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Brasil vence a Itália e vai à final da VNL feminina em busca do título inédito

Seleção Brasileira supera as atuais bicampeãs por 3 sets a 2 em Macau, chega à quinta decisão de sua história na Liga das Nações e enfrentará a Turquia pelo ouro.

Por Corte dos Esportes · 25/07/2026 · Categoria: Volei

O Brasil está novamente na final da VNL feminina. Em uma semifinal marcada por equilíbrio, pressão e alto nível técnico, a Seleção Brasileira derrotou a Itália por 3 sets a 2, neste sábado, 25 de julho de 2026, no Domo dos Jogos da Ásia Oriental, em Macau, na China.

O resultado eliminou as italianas, campeãs das duas edições anteriores, e colocou o Brasil diante da Turquia na grande decisão. A final está marcada para domingo, 26 de julho, às 8h30, no horário de Brasília.

Mais do que garantir uma medalha, a vitória deu à equipe comandada por José Roberto Guimarães uma nova oportunidade de conquistar o único grande título anual que ainda falta à Seleção Brasileira feminina desde a criação da VNL. O Brasil disputará sua quinta final e tentará transformar uma sequência de campanhas consistentes em uma inédita medalha de ouro.

Início de jogo com susto

O primeiro set mostrou o tipo de confronto que seria disputado em Macau. Brasil e Itália avançaram praticamente lado a lado até a reta final, com as italianas em vantagem mínima por 20 a 19. A partir desse momento, a equipe europeia conseguiu uma sequência de quatro pontos e encaminhou a parcial.

O Brasil ainda salvou dois set points, mas Paola Egonu apareceu no ataque para fechar em 25 a 21. A Itália explorou bem a presença de suas centrais e conseguiu reduzir as opções ofensivas brasileiras nos momentos mais importantes.

A resposta veio imediatamente. Com Rosamaria participando de forma mais efetiva do ataque, a Seleção Brasileira assumiu o controle do segundo set e manteve vantagem durante boa parte da parcial.

A Itália tentou reagir e diminuiu a diferença para 23 a 21, mas Julia Bergmann conseguiu um ataque na paralela e Ana Cristina confirmou o empate no jogo com uma bola forte, fechando o set em 25 a 21.

Set foi decisivo para a classificação

O terceiro set representou um dos momentos mais importantes da semifinal. O Brasil construiu uma vantagem de quatro pontos ao abrir 19 a 15, mas a Itália aumentou a pressão no saque, reorganizou o bloqueio e conseguiu igualar o placar.

A parcial foi levada para além dos 25 pontos. Ana Cristina colocou o Brasil em vantagem com um ataque potente, e Julia Bergmann marcou o ponto decisivo ao bloquear Egonu. O 26 a 24 colocou a Seleção Brasileira à frente por 2 sets a 1 e aumentou a pressão sobre as atuais bicampeãs.

A Itália, no entanto, não estava eliminada. Egonu cresceu no quarto set, e a jovem Stella Nervini também teve participação importante na distribuição ofensiva italiana. As europeias mantiveram vantagem durante a parcial e venceram novamente por 25 a 21, levando a semifinal para o quinto set.

Tie-break consagra força mental

O Brasil iniciou o set decisivo com intensidade e abriu 9 a 5. A vantagem parecia suficiente para encaminhar a classificação, mas a Itália marcou quatro pontos consecutivos e empatou em 9 a 9.

O momento poderia ter mudado completamente a semifinal. As italianas vinham de uma reação, tinham experiência em decisões e carregavam o peso de duas conquistas consecutivas da VNL. O Brasil, porém, não perdeu o controle emocional.

Depois do empate em 11 a 11, a equipe brasileira marcou três pontos seguidos e abriu 14 a 11. A Itália salvou o primeiro match point, mas Ana Cristina aproveitou a segunda oportunidade e fechou a partida em 15 a 12.

