O Sesi Franca confirmou mais um capítulo histórico no basquete brasileiro. Diante do Pinheiros, no Ginásio Pedrocão lotado, a equipe venceu o Jogo 4 da final do NBB 2026 por 85 a 76, fechou a série decisiva em 3 a 1 e conquistou o quinto título consecutivo da competição. O resultado transformou a sequência francana em uma marca inédita na era NBB e reforçou o clube como uma potência nacional de longa tradição.
Como foi o Jogo 4
A partida que decidiu o título teve tensão de final e começou com o Pinheiros disposto a alongar a série. A equipe visitante venceu o primeiro quarto por 24 a 18, mostrando intensidade defensiva, coragem nas ações ofensivas e boa resposta emocional depois da vitória no Jogo 3. Para o Franca, o início exigiu paciência: era uma final em casa, com chance de título, mas contra um adversário que já havia provado que não estava apenas cumprindo tabela.
A virada começou no segundo quarto. O Franca aumentou a pressão defensiva, forçou decisões mais difíceis do Pinheiros e venceu a parcial por 32 a 22, indo para o intervalo à frente por 50 a 46. No terceiro período, o jogo ficou mais travado, com poucos pontos e muita disputa física. O Franca levou o quarto por 10 a 8 e entrou nos dez minutos finais vencendo por 60 a 54.
O Pinheiros ainda reagiu no último quarto e chegou a empatar a partida no começo da parcial, mas o Franca teve mais controle nas posses decisivas. Com Lucas Dias agressivo, David Jackson eficiente e Georginho comandando ritmo, rebotes e criação, o time de Helinho Garcia abriu vantagem na reta final e sustentou o 85 a 76 até o estouro do cronômetro.
Cestinha do jogo do título
Lucas Dias foi o cestinha do Franca e da partida, com 22 pontos. David Jackson terminou com 18 pontos, enquanto Georginho registrou 17 pontos, 8 rebotes e 8 assistências em uma atuação completa. Pelo Pinheiros, David Sloan e Yan Djalo terminaram com 15 pontos cada, mas a equipe não conseguiu manter o nível ofensivo dos melhores momentos da série.
Como foi a série final contra o Pinheiros
A decisão começou com vitória francana no Pedrocão. No Jogo 1, o Sesi Franca bateu o Pinheiros por 82 a 73, em uma partida na qual a equipe sofreu no primeiro quarto, mas mudou o ritmo defensivo no segundo tempo e construiu vantagem principalmente com um terceiro período forte, vencido por 26 a 11.
No Jogo 2, no Ginásio do Ibirapuera, o Franca venceu por 78 a 75. A equipe chegou a abrir grande vantagem, viu o Pinheiros reagir no último quarto, mas sustentou o resultado fora de casa. Lucas Dias foi o grande destaque ofensivo, com 26 pontos, 7 rebotes e 5 assistências.
O Pinheiros evitou a varrida no Jogo 3, também no Ibirapuera, ao vencer por 94 a 92. Foi a partida mais aberta da série, com Betinho marcando 30 pontos pelo time da capital e o Franca tendo Bennett, Rodriguez e Georginho como principais nomes ofensivos. A vitória deixou a final em 2 a 1 e levou a decisão de volta ao Pedrocão.
No Jogo 4, o Franca fechou a conta com o 85 a 76, confirmou o 3 a 1 na série e transformou a final contra o Pinheiros em mais uma etapa de uma dinastia que já ocupa lugar especial na história do NBB.
Campanha do Franca nos playoffs
O caminho até o título mostrou que precisou de maturidade para atravessar séries de perfis diferentes. A equipe teve uma varrida nas oitavas, duas séries longas em seguida e fechou a final contra o Pinheiros em quatro jogos.
Campanha no mata-mata do NBB:
• Oitavas de final: Franca 3 x 0 Botafogo
• Quartas de final: Franca 3 x 2 Mogi
• Semifinal: Franca 3 x 2 Brasília
• Final: Franca 3 x 1 Pinheiros
• Total nos playoffs: 12 vitórias e 5 derrotas
Esse recorte ajuda a dimensionar o peso da conquista. O Franca não teve um caminho automático até o troféu, mas confirmou força mental, elenco profundo e capacidade de adaptação. Depois de passar por duas séries decididas no limite, chegou à final mais preparado para lidar com pressão, oscilação e jogos apertados.
Números na fase regular
Na fase de classificação, o Sesi Franca terminou em primeiro lugar, com 70 pontos, 38 jogos, 32 vitórias, 6 derrotas, campanha de 16-3 em casa, 16-3 fora, 3.451 pontos marcados, 2.922 sofridos, saldo positivo de 529 pontos e aproveitamento de 84,2%.
