A Superliga Feminina entrou de vez no clima de decisão. Em uma noite de ginásios cheios e pressão máxima, Gerdau Minas e Sesc RJ Flamengo reagiram, empataram suas séries e adiaram a definição das vagas na final. O José Liberatti recebeu o segundo duelo entre Osasco e Minas com lotação esgotada, enquanto o Maracanãzinho teve 8.273 torcedores, recorde de público da temporada 2025/26.
Minas responde em Osasco e mostra sua força na semifinal
Depois de perder o jogo 1 em Belo Horizonte, o Gerdau Minas entrou pressionado no José Liberatti e respondeu com autoridade. A equipe mineira venceu o Osasco São Cristóvão Saúde por 3 sets a 0 no segundo confronto da semifinal, com parciais de 24/26, 19/25 e 20/25, e levou a decisão da vaga para o jogo 3, na Arena UniBH. Foi uma atuação sólida, de time experiente e competitivo, que controlou melhor os momentos importantes e soube esfriar o ambiente adversário.
O resultado reforça a superioridade do Minas na segunda partida. Em um jogo de margem curta no primeiro set e de maior controle mineiro nas parciais seguintes, a equipe encontrou mais consistência nos fundamentos e respondeu com força quando mais precisava. Julia Kudiess terminou como a maior pontuadora do time, com 13 pontos, e foi eleita a melhor jogadora em quadra, em uma atuação que recolocou o Minas de vez na briga pela final.
Há ainda um detalhe curioso e muito simbólico nessa rivalidade: nos confrontos entre Minas e Osasco nesta edição da Superliga, ninguém venceu em casa. No turno, o Minas bateu o Osasco por 3 sets a 2 no José Liberatti. No returno, o Osasco devolveu em Belo Horizonte com vitória por 3 sets a 1. Já na semifinal, o time paulista abriu a série vencendo por 3 a 1 na Arena UniBH, e agora o Minas empatou com triunfo fora de casa no jogo 2. O mando, até aqui, não fez diferença nesse duelo.
Esse cenário ajuda a explicar por que a reação mineira pesa tanto. O Gerdau Minas terminou a fase regular na segunda colocação, com 54 pontos, atrás apenas do Flamengo, e sustentou ao longo da temporada uma campanha de alto nível. No jogo 2, esse repertório apareceu de novo: organização, equilíbrio emocional e força para sobreviver fora de casa quando a série exigia resposta imediata.
Flamengo vence no limite e deixa o Maracanãzinho em ebulição
Na outra semifinal, o Sesc RJ Flamengo protagonizou uma das partidas mais emocionantes desta reta final. Diante de 8.273 torcedores no Maracanãzinho, recorde de público da temporada, o time de Bernardinho venceu o Dentil Praia Clube por 3 sets a 2, com parciais de 23/25, 22/25, 25/22, 25/20 e 16/14, e empatou a série depois da derrota por 3 a 0 no primeiro jogo, em Uberlândia.
O tamanho da vitória rubro-negra fica ainda maior pelo roteiro. O Flamengo saiu perdendo por 2 sets a 0, foi ao limite no tie-break e ainda resistiu quando o Praia teve quatro match points. A equipe encontrou força para virar uma semifinal que parecia escapar e transformou o Maracanãzinho em combustível para a reação. Foi um jogo grande, decidido no detalhe, com atmosfera de final antecipada.
A vitória também conversa diretamente com o que o Flamengo construiu desde o início da competição. O time de Bernardinho fez a melhor campanha da fase regular, com 55 pontos, e garantiu o direito de decidir em casa uma eventual terceira partida. Agora, depois de sobreviver em uma noite de enorme tensão, terá novamente o apoio da torcida para tentar confirmar em quadra a regularidade que exibiu ao longo da temporada.
Datas e horários do jogo 3
A definição das duas vagas na final já tem data marcada. Depois de semifinais intensas, lotadas e cheias de reviravoltas, a Superliga Feminina chega ao ponto máximo de tensão com dois confrontos decisivos na sexta-feira, 24 de abril.
Gerdau Minas x Osasco São Cristóvão Saúde
Data: sexta-feira, 24 de abril
Horário: 18h30
Local: Arena UniBH, em Belo Horizonte.
Sesc RJ Flamengo x Dentil Praia Clube
Data: sexta-feira, 24 de abril
Horário: 21h
Local: Maracanãzinho.
Com times competitivos, estrelas mundiais, campeãs olímpicas, ginásios lotados e semifinais decididas no detalhe, a Superliga Feminina reforça a paixão dos brasileiros pelo vôlei em um cenário que ajuda a entender a força da modalidade no país.