A vitória foi construída em uma semifinal de detalhes. A capacidade de manter agressividade nos momentos de maior pressão foi determinante para derrubar a atual bicampeã.

Vitória coletiva com destaques

Ana Cristina voltou a ser a principal pontuadora do Brasil. A ponteira marcou 23 pontos e assumiu a responsabilidade ofensiva em momentos decisivos, incluindo o ataque que encerrou o tie-break.

Julia Bergmann e Rosamaria anotaram 15 pontos cada. Bergmann teve participação especialmente importante no terceiro set, enquanto Rosamaria ajudou a equipe a mudar o ritmo depois da derrota na parcial inicial.

A central Luzia também chegou aos dois dígitos, com dez pontos. Sua presença na rede ajudou o Brasil tanto no ataque quanto no bloqueio, fundamento essencial diante de uma seleção que conta com atacantes do nível de Egonu.

Domínio recente italiano

A classificação também tem peso pelo adversário eliminado. A Itália entrou na fase final defendendo os títulos conquistados em 2024 e 2025 e buscava o terceiro troféu consecutivo.

Brasil e Itália haviam decidido a VNL de 2025. Naquela oportunidade, as brasileiras venceram o primeiro set, mas sofreram a virada e ficaram com a medalha de prata. O reencontro em Macau ofereceu à Seleção Brasileira a possibilidade de responder esportivamente à derrota anterior.

A vitória não apaga os resultados passados, mas muda a dinâmica recente do confronto e fortalece a confiança brasileira para a decisão.

A final da VNL feminina

O adversário do Brasil na final será a Turquia. A seleção turca garantiu sua vaga ao derrotar a China por 3 sets a 0 na outra semifinal.

As turcas controlaram o confronto diante da seleção anfitriã e chegam à decisão depois de duas vitórias convincentes na fase eliminatória.

Campeã da VNL em 2023, a Turquia tentará conquistar seu segundo título. O confronto coloca frente a frente duas seleções com força física, capacidade de saque e atacantes capazes de decidir partidas longas.

Para o Brasil, controlar o poder ofensivo turco e manter a regularidade no passe serão tarefas fundamentais. A equipe precisará repetir a disciplina tática apresentada contra a Itália, especialmente na relação entre bloqueio e defesa.

A variedade ofensiva também pode ser decisiva. Ana Cristina é a principal referência, mas a atuação de Julia Bergmann, Rosamaria, Luzia e das demais opções de José Roberto Guimarães será necessária para impedir que o bloqueio turco concentre sua marcação em apenas uma jogadora.

Retrospecto aumenta o peso da final

A decisão em Macau será a primeira final entre Brasil e Turquia na história da Liga das Nações feminina. Embora as duas seleções tenham acumulado medalhas e presença constante nas fases decisivas, nunca haviam se encontrado em uma partida valendo diretamente o título da competição.

O confronto também coloca frente a frente duas trajetórias diferentes dentro da VNL. O Brasil chegou ao pódio com frequência, mas ainda tenta conquistar sua primeira medalha de ouro. Foram quatro vice-campeonatos, em 2019, 2021, 2022 e 2025. A Turquia, por sua vez, foi vice na edição inaugural, em 2018, ganhou o bronze em 2021 e alcançou o ponto mais alto de sua história ao ser campeã em 2023.

No retrospecto recente, a vantagem é brasileira. A Seleção venceu os três encontros oficiais mais recentes entre as equipes em competições globais, incluindo uma partida valendo medalha olímpica. Esse domínio recente não transforma o Brasil em favorito absoluto, mas mostra que a equipe encontrou soluções eficientes para enfrentar o jogo físico e ofensivo das turcas.

