A Superliga Feminina entrou de vez em sua reta decisiva. Depois do fechamento das quartas de final, a competição confirmou os dois confrontos das semifinais: Gerdau Minas x Osasco São Cristóvão Saúde e Dentil/Praia Clube x Sesc RJ Flamengo. As séries serão disputadas em melhor de três jogos, com partidas marcadas para os dias 13 e 17 de abril e, se necessário, desempate em 24 de abril.
O cenário das semifinais também ajuda a explicar o peso desta fase. O Sesc RJ Flamengo terminou a primeira fase na liderança com 55 pontos, seguido de perto pelo Gerdau Minas, com 54. O Osasco fechou em terceiro, com 49 pontos, e o Dentil/Praia Clube avançou em quarto, com 47. Ou seja, os quatro melhores times da fase classificatória confirmaram presença entre as semifinalistas, mas por caminhos diferentes no mata-mata.
Como cada semifinalista chega
O Sesc RJ Flamengo chega à semifinal depois de uma classificação segura sobre o Batavo Mackenzie. O time de Bernardinho venceu a série por 2 a 0, ganhou o primeiro jogo em Belo Horizonte e fechou a vaga no Maracanãzinho, mantendo a força de uma equipe que liderou a fase classificatória e carregou a melhor campanha para o mata-mata.
O Gerdau Minas também avançou em dois jogos, mas com um roteiro mais exigente. Depois de vencer o primeiro duelo por 3 sets a 0, confirmou a vaga diante do Sancor Maringá em uma partida mais dura, resolvida em cinco sets fora de casa. A classificação reforça o que o time mostrou durante quase toda a temporada: consistência de campanha e capacidade de suportar jogos de maior tensão.
O Osasco São Cristóvão Saúde chega embalado por uma passagem firme sobre o Fluminense. A equipe paulista abriu a série com vitória por 3 a 0 em casa e depois repetiu o placar no Rio para fechar a classificação sem necessidade de jogo 3. É um avanço limpo e importante para um time que terminou a primeira fase no G4 e agora entra em uma semifinal de alto peso contra o Minas.
Praia chega pela série mais desgastante
Entre os quatro semifinalistas, o Dentil/Praia Clube foi quem precisou passar pelo caminho mais duro. A equipe mineira abriu as quartas com vitória por 3 a 0 sobre o Sesi Vôlei Bauru, mas viu a série empatar no segundo jogo, quando o time paulista reagiu e venceu por 3 sets a 2 em Bauru. Isso empurrou a definição para o terceiro confronto, o único das quartas a realmente exigir a partida decisiva.
No jogo 3, em Uberlândia, o Praia respondeu com autoridade e venceu o Sesi Bauru por 3 sets a 0, garantindo a vaga na semifinal. O peso desse contexto é importante para a matéria porque o time chega classificado, mas depois de uma série mais longa e mais desgastante do que a das outras semifinalistas. Ao mesmo tempo, a classificação no confronto decisivo também pode funcionar como combustível competitivo para um elenco que precisou mostrar reação e firmeza sob pressão.
Confrontos das semifinais: datas, horários e ginásios
As semifinais da Superliga Feminina ficaram assim:
13/04 (segunda-feira), 18h30 — Gerdau Minas x Osasco São Cristóvão Saúde, na Arena UniBH, em Belo Horizonte
13/04 (segunda-feira), 21h — Dentil/Praia Clube x Sesc RJ Flamengo, no Ginásio do UTC, em Uberlândia
17/04 (sexta-feira), 18h30 — Osasco São Cristóvão Saúde x Gerdau Minas, no Ginásio José Liberatti, em Osasco
17/04 (sexta-feira), 21h — Sesc RJ Flamengo x Dentil/Praia Clube, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro
24/04 (sexta-feira), 18h30 — Gerdau Minas x Osasco São Cristóvão Saúde, na Arena UniBH, em Belo Horizonte, se necessário
24/04 (sexta-feira), 21h — Sesc RJ Flamengo x Dentil/Praia Clube, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, se necessário
O que as semifinais entregam
A chave entre Minas e Osasco coloca frente a frente duas equipes de campanha forte e classificação sem necessidade de terceiro jogo, o que tende a elevar o nível técnico logo de saída. Já o outro lado reúne o líder da primeira fase contra um Praia que chega mais testado emocionalmente, depois de sobreviver a uma série que foi até o limite. Além disso, o ge informou que o Sesc RJ Flamengo escolheu decidir em casa, por isso a série contra o Praia começa em Uberlândia e depois segue para o Maracanãzinho.
Na prática, a semifinal reúne quatro times que sustentaram o topo da tabela durante a fase classificatória, mas agora em um contexto diferente, de margem curta e pressão máxima. É o momento em que campanha pesa, mas não garante nada sozinha. E, no caso do Praia, há ainda um ingrediente extra: depois de escapar no jogo 3, o time entra na semifinal com a sensação de que já passou pelo primeiro teste de sobrevivência desta reta final.