça-feira, 4 de agosto, às 21h30, no Mangueirão, em Belém.
O duelo reúne dois clubes com relações diferentes, mas importantes, com o mata-mata nacional. O Santos conquistou a Copa do Brasil em 2010, justamente em uma campanha que teve o Remo como adversário. O clube paraense, por sua vez, busca repetir ou superar sua melhor participação, alcançada em 1991, quando chegou à semifinal.
Além do peso esportivo, a eliminatória oferece um choque de estratégias. O Santos inicia o confronto em casa e precisa aproveitar a pressão da Vila Belmiro. O Remo pode administrar o primeiro jogo pensando na decisão diante de sua torcida, mas já mostrou nesta edição que não pretende atuar apenas de maneira defensiva quando joga longe de Belém.
Oitavas têm calendário concentrado
Uma particularidade de toda a fase está na distribuição dos jogos. As partidas de ida de final foram programadas para os dias 1º, 2 e 3 de agosto, enquanto os confrontos de volta acontecem entre os dias 4 e 6. Assim, as equipes não terão compromissos por outras competições entre os dois encontros da Copa do Brasil.
É um desenho de calendário diferente daquele em que partidas do Campeonato Brasileiro ou de torneios continentais separam os jogos de um mesmo mata-mata. Para Santos e Remo, o intervalo será especialmente curto: o primeiro duelo acontece no sábado à noite, e a definição da vaga já será na terça-feira.
A proximidade exige recuperação física rápida e reduz o tempo para mudanças profundas. O que acontecer na Vila Belmiro terá impacto imediato na preparação para o Mangueirão.
Santos busca embalo depois de avançar na Sul-Americana
O time chega ao confronto após confirmar a classificação para as oitavas de final na competição continental. A equipe venceu a Universidad Central, da Venezuela, por 4 a 2 na Vila Belmiro e fechou a eliminatória com uma expressiva vantagem de 8 a 3 no placar agregado. Miguelito, Gabigol, Gabriel Menino e Rony marcaram no jogo de volta.
O resultado foi importante para recuperar a confiança depois do empate por 2 a 2 com a Chapecoense pelo Campeonato Brasileiro. A temporada santista ainda apresenta oscilações, mas o time comandado por Cuca possui capacidade ofensiva suficiente para transformar períodos de pressão em gols.
Neymar e Gabigol devem formar novamente a dupla de ataque. A presença dos dois aumenta a possibilidade de combinações curtas perto da área, infiltrações e finalizações de média distância. Barreal e Rollheiser também aparecem como jogadores importantes para conectar o meio-campo ao setor ofensivo.
O principal desafio será transformar posse de bola em oportunidades claras. Contra uma equipe preparada para proteger a entrada da área, circular a bola lentamente pode facilitar o trabalho da marcação.
O início da campanha santista
O clube entrou na Copa do Brasil na quinta fase e teve o Coritiba como adversário. O primeiro jogo, disputado na Vila Belmiro, terminou empatado por 0 a 0, deixando a classificação completamente aberta para o confronto de volta.
No Couto Pereira, o Peixe apresentou maior eficiência e venceu por 2 a 0. Gabriel Bontempo abriu o placar aos 19 minutos do primeiro tempo, após avançar pela esquerda e finalizar colocado. Sete minutos depois, Adonis Frías aproveitou cruzamento de Igor Vinícius e marcou de cabeça.
A classificação fora de casa deixou uma referência importante para o duelo com o Remo. Mesmo sem vencer como mandante, o Santos mostrou maturidade para resolver a eliminatória longe da Vila. Desta vez, porém, a equipe terá uma viagem mais longa e enfrentará um ambiente de maior pressão no Mangueirão.
Remo eliminou o Bahia com duas vitórias
O clube paraense foi um dos destaques da quinta fase ao eliminar o Bahia vencendo as duas partidas. No primeiro jogo, na Arena Fonte Nova, ganhou por 3 a 1. Tchamba abriu o placar de cabeça, Yago Pikachu converteu um pênalti e Alef Manga fechou a vitória nos acréscimos. Willian José marcou para o Bahia.
A atuação mostrou uma equipe capaz de suportar períodos de pressão e aproveitar os espaços deixados pelo adversário. O Bahia teve mais posse em diferentes momentos, mas o Remo foi eficiente nas transições e deixou Salvador com uma vantagem expressiva.
Na volta, diante de mais de 22 mil torcedores no Mangueirão, o Remo venceu novamente, desta vez por 2 a 1. O Bahia saiu na frente com Erick, mas Patrick empatou ainda no primeiro tempo. Nos acréscimos da etapa final, Leonel Picco marcou o gol da virada e confirmou a classificação por 5 a 2 no agregado.
A campanha contra o Bahia serve de alerta para o Santos. O Remo não depende exclusivamente de atuar em casa para conseguir resultados importantes. A equipe de Léo Condé já venceu um adversário da Série A como visitante e apresentou repertório para jogar sem a bola, acelerar o contra-ataque e explorar bolas paradas.
Maratona e viagens desafiam
O Remo chega à Vila Belmiro depois de perder para o Mirassol por 2 a 1 pelo Campeonato Brasileiro. Picco marcou o gol azulino em uma finalização de fora da área, mas João Victor garantiu a vitória do time paulista no segundo tempo.
O clube paraense decidiu permanecer no estado de São Paulo entre os compromissos, tentando diminuir o desgaste provocado pelas viagens. Desde a retomada da temporada, a equipe enfrentou Corinthians, Vitória e Mirassol em um período de apenas sete dias. Após os dois jogos contra o Santos, ainda terá um compromisso diante do Atlético-MG pelo Brasileiro.