Os confrontos recentes:

  • 16 de junho de 2024 — Liga das Nações
    Turquia 0 x 3 Brasil
    Parciais: 14/25, 14/25 e 19/25
  • 10 de agosto de 2024 — Jogos Olímpicos de Paris, disputa do bronze
    Brasil 3 x 1 Turquia
    Parciais: 25/21, 27/25, 22/25 e 25/15
  • 22 de junho de 2025 — Liga das Nações
    Turquia 1 x 3 Brasil
    Parciais: 18/25, 25/23, 23/25 e 15/25

O primeiro desses jogos aconteceu na fase classificatória da VNL de 2024, em Hong Kong. O Brasil controlou completamente a partida e venceu por 3 sets a 0, permitindo que as turcas chegassem a apenas 47 pontos na soma das três parciais. Foi uma das atuações mais dominantes da Seleção Brasileira naquela campanha.

O reencontro mais importante ocorreu poucas semanas depois, nos Jogos Olímpicos de Paris. Brasil e Turquia haviam sido derrotados nas semifinais e entraram em quadra para decidir a medalha de bronze. A Seleção Brasileira venceu por 3 sets a 1, com destaque para a capacidade de suportar a pressão turca no segundo set, fechado em 27 a 25.

Aquela vitória teve peso histórico para o Brasil. A equipe garantiu sua sexta medalha olímpica no voleibol feminino e encerrou a campanha em Paris com apenas uma derrota. Para a Turquia, representou o fim da tentativa de conquistar sua primeira medalha olímpica na modalidade.

Em 2025, as seleções voltaram a se enfrentar pela Liga das Nações, desta vez em Istambul. Mesmo atuando diante da torcida turca, o Brasil venceu por 3 sets a 1. Ana Cristina foi uma das protagonistas da partida, e a Seleção Brasileira impôs pressão no saque, conseguiu limitar o volume ofensivo adversário e fechou o quarto set com ampla vantagem.

O retrospecto oferece confiança, mas não garantia. Brasil e Turquia chegam à decisão depois de eliminarem adversários tradicionais e com atacantes capazes de mudar uma partida em poucas rotações.

A quinta chance

A Liga das Nações feminina foi criada em 2018 para substituir o antigo Grand Prix. Desde então, o Brasil tornou-se uma das seleções mais regulares da competição, mas ainda não conquistou o título.

A equipe brasileira ficou com a prata em 2019 e 2021, após derrotas para os Estados Unidos. Em 2022 e 2025, o Brasil foi superado pela Itália nas decisões.

A final de 2026 será, portanto, a quinta tentativa brasileira. Nenhuma outra seleção feminina alcançou tantas decisões sem ter levantado a taça. Ao mesmo tempo, a frequência nas finais confirma a capacidade do Brasil de permanecer entre as principais forças do voleibol mundial mesmo durante diferentes processos de renovação.

O país que dominou o Grand Prix, com 12 títulos, tenta agora transformar sua tradição na competição anterior em uma conquista na era da Liga das Nações.

Serviço da final da VNL feminina

  • Brasil x Turquia
  • Data: domingo, 26 de julho de 2026
  • Horário: 8h30, no horário de Brasília
  • Local: Domo dos Jogos da Ásia Oriental
  • Cidade: Macau, China
  • Transmissão:GETV no YouTube

A decisão será disputada poucas horas depois de Brasil e Turquia enfrentarem semifinais com roteiros diferentes. Enquanto as turcas resolveram sua classificação em três sets, as brasileiras precisaram disputar cinco parciais contra a Itália.

O desgaste físico será um componente importante, mas uma final também é definida pela capacidade de recuperação emocional. O Brasil chega fortalecido por ter eliminado a campeã das duas últimas edições e por ter respondido bem a todos os momentos de pressão da semifinal.

A Seleção Brasileira já garantiu sua quinta medalha de prata ou ouro na história da Liga das Nações. Depois do inicio perfeito na primeira etapa em Brasília e uma trajetória consistente até a final, agora resta o passo mais difícil e desejado: vencer a Turquia e transformar mais uma grande campanha no primeiro título brasileiro da VNL feminina.