A Superliga masculina de vôlei ganhou contornos definitivos nas quartas de final nesta quinta-feira, com a confirmação dos dois últimos classificados para a semifinal. Em Uberlândia, o Praia Clube derrotou o Guarulhos por 3 sets a 0. Em Belo Horizonte, o Itambé Minas também venceu o Suzano por 3 sets a 0. Com isso, os mineiros avançaram ao lado de Vôlei Renata e Sada Cruzeiro, que já haviam fechado suas séries antes, e o mata-mata passa agora a reunir os quatro sobreviventes da fase de classificação.
Praia resolveu em casa e confirmou a vaga diante do Guarulhos
Jogando no ginásio do UTC, o Praia Clube entrou para o terceiro jogo da série sabendo que não havia mais margem para erro. Depois de vencer o primeiro duelo e perder o segundo, a equipe voltou a mostrar força diante da torcida e dominou o confronto decisivo contra o Guarulhos. O placar de 3 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/21 e 25/20, fechou a série em 2 a 1 e colocou o time de Uberlândia entre os quatro melhores da competição. Foi uma classificação construída com autoridade, sem deixar o adversário crescer em nenhum momento decisivo da partida.
O resultado recoloca o Praia em uma posição de destaque na reta final da Superliga e dá ao time a chance de disputar uma semifinal pesada contra o Vôlei Renata. Além da vitória em si, o que chama atenção é a forma como ela aconteceu: em um jogo de pressão máxima, o Praia conseguiu jogar com consistência, controlar os sets e impedir qualquer reação mais forte do rival paulista. Em mata-mata, esse tipo de atuação costuma pesar bastante, porque mostra um time capaz de responder bem quando a série chega ao limite.
Minas atropelou o Suzano e também carimbou a classificação
Na Arena UniBH, o Itambé Minas viveu um roteiro parecido, mas com domínio ainda mais amplo. A equipe mineira superou o Suzano por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/19 e 25/16, e também fechou sua série de quartas em 2 a 1. A atuação foi segura do início ao fim e confirmou a volta do clube à semifinal da Superliga depois de três temporadas. O desempenho deixou a impressão de um time mais firme, mais agressivo e muito confortável dentro do jogo decisivo.
O Minas ainda teve destaques individuais importantes na partida. Djalma foi eleito o melhor em quadra, enquanto Samuel terminou como principal pontuador do time com 16 pontos. Em uma noite em que a equipe precisava responder depois da derrota no segundo jogo da série, o time minastenista encontrou justamente o tipo de atuação que costuma empurrar uma campanha adiante em playoff: intensidade, regularidade e capacidade de transformar o mando em classificação.
Semifinais colocam três mineiros e um paulista na briga pelo título
Com os resultados desta quinta, a Superliga masculina chega à semifinal com Sada Cruzeiro, Vôlei Renata, Praia Clube e Itambé Minas. Cruzeiro e Campinas haviam avançado antes, ambos com 2 a 0 nas séries contra Goiás e Monte Carmelo, respectivamente. No fim, os quatro melhores times da fase classificatória sobreviveram ao mata-mata inicial, e a competição agora entra em uma fase ainda mais pesada, com três representantes mineiros e um paulista na disputa pelo título.
Próximos jogos da semifinal
22 de abril
18h30 — Vôlei Renata x Praia Clube, no ginásio do Taquaral, em Campinas
21h — Sada Cruzeiro x Itambé Minas, no ginásio do Riacho, em Contagem
27 de abril
18h30 — Praia Clube x Vôlei Renata, no ginásio UTC, em Uberlândia
21h — Itambé Minas x Sada Cruzeiro, na Arena UniBH, em Belo Horizonte
1º de maio
terceiros jogos, se necessário
Com isso, a Superliga masculina entra em sua fase mais afunilada com quatro times de peso, duas séries fortes e a expectativa de jogos ainda mais duros a partir de agora. As quartas terminaram com vitórias contundentes de Praia e Minas nos confrontos decisivos, e o cenário que se abre para a semifinal é de equilíbrio alto, ginásios cheios e disputa pesada por duas vagas na final.
Com a Superliga entrando em sua fase mais decisiva, a briga por vaga na final também reforça o tamanho do vôlei no país, cenário que ajuda a explicar por que o esporte se consolidou como o segundo mais amado do Brasil e como a Superliga se tornou peça central dessa força nacional e olímpica.