A sequência coloca a recuperação física entre os principais desafios de Léo Condé. O treinador terá pouco tempo de treinamento em campo e deverá utilizar análise de vídeo para realizar ajustes. A necessidade de preservar intensidade durante os 180 minutos também pode influenciar substituições e a maneira como o Remo administra o ritmo na Vila.
Santos tem retornos importantes
Cuca possui praticamente todo o elenco principal disponível. Lucas Veríssimo, Gabriel Bontempo e Neymar começaram a partida contra a Universidad Central no banco, mas devem retornar ao time titular diante do Remo.
As baixas são Vinícius Lira, que se recupera de lesão no joelho esquerdo, Gustavo Henrique, com problema na coxa direita, e Pepê Fermino, também fora por lesão muscular.
O treinador ainda possui algumas dúvidas. Igor Vinícius disputa posição com Gabriel Menino na lateral direita. No meio-campo, Rollheiser e João Schmidt aparecem como alternativas para organizar a equipe ao lado de Christian Oliva, Gabriel Bontempo e Barreal.
Remo não poderá utilizar dois jogadores
O time terá ausências com relação direta com o adversário. O zagueiro Zé Ivaldo e o volante Patrick pertencem ao Santos e não podem atuar por causa das cláusulas previstas nos contratos de empréstimo.
Patrick foi um dos jogadores decisivos na classificação contra o Bahia, marcando o gol de empate no segundo jogo. Sua ausência reduz as opções do meio-campo azulino. Zé Ivaldo, contratado em julho, também seria uma alternativa importante para enfrentar a movimentação ofensiva santista. O defensor Tchamba completa a lista de baixas enquanto se recupera de lesão.
Prováveis escalações
- Santos: Gabriel Brazão; Igor Vinícius ou Gabriel Menino, Lucas Veríssimo, João Ananias e Escobar; Christian Oliva, Gabriel Bontempo, Rollheiser ou João Schmidt e Barreal; Neymar e Gabigol. Técnico: Cuca.
- Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Matheus Felipe e Mayk; Zé Welison, Picco e Zé Ricardo; Yago Pikachu, Jajá e Alef Manga. Técnico: Léo Condé.
- Transmissão: SporTV e Premiere
- Árbitro: Bruno Arleu de Araújo
- Assistentes: Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha e Luiz Claudio Regazone
- VAR: Daniel Nobre Bins
Neymar reencontra adversário
O confronto também oferece uma curiosidade histórica envolvendo o craque. Santos e Remo se enfrentaram pela Copa do Brasil de 2010, quando o atacante ainda iniciava sua trajetória no futebol profissional.
Na segunda fase daquela edição, o Santos venceu o Remo por 4 a 0 no Mangueirão. André marcou duas vezes, e Neymar fez os outros dois gols. A goleada eliminou a necessidade de uma partida de volta, conforme o regulamento utilizado naquela fase da competição.
O Santos seguiria naquela Copa do Brasil eliminando Guarani, Atlético-MG e Grêmio antes de superar o Vitória na final e conquistar o título. Dezesseis anos depois, Neymar volta a enfrentar o Remo no mesmo torneio, agora como principal referência de um confronto disputado em ida e volta.
Além do encontro de 2010, os clubes já se enfrentaram em 2026 pelo Campeonato Brasileiro. Em abril, o Santos venceu por 2 a 0 na Vila Belmiro, com gols de Thaciano e Moisés. O resultado recente oferece informações aos dois treinadores, mas o contexto de mata-mata muda o peso de cada decisão.
Onde o jogo pode ser decidido
O controle dos espaços laterais será um dos pontos centrais. Barreal costuma oferecer profundidade ao Santos, enquanto Neymar pode se aproximar do lado esquerdo para criar jogadas com Escobar. Caso o Remo concentre muitos jogadores por esse setor, o Peixe poderá encontrar espaço para inverter rapidamente a bola.
Pelo lado paraense, Yago Pikachu é uma peça importante pela experiência, pela capacidade de atacar a área e pela qualidade nas bolas paradas. Alef Manga também oferece velocidade para explorar as costas dos laterais santistas.
A batalha no meio-campo será igualmente decisiva. O Remo precisa impedir que Neymar receba com liberdade entre as linhas. Para isso, Zé Welison, Picco e Zé Ricardo deverão manter as distâncias curtas e evitar que a defesa fique exposta a passes verticais.
O Santos, por sua vez, não pode permitir contra-ataques após perdas de bola. Como deve atuar com laterais avançados e muitos jogadores no campo ofensivo, a cobertura de Christian Oliva será essencial para interromper transições antes que o Remo alcance a área de Gabriel Brazão
A força da Vila contra pressão do Mangueirão
Santos x Remo reúne dois ambientes tradicionais do futebol brasileiro. O Peixe inicia a eliminatória na Vila Belmiro, estádio em que costuma utilizar a proximidade da torcida para pressionar o adversário. O Leão Azul terá o Mangueirão como palco da decisão e aposta na presença de seu torcedor para transformar o jogo de volta em uma partida de alta intensidade.
Os demais confrontos e o calendário da fase estão reunidos na matéria sobre as oitavas de final da Copa do Brasil de 2026.
O Santos entra com maior peso individual no ataque e a responsabilidade de construir uma vantagem em casa. O Remo chega fortalecido pela classificação sobre o Bahia e pela capacidade já demonstrada de competir como visitante.
Com apenas três dias entre os encontros, não haverá muito tempo para corrigir falhas. Cada gol na Vila Belmiro poderá determinar o comportamento das equipes no Mangueirão. Para o Santos, o objetivo é viajar em vantagem. Para o Remo, manter a eliminatória aberta significa levar a decisão para o cenário em que o clube paraense costuma ser mais forte.