O Sette Colli 2026 chega com cara de grande prévia internacional da temporada. A tradicional competição de natação será disputada de sexta-feira, 26 de junho, a domingo, 28 de junho, no Stadio del Nuoto do Foro Italico, em Roma, e terá um grupo forte, com atletas de ponta do cenário mundial e seis representantes do Brasil nas piscinas italianas.
A força do Sette Colli 2026 aparece logo na lista de inscritos. A competição reúne campeões olímpicos, recordistas, finalistas mundiais e alguns dos nomes mais fortes da natação atual.
Entre as principais estrelas internacionais estão:
- David Popovici, da Romênia, referência mundial nos 100m e 200m livre
- Gretchen Walsh, dos Estados Unidos, destaque nas provas de velocidade e borboleta
- Kristóf Milák, da Hungria, campeão olímpico e nome histórico do borboleta
- Adam Peaty, da Grã-Bretanha, bicampeão olímpico dos 100m peito
- Nicolò Martinenghi, da Itália, campeão olímpico e estrela da torcida local
- Siobhán Haughey, de Hong Kong, medalhista olímpica e força no estilo livre
- Noè Ponti, da Suíça, um dos principais nomes do borboleta
- Daniel Wiffen, da Irlanda, destaque mundial nas provas de fundo
A Itália também chega com seleção forte em casa, puxada por Thomas Ceccon, Gregorio Paltrinieri, Simona Quadarella, Benedetta Pilato, Sara Curtis e Alberto Razzetti. Isso aumenta o peso técnico do meeting e transforma Roma em um dos principais palcos da natação mundial neste fim de junho.
Para o público brasileiro, os olhares se voltam principalmente para dois nomes: Guilherme Caribé e Guilherme Costa.
Caribé será o representante do Brasil nas provas de velocidade. Ele está inscrito nos 50m livre, 100m livre e 50m borboleta, com atenção especial para os 100m livre, uma das provas mais nobres e competitivas do programa.
Guilherme Costa, o Cachorrão, terá uma agenda voltada ao meio-fundo e fundo. O brasileiro aparece nos 200m, 400m e 800m livre, provas em que costuma medir ritmo, resistência e estratégia contra adversários de alto nível.
A delegação brasileira ainda conta com:
- Guilherme Escudero — 200m livre, 400m livre e 200m borboleta
- Brandonn Almeida — 200m medley, 400m medley e 200m peito
- Gabrielle Roncatto — 200m livre, 400m livre, 800m livre e 1500m livre
- Maria Paula Heitmann — 200m livre, 400m livre e 800m livre
É uma equipe enxuta, mas com presença em provas importantes. O Brasil terá representantes na velocidade, no meio-fundo, no fundo, no medley e no peito, o que dá à competição um interesse direto para quem acompanha a natação nacional.
O peso no calendário mundial
O Sette Colli não é apenas mais um meeting europeu. A competição nasceu em 1963 e é tratada como uma das mais antigas e prestigiadas reuniões internacionais de natação do mundo. Em 2026, chega à 62ª edição mantendo uma característica que atravessa gerações: reunir nadadores italianos e estrangeiros em um teste forte antes dos grandes eventos da temporada.
Essa tradição ajuda a explicar por que tantos nomes de elite escolhem Roma. O torneio costuma funcionar como laboratório competitivo, ajuste de forma e vitrine internacional. Em anos de Mundial, Europeu, Jogos Olímpicos ou ciclo olímpico, o Sette Colli ganha ainda mais valor porque oferece confrontos diretos contra rivais de alto nível sem o peso definitivo de uma competição-alvo.
O palco também conta muito. O Foro Italico é um dos complexos esportivos mais simbólicos da Itália, e o Stadio del Nuoto carrega uma memória especial para a natação. A piscina recebeu os Jogos Olímpicos de 1960, os Mundiais de 1994 e 2009 e os Europeus de 1983 e 2022. Ou seja: quando os atletas entram ali, não estão apenas em um meeting forte; estão em uma das piscinas mais históricas do esporte.
O nome de Michael Phelps também conversa com a história recente do Foro Italico. Não necessariamente pelo Sette Colli em si, mas pelo peso do local na trajetória da natação mundial. Foi em Roma, no Mundial de 2009, que Phelps venceu os 200m borboleta com 1min51s51, então recorde mundial, e também protagonizou uma das finais mais marcantes dos 100m borboleta ao se tornar o primeiro homem abaixo dos 50 segundos na prova, com 49s82.
Esse tipo de lembrança reforça a aura do evento atual. O mesmo Foro Italico que viu marcas históricas de lendas da modalidade agora recebe uma geração liderada por velocistas, fundistas, campeões olímpicos e recordistas. Nesse contexto, a presença de Popovici e Caribé dá um ingrediente especial às provas rápidas, principalmente nos 100m livre, distância que segue como uma das mais nobres e midiáticas da natação.
