A 17ª rodada do Brasileirão teve dois confrontos diretos importantes na parte de baixo da tabela. No Barradão, o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0, fez valer a força como mandante e ganhou fôlego na luta para se afastar da zona de rebaixamento. Na arena do Gremio, o time gaúcho virou sobre o Santos por 3 a 2 em uma partida movimentada, marcada por gols de Gabigol e Carlos Vinícius, falhas individuais e pressão até o fim.
Os resultados mudaram o ambiente dos quatro clubes. O Vitória chegou aos 22 pontos e ultrapassou o próprio Internacional, que permaneceu com 21. Já o Grêmio também subiu para 21 pontos, abriu uma pequena margem em relação ao Z-4 e empurrou o Santos para a zona de rebaixamento.
Vitória faz valer o Barradão contra o Inter
O Vitória entrou em campo sabendo que o duelo contra o Internacional tinha cara de “jogo de seis pontos”. A diferença entre os times era pequena, e o resultado poderia tanto aproximar o Leão do Z-4 quanto dar um salto importante na tabela.
Dentro de casa, o time baiano respondeu. Com gols de Renê, ainda no primeiro tempo, e Diego Tarzia, no último lance da partida, o Vitória venceu por 2 a 0 e confirmou o bom momento como mandante. O resultado levou a equipe aos 22 pontos e colocou o clube em situação mais confortável antes da sequência do Brasileirão.
O triunfo também reforçou um recorte importante da campanha rubro-negra. O Vitória já vinha mostrando força no Barradão e chegou a nove jogos seguidos sem perder em casa, sendo seis deles pelo Campeonato Brasileiro.
Além do resultado, o contexto ajudava a aumentar a confiança. No meio da semana, o Vitória havia goleado o ABC por 6 a 2 pela Copa do Nordeste. A vitória no regional não resolvia a situação no Brasileirão, mas serviu como impulso emocional para um jogo muito mais pesado na tabela.
Veja os melhores momentos da partida abaixo:
Semana livre não bastou para o Internacional
O time gaúcho chegou ao Barradão em situação teoricamente mais favorável na preparação. Sem compromisso no meio da semana, teve tempo livre para trabalhar, recuperar jogadores e ajustar a equipe para um confronto direto fora de casa.
Na prática, isso não bastou. O Colorado não conseguiu transformar a semana cheia em superioridade competitiva, sofreu com a força do Vitória em Salvador e viu cair uma sequência de quatro jogos sem perder no Brasileirão.
A derrota preocupa porque recoloca o Inter em contato direto com a parte inferior da tabela. O time não entrou no Z-4, mas passou a olhar a zona de rebaixamento mais de perto.
O Inter teve momentos de tentativa de reação, mas não conseguiu ser eficiente. O Vitória foi mais firme nos momentos decisivos, abriu o placar, sustentou a vantagem e matou o jogo no fim. Para o Colorado, a semana livre se transforma agora em cobrança por uma resposta imediata na próxima rodada que também será fora de casa.
Grêmio e Santos fazem jogo agitado em Porto Alegre
Na Arena do Grêmio, o roteiro foi mais dramático. Os dois times fizeram um clássico nacional cheio de alternâncias, com cinco gols, virada, falhas individuais e dois protagonistas ofensivos: Gabigol e Carlos Vinícius.
O Santos saiu na frente com Gabigol, viu Carlos Vinícius empatar, voltou a ficar em vantagem com outro gol do atacante santista, mas não conseguiu controlar o jogo. O centroavante gremista apareceu novamente para deixar tudo igual, e Tetê marcou o gol da virada do Grêmio.
O 3 a 2 teve peso enorme para o Tricolor. A equipe vinha pressionada, com campanha irregular e proximidade perigosa do Z-4, mas usou a força da Arena para virar um confronto direto. Em uma noite fria em Porto Alegre e com grande presença da torcida, o Grêmio encontrou energia para reagir mesmo depois de ficar atrás no placar duas vezes.
O jogo também expôs problemas. As falhas individuais do Grêmio deram vida ao Santos e deixaram a partida mais perigosa do que precisava ser. Ainda assim, a resposta ofensiva pesou. Em duelo de “seis pontos”, o time gaúcho mostrou capacidade de reação e terminou a rodada com sensação de alívio.
Veja os melhores momentos da partida abaixo:
Carlos Vinícius assume protagonismo e lidera artilharia
O centroavante marcou duas vezes, manteve o Tricolor vivo no jogo e assumiu a liderança da artilharia do Brasileirão, com 9 gols junto ao centroavante Pedro do Flamengo.
A atuação teve peso individual e coletivo. Para o Grêmio, contar com um camisa 9 decisivo em uma campanha instável pode ser a diferença entre seguir preso na parte baixa ou construir uma reação. Para Carlos Vinícius, os dois gols reforçam uma temporada de protagonismo e aumentam sua importância dentro do elenco.
O primeiro gol mostrou presença de área. O segundo confirmou o faro de decisão em uma partida pesada.
Tetê também teve papel decisivo ao marcar o gol da virada, mas a noite ficou marcada pelo duelo particular entre os artilheiros. Gabigol fez dois pelo Santos, Carlos Vinícius respondeu com dois pelo Grêmio, e o Tricolor teve força para completar a reação.
Santos entra no Z-4 mesmo com dois gols de Gabigol
O time marcou duas vezes fora de casa, teve Gabigol em noite inspirada, mas saiu da Arena sem pontos e entrou na zona de rebaixamento.
O resultado aumenta a pressão sobre uma campanha que já vinha instável. Em um confronto direto, o Santos teve vantagem no placar duas vezes e não conseguiu sustentar. Esse tipo de derrota costuma pesar porque mistura frustração ofensiva, falhas defensivas e impacto direto na tabela.
Gabigol fez sua parte ao marcar os dois gols santistas, mas o desempenho individual não foi suficiente para evitar o prejuízo. O Santos deixa Porto Alegre com a sensação de que desperdiçou uma chance importante de respirar e agora precisa reagir rapidamente para não se afundar na zona de rebaixamento.
Antes da bola rolar, a rodada já carregava peso de confronto direto na parte baixa. A prévia das partidas já mostrava como os dois jogos tinham caráter de “seis pontos”, com clubes separados por pouca distância e pressionados pela proximidade do Z-4.
Os resultados também reforçam uma marca recorrente na história do Campeonato Brasileiro: em uma liga longa e equilibrada, confrontos diretos na parte de baixo costumam mudar o ambiente dos clubes com a mesma força que jogos pelo título.