Corte dos Esportes Corte dos Esportes
Início Atletismo Automobilismo Basquete Esportes Olímpicos Futebol Futebol Americano Futsal Handebol Lutas Skate Surf Vôlei Vôlei de Praia Tênis

Japão será adversário do Brasil na Copa após definição do Grupo F

Com empate entre Japão e Suécia e vitória da Holanda sobre a Tunísia, o Grupo F da Copa do Mundo de 2026 terminou com holandeses em primeiro, japoneses em segundo e suecos classificados como um dos melhores terceiros colocados.

Por Corte dos Esportes · 26/06/2026 · Categoria: Futebol

O caminho do Brasil no mata-mata da Copa do Mundo de 2026 está definido: a Seleção vai enfrentar o Japão na fase de 32 avos de final. A confirmação veio depois da rodada decisiva do Grupo F, que teve Japão 1 x 1 Suécia e Holanda 3 x 1 Tunísia. Com esses resultados, a Holanda terminou na liderança da chave, o Japão ficou em segundo lugar e a Suécia, mesmo em terceiro, também avançou como uma das melhores terceiras colocadas.

A definição tem impacto direto no Brasil porque o cruzamento do regulamento colocava o líder do Grupo C contra o segundo colocado do Grupo F. Como a Seleção havia garantido a primeira posição depois da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, restava apenas saber se o adversário brasileiro viria de Holanda, Japão ou Suécia. No fim, será o Japão, seleção invicta na chave e que chega ao mata-mata.

Depois de um primeiro tempo mais amarrado, o Japão abriu o placar no segundo tempo com Daizen Maeda, completando uma boa jogada coletiva iniciada por Ritsu Doan. A vantagem, porém, durou pouco. Seis minutos depois, Anthony Elanga empatou para a Suécia com finalização de esquerda e devolveu tensão ao grupo.

O Japão terminou a primeira fase sem derrota: empatou com a Holanda, goleou a Tunísia e voltou a empatar na rodada final. Foram cinco pontos, campanha suficiente para confirmar o segundo lugar do Grupo F e o confronto contra o Brasil. A Suécia, por sua vez, chegou a quatro pontos e garantiu vaga como terceira colocada, beneficiada pelo novo formato da Copa, que leva aos 32 avos os dois primeiros de cada grupo e os oito melhores terceiros.

Para o Brasil, o Japão representa um adversário de perfil claro: equipe organizada, leve, intensa na transição e com bom repertório técnico pelos lados. Não é uma seleção de camisa tão pesada quanto a Holanda, mas chega embalada por uma campanha consistente e pela confiança de ter sobrevivido a uma chave equilibrada. A Seleção Brasileira terá pela frente um rival que costuma competir bem em jogos grandes, sabe defender em bloco e tem velocidade para atacar espaços.

Holanda escapa do Brasil

No outro jogo decisivo do grupo, a Holanda confirmou o favoritismo e venceu a Tunísia por 3 a 1, em Kansas City. O time holandês largou na frente com um gol contra de Ellyes Skhiri, ampliou com Brian Brobbey e, depois de a Tunísia diminuir com Hazem Mastouri, fechou o placar com Jan Paul van Hecke. O resultado levou a Holanda aos sete pontos e garantiu a liderança do Grupo F.

A vitória teve peso duplo para os holandeses. Além de confirmar a classificação em primeiro lugar, evitou justamente o cruzamento com o Brasil. Pela montagem do chaveamento, a Holanda enfrentará Marrocos, segundo colocado do Grupo C, em outro confronto forte da fase de 32 avos. A partida opõe uma seleção europeia tradicional, três vezes vice-campeã mundial, a uma equipe marroquina que cresceu muito no cenário internacional nos últimos anos.

Esse desfecho confirma o peso que a chave tinha desde o sorteio. Reunia uma cabeça de chave europeia, uma seleção asiática em evolução, uma Suécia sempre competitiva e uma Tunísia que chegou com ambição, mas não conseguiu sustentar o nível defensivo. A leitura inicial do Grupo F já indicava um cenário aberto entre três seleções pela classificação, e a rodada final confirmou exatamente esse equilíbrio.

Como ficou o Grupo F da Copa do Mundo 2026

  • Holanda — 3 jogos, 7 pontos, saldo +6
  • Japão — 3 jogos, 5 pontos, saldo +4
  • Suécia — 3 jogos, 4 pontos, saldo 0
  • Tunísia — 3 jogos, 0 ponto, saldo -10

Com quatro pontos e saldo zerado, a Suécia garantiu vaga como uma das melhores terceiras colocadas. O empate contra o Japão foi suficiente para a seleção sueca seguir viva no Mundial.

Os confrontos definidos pelo cruzamento

  • Brasil x Japão
    O Brasil, líder do Grupo C, enfrenta o Japão, segundo colocado do Grupo F. O jogo reúne o peso histórico da Seleção Brasileira contra uma equipe japonesa invicta, disciplinada e acostumada a competir em ritmo alto.
  • Holanda x Marrocos
    A Holanda, líder do Grupo F, enfrenta Marrocos, segundo colocado do Grupo C. É um duelo com forte apelo técnico e simbólico, especialmente pela presença de muitos jogadores marroquinos com ligação direta ou indireta ao futebol holandês.
  • Suécia aguarda adversário
    A Suécia avançou como terceira colocada e ainda depende da configuração completa dos melhores terceiros para conhecer seu próximo rival. A vaga, porém, já muda a leitura da campanha sueca: depois de levar 5 a 1 da Holanda, a equipe conseguiu reagir no jogo certo e permanecer no torneio.

O que o Japão muda no caminho do Brasil

Enfrentar os japoneses muda o tom da preparação brasileira. Contra a Holanda, o Brasil teria um duelo de elite técnica e peso histórico imediato. Contra o Japão, a dificuldade é diferente: menos imposição física e mais mobilidade, compactação, disciplina coletiva e velocidade para explorar erros de passe.

A Seleção Brasileira chega ao mata-mata com confiança maior depois da atuação contra a Escócia. A vitória por 3 a 0 não apenas confirmou a primeira colocação, mas também deu sinais de evolução ofensiva, especialmente pela participação decisiva de Vinicius Jr. Ainda assim, a fase eliminatória reduz a margem de erro. Um jogo ruim pode encerrar a campanha.

Por isso, o duelo contra o Japão precisa ser tratado como confronto grande. O Brasil terá favoritismo natural pela tradição, pelo elenco e pelo peso da camisa, mas encontrará um adversário que saiu de um grupo forte sem perder. A Copa de 2026 já mostrou que o novo formato aumenta o número de sobreviventes e amplia as possibilidades de cruzamentos perigosos. Dentro da tabela e do chaveamento, terminar em primeiro ajudou o Brasil a controlar parte do caminho, mas não eliminou o risco de um mata-mata duro logo de cara.

A definição do Grupo F deixa o torneio mais claro. Holanda e Japão confirmaram as duas vagas diretas, Suécia sobreviveu como terceira força e Tunísia se despediu. Para o Brasil, o recado é objetivo: o primeiro objetivo foi cumprido com a liderança do Grupo C; agora, a Copa começa em outro ritmo, contra um Japão competitivo e invicto.