O último fim de semana, nos dias 28 e 29 de março, marcou a abertura da temporada do STU Pro Tour em Porto Alegre com as disputas de mini ramp e half pipe na Orla do Guaíba. Em um ambiente que reuniu competição, cultura de rua e forte presença do público, as duas modalidades encerraram sua passagem pela capital gaúcha deixando uma imagem clara: seguem entre as expressões mais autênticas e conectadas às raízes do skate.
Com arquibancadas cheias, manobras de alto nível e nomes importantes da cena nacional e internacional, o evento reforçou como mini ramp e half pipe continuam ocupando um lugar especial dentro das quatro rodinhas.
Mini ramp resgata a essência mais democrática do skate
A mini ramp foi um dos grandes destaques do fim de semana em Porto Alegre. Com um formato mais dinâmico e aberto, a modalidade reuniu atletas de diferentes perfis e trajetórias, algo que ajuda a explicar sua conexão histórica com a cultura do skate.
Nas baterias, foi possível ver competidores com passagem por street, park e até half pipe dividindo o mesmo espaço, o que deu um caráter ainda mais plural à disputa. Além disso, o formato em jam session trouxe de volta uma atmosfera que remete às origens das competições, com mais fluidez, criatividade e interação entre os skatistas.
Esse modelo ajuda a tornar a mini ramp uma das modalidades mais acessíveis e identificadas com a vivência real do skate, sem perder o peso técnico exigido nas apresentações.
Finais feminina e masculina entregam manobras e levantam o público
As finais da mini ramp corresponderam ao clima criado ao longo do evento e entregaram apresentações fortes tanto no feminino quanto no masculino. O público que lotou as arquibancadas na Orla do Guaíba viu boas voltas, linhas consistentes e um nível técnico alto do início ao fim.
No feminino, Dora Varella terminou na primeira colocação, seguida por Raicca Ventura e Yndiara Asp. No masculino, Pedro Carvalho ficou com o topo do pódio. O resultado reforça ainda mais o momento do skatista, que já havia vencido o circuito em 2025. Miguel Leal terminou em segundo e Victor Ikeda completou o pódio.
Classificação final da mini ramp feminina
1º Dora Varella — 96.14
2º Raicca Ventura — 94.94
3º Yndiara Asp — 91.12
4º Flavia Haraguchi — 83.14
5º Marina Lima — 81.20
6º Maite Demantova — 80.15
7º Lua Vicente — 76.29
8º Camila Borges — 73.23
Classificação final da mini ramp masculina
1º Pedro Carvalho — 98.38
2º Miguel Leal — 96.42
3º Victor Ikeda — 91.91
4º Pedro Quintas — 89.27
5º Giovanni Fontanella — 87.29
6º Stevann Farfa — 84.26
7º Bernardo Fraga — 83.39
8º JD Sanchez — 79.53
Half pipe leva manobras aéreas e alto nível técnico à Orla do Guaíba
Se a mini ramp trouxe a essência mais coletiva e fluida do skate, o half pipe elevou o espetáculo com uma sequência de apresentações aéreas e manobras de alto grau de dificuldade.
Na modalidade, os skatistas literalmente voaram diante do público em Porto Alegre. As voltas foram marcadas por velocidade, altura, precisão e muita técnica, em uma demonstração clara de como o half pipe continua sendo uma das provas mais impressionantes do skate.
Além do impacto para quem acompanha ao vivo, o half pipe também reafirmou seu peso competitivo ao reunir atletas acostumados a grandes palcos e a performances de padrão internacional.
Nomes de peso reforçam o alcance da etapa
A etapa também contou com skatistas que são referência não apenas no Brasil, mas em toda a cena mundial. Entre eles, nomes como Pedro Barros e Luigi Cini ajudaram a reforçar o tamanho técnico do evento e o alcance da competição disputada em Porto Alegre.
Na final masculina vertical, Luigi Cini ficou com a primeira colocação, seguido por JD Sanchez e Edouard Damestoy. Pedro Barros terminou entre os finalistas, em oitavo.
Classificação final do half pipe masculino
1º Luigi Cini — 94.00
2º JD Sanchez — 92.00
3º Edouard Damestoy — 91.02
4º Dan Sabino — 90.50
5º Pietro Nunes — 88.07
6º Thomas Augusto — 87.47
7º Diego Takahashi — 84.00
8º Pedro Barros — 83.00
Porto Alegre encerra o fim de semana com mini ramp e half pipe em evidência
A passagem da mini ramp e do half pipe por Porto Alegre deixa um saldo forte para a abertura do STU Pro Tour. Mais do que os resultados e os pódios, a etapa mostrou como essas modalidades seguem profundamente ligadas à identidade do skate.
Entre a energia democrática da mini ramp e o impacto visual do half pipe, a Orla do Guaíba recebeu dois formatos que ajudam a contar a história do esporte e, ao mesmo tempo, mantêm viva a conexão do skate com sua cultura de origem.
Para o público, ficou a experiência de acompanhar de perto um fim de semana de muito skate e nomes de alto nível. Para o circuito, ficou a certeza de que mini ramp e half pipe seguem relevantes, reunindo tradição, espetáculo e competitividade.