Phelps, por sua vez, segue como referência inevitável quando o assunto é grandeza nas piscinas. A passagem do americano por Roma em 2009 é uma das muitas partes de uma carreira que transformou a natação olímpica, tema conectado diretamente à história de Michael Phelps.
Os grandes nomes do Sette Colli 2026
David Popovici é um dos principais atrativos da competição. O romeno é um dos grandes nomes do estilo livre mundial e chega a Roma como referência natural nas provas rápidas e de 200m livre. A simples presença dele já eleva o nível técnico do torneio, especialmente porque coloca o 100m livre no centro das atenções.
Gretchen Walsh também aparece como um dos nomes mais fortes do evento. A norte-americana virou uma das figuras mais impactantes da natação recente, especialmente nas provas de velocidade e borboleta. Ao lado de Alex Walsh, amplia a força dos Estados Unidos em Roma e dá ao meeting um peso ainda maior entre os fãs internacionais.
Adam Peaty, da Grã-Bretanha, é outro nome que carrega status de estrela. Bicampeão olímpico nos 100m peito, Peaty segue sendo uma das maiores referências da história recente do nado peito. A presença dele ao lado do italiano Nicolò Martinenghi cria uma atração especial para as provas de peito, ainda mais com Martinenghi competindo em casa.
A lista também inclui Kristóf Milák, campeão olímpico e um dos maiores nomes do borboleta, além de Thomas Ceccon, Gregorio Paltrinieri, Simona Quadarella, Sara Curtis, Benedetta Pilato e Alberto Razzetti entre os destaques italianos. É uma combinação rara de velocistas, especialistas em medley, fundistas e campeões de grandes competições no mesmo evento.
Caribé entra como o nome brasileiro de maior apelo nas provas de velocidade. A disputa dos 100m livre ganha relevância porque coloca o brasileiro em uma prova de enorme tradição e de alto impacto internacional. Mesmo que a competição não tenha o peso de um Mundial, nadar forte em Roma pode servir como termômetro importante contra atletas de elite.
Guilherme Costa, por outro lado, chega com foco em provas nas quais já construiu grande parte de sua reputação. O brasileiro disputa 200m, 400m e 800m livre, e pode encontrar em Roma um campo competitivo ideal para medir ritmo, estratégia e resistência antes dos próximos compromissos internacionais.
No feminino, Gabrielle Roncatto terá uma programação pesada, dos 200m aos 1500m livre, enquanto Maria Paula Heitmann aparece em três provas de livre. A presença das duas reforça o interesse brasileiro no meio-fundo e fundo, setores que costumam exigir regularidade, controle de prova e capacidade de recuperação entre sessões.
Programação e transmissão
O Sette Colli 2026 terá três dias de disputas em Roma, sempre com eliminatórias pela manhã e finais no período da noite no horário local.
Horários principais:
- Eliminatórias: a partir das 9h em Roma, 4h no horário de Brasília
- Finais: a partir da noite em Roma, com finais A concentradas por volta das 19h, 14h no horário de Brasília
Para acompanhar os brasileiros, os principais pontos de atenção são:
26 de junho, sexta-feira
- 400m livre masculino, com Guilherme Costa
- 50m livre masculino, com Guilherme Caribé
27 de junho, sábado
- 100m livre masculino, uma das provas mais aguardadas para Guilherme Caribé
- 800m livre masculino, mais uma prova importante para Guilherme Costa
28 de junho, domingo
- 200m livre masculino, com presença brasileira no programa
- 400m livre feminino, prova relevante para as brasileiras
- 1500m livre masculino, fechando a programação de fundo em Roma
Para o Brasil, não há indicação de transmissão nacional específica. A cobertura internacional prevê eliminatórias no YouTube da Federação Italiana de Natação e finais com transmissão da Rai Sport, segundo a organização.
Por que o Sette Colli 2026 merece atenção
A força está na mistura entre tradição e presente. De um lado, o evento carrega mais de seis décadas de história e acontece em uma piscina que já recebeu alguns dos momentos mais importantes da natação mundial. De outro, reúne atletas que estão escrevendo a fase atual da modalidade, como Popovici, Walsh, Peaty, Milák, Ceccon, Martinenghi, Paltrinieri e Haughey.
Para o Brasil, a competição vale como teste e vitrine. Caribé terá a chance de nadar provas rápidas em um ambiente de altíssimo nível, enquanto Guilherme Costa busca ritmo em provas que exigem consistência. Gabrielle Roncatto, Maria Paula Heitmann, Brandonn Almeida e Guilherme Escudero completam uma presença brasileira que dá ao torneio interesse direto para quem acompanha a natação nacional.
Em uma temporada ainda com grandes compromissos pela frente, Roma vira ponto de passagem obrigatório. O Sette Colli não decide títulos mundiais nem medalhas olímpicas, mas costuma revelar tendências, confirmar fases e colocar grandes nomes frente a frente. Para uma categoria que precisava de uma pauta forte e atual, a combinação é perfeita: tradição, estrelas mundiais, brasileiros relevantes e uma piscina com história suficiente para transformar um meeting de três dias em uma matéria de peso.