MVP da temporada e das finais
Georginho foi o grande nome individual da campanha francana. Além de comandar o ritmo do time em boa parte da temporada, o armador foi decisivo na final e terminou o NBB com os principais reconhecimentos individuais.
Prêmios:
• MVP da temporada regular
• MVP das finais
• Também eleito o melhor armador da temporada
• Médias nas finais: 14,7 pontos, 9,2 rebotes e 6,0 assistências
• Destaque geral: líder do Franca em impacto, criação de jogo, rebotes para a posição e controle das posses decisivas
O peso de Georginho foi além da pontuação. Ele deu equilíbrio ao Franca em momentos de pressão, acelerou quando o jogo permitiu, cadenciou quando a equipe precisou controlar o placar e apareceu como referência técnica em uma campanha que combinou talento individual, profundidade de elenco e continuidade coletiva.
Cestinhas do Franca na final e na temporada
Lucas Dias foi o principal nome ofensivo na decisão. Além de ser o cestinha do time no Jogo 4, ele também terminou como o maior pontuador francano na soma dos quatro jogos da final.
Cestinhas na final do NBB:
• Jogo do título: Lucas Dias, com 22 pontos no Jogo 4
• Maior pontuador do Franca na final: Lucas Dias, com 66 pontos somados
• Jogo 1: Lucas Dias fez 8 pontos na vitória por 82 a 73
• Jogo 2: Lucas Dias fez 26 pontos na vitória por 78 a 75
• Jogo 3: Lucas Dias fez 10 pontos na derrota por 94 a 92
• Jogo 4: Lucas Dias fez 22 pontos na vitória por 85 a 76
• Média na final: 16,5 pontos por jogo
Na temporada regular, o principal nome ofensivo do Franca por média foi Georginho, com 17,4 pontos por jogo, além de 8,7 rebotes, 5,5 assistências e 24,8 de eficiência. O dado reforça o tamanho da campanha individual do armador, que terminou o NBB como MVP da temporada, melhor armador e MVP das finais.
Helinho Garcia e a continuidade de uma dinastia
O título também reforçou o peso do técnico como um dos personagens centrais da história do Franca. Antes de comandar o time à beira da quadra, ele já tinha construído uma trajetória forte como jogador. Natural de Franca, Helinho foi armador, passou por Vasco, Franca e Uberlândia, foi seis vezes campeão brasileiro, disputou dois Mundiais pela Seleção Brasileira e fez parte da equipe campeã dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999.
Esse histórico ajuda a explicar por que o pentacampeonato tem um peso maior do que apenas a soma de cinco taças. Helinho não é um treinador externo que chegou para comandar uma fase vencedora. Ele faz parte da cultura do basquete francano: viveu o clube como jogador, conhece o peso da cidade no esporte e transformou essa ligação em liderança técnica.
À frente do Franca desde a temporada 2016/17, Helinho comandou a reconstrução do protagonismo nacional da equipe. O trabalho passou por títulos estaduais, Copa Super 8, Liga Sul-Americana, BCLA, Copa Intercontinental e, principalmente, pela sequência de cinco conquistas consecutivas do NBB. Com o penta, ele se isolou como o treinador mais vencedor da história da competição.
A trajetória ainda carrega um componente familiar relevante para a identidade do basquete em Franca. Helinho é filho de Hélio Rubens Garcia, um dos grandes nomes da história do basquete brasileiro como jogador e técnico. Por isso, a conquista também amplia uma linhagem esportiva diretamente ligada à cidade, ao Pedrocão e à construção do Franca como maior referência nacional da modalidade.
Mais do que empilhar taças, o Franca consolidou uma identidade: elenco profundo, protagonismo de jogadores experientes, força em casa, leitura de jogo nas decisões e continuidade técnica. Para entender melhor o peso dessa conquista dentro da liga, a trajetória se conecta diretamente à história do NBB.
Maior campeão
Com a conquista, o Sesi Franca ampliou sua marca como maior campeão brasileiro de basquete, chegando a 16 títulos nacionais. No recorte específico do NBB, o feito mais importante foi o pentacampeonato consecutivo, algo inédito desde a criação da liga.
O vice do Pinheiros também teve peso esportivo. A equipe chegou à decisão com um projeto jovem, competitivo e de identidade clara, terminou a fase regular em segundo lugar e confirmou que pode permanecer como força relevante nas próximas temporadas. Ainda assim, o título ficou com o time que melhor representa a estabilidade recente do basquete brasileiro: o Franca, campeão de novo, agora com um penta que já nasce histórico.