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Brasil no Mundial de Handebol de Praia 2026: campanha e os próximos jogos decisivos

Seleção feminina começou o Mundial com três vitórias, liderou o Grupo C, mas perdeu para as Filipinas no início da fase principal e agora tem duelos diretos contra Argentina e Dinamarca em Zagreb.

Por Corte dos Esportes · 25/06/2026 · Categoria: Handebol

O Brasil começou o Mundial de Handebol de Praia feminino de 2026 com autoridade, mas encontrou o primeiro grande alerta na fase principal. Depois de vencer os três jogos da etapa preliminar e avançar como líder do Grupo C, a seleção brasileira perdeu para as Filipinas por 2 a 1 nesta quinta-feira, 25 de junho, em Zagreb, na Croácia, e viu a briga por posição nas quartas de final ficar mais apertada.

A derrota não tira o Brasil da zona de classificação, mas muda o peso dos próximos compromissos. O time brasileiro ainda tem pela frente Argentina e Dinamarca, dois adversários diretos no Grupo II da fase principal. Como os quatro primeiros colocados de cada chave avançam às quartas, a seleção segue em boa condição, mas agora precisa reagir para evitar um cruzamento mais complicado no mata-mata. A competição reúne 16 seleções femininas e é disputada entre 23 e 28 de junho, às margens do Lago Jarun.

Campanha perfeita na primeira fase

O Brasil entrou no Mundial em um grupo pesado, ao lado de Noruega, Grécia e Estados Unidos. A chave foi tratada como um “grupo de campeãs” pela força histórica das seleções envolvidas, e a resposta brasileira foi forte desde a estreia.

No primeiro jogo, a seleção venceu a Noruega por 2 a 0, com parciais de 23 a 18 e 27 a 16. Foi uma atuação segura, especialmente pela capacidade de controlar o ritmo ofensivo e transformar ataques em pontuação alta. Beatriz Correia foi o grande nome da partida, com 28 pontos, mostrando desde a estreia que seria uma das principais referências brasileiras no torneio.

Na sequência, o Brasil teve o jogo mais duro da fase preliminar. Contra a Grécia, campeã mundial de 2018, a seleção saiu atrás ao perder o primeiro set por 20 a 16, reagiu com vitória por 23 a 12 no segundo e confirmou o triunfo no shoot-out, por 6 a 4. O 2 a 1 manteve a invencibilidade e deu ao time um resultado importante contra uma rival direta por vaga e pontuação carregada para a fase principal.

A classificação em primeiro lugar veio com domínio diante dos Estados Unidos. O Brasil venceu por 2 a 0, com parciais de 23 a 8 e 27 a 9, fechando o Grupo C com três vitórias em três jogos, seis sets vencidos e apenas um perdido. Beatriz Correia terminou a fase preliminar como maior pontuadora geral do torneio feminino, com 56 pontos, reforçando o protagonismo brasileiro na competição.

Antes do início do torneio, o Brasil já aparecia como uma das seleções de maior tradição na modalidade, e a largada confirmou esse status. A campanha inicial também reforçou o peso do confronto que o Corte dos Esportes já havia projetado na preparação para o Mundial de Handebol de Praia 2026, principalmente pelo nível dos adversários da chave brasileira.

Tropeço contra as Filipinas liga o alerta

O primeiro tropeço veio no início da fase principal. Diante das Filipinas, o Brasil até venceu o primeiro set com vantagem confortável, 26 a 14, mas deixou escapar o segundo por 23 a 22 e foi superado no shoot-out por 7 a 6. O resultado fechou a partida em 2 a 1 para as asiáticas.

A derrota chama atenção porque o Brasil terminou a partida com mais pontos totais: 54 contra 44. No handebol de praia, porém, o placar por sets é o que define o vencedor. Isso significa que dominar parte do jogo não basta se a equipe perde o controle nos momentos curtos de decisão, especialmente no segundo set apertado e no shoot-out.

O revés também muda o ambiente emocional da fase principal. O Brasil entrou nessa etapa carregando quatro pontos, por causa das vitórias sobre Grécia e Noruega na primeira fase, mas desperdiçou a chance de se isolar ainda mais na parte de cima. Agora, a seleção precisa responder rapidamente para proteger uma boa posição antes das quartas de final.

Classificação atualizada do Grupo II

  1. Dinamarca — 3 jogos, 3 vitórias, 0 derrotas, 6 pontos
  2. Brasil — 3 jogos, 2 vitórias, 1 derrota, 4 pontos
  3. Argentina — 3 jogos, 2 vitórias, 1 derrota, 4 pontos
  4. Grécia — 3 jogos, 1 vitória, 2 derrotas, 2 pontos
  5. Filipinas — 3 jogos, 1 vitória, 2 derrotas, 2 pontos
  6. Noruega — 3 jogos, 0 vitórias, 3 derrotas, 0 ponto

A tabela ainda coloca o Brasil em boa situação, mas o empate em pontos com a Argentina torna o clássico sul-americano ainda mais importante. Uma vitória brasileira pode encaminhar a classificação e manter a seleção na briga por uma posição mais alta. Uma nova derrota, por outro lado, colocaria pressão total no duelo contra a Dinamarca.

Próximos jogos do Brasil:

Brasil x Argentina
Data: quinta-feira, 25 de junho
Horário: 16h de Brasília
Local: Zagreb, Croácia
Transmissão: canal IHF Competitions, no YouTube, com possibilidade de geobloqueio conforme os direitos de transmissão por território

Dinamarca x Brasil
Data: sexta-feira, 26 de junho
Horário: 8h de Brasília
Local: Zagreb, Croácia
Transmissão: canal IHF Competitions, no YouTube, com possibilidade de geobloqueio conforme os direitos de transmissão por território

Os dois jogos são decisivos por motivos diferentes. Contra a Argentina, o Brasil enfrenta uma rival direta continental, atual campeã dos Jogos Mundiais e seleção que conhece muito bem o estilo brasileiro. Contra a Dinamarca, o desafio é medir forças com a líder do grupo, que chega com campanha perfeita e pode definir a primeira posição da chave.

O que o Brasil precisa ajustar

O principal ponto de atenção está na gestão dos momentos finais. A derrota para as Filipinas mostrou que consegue produzir volume ofensivo, mas precisa transformar essa superioridade em controle de set. Em partidas de handebol de praia, um detalhe no fim de uma parcial pode levar tudo para o shoot-out, onde o cenário fica mais imprevisível.

Mesmo com o tropeço, a campanha brasileira segue forte. Foram três vitórias na primeira fase, liderança do Grupo C, uma das principais pontuadoras da competição e posição de classificação na fase principal. O alerta existe, mas não apaga o bom início. O Mundial, agora, entra no trecho em que reputação pesa menos do que precisão.

O Brasil ainda tem um caminho claro até as quartas de final. Para isso, precisa transformar a derrota em ajuste imediato. A resposta contra Argentina e Dinamarca vai dizer se o tropeço diante das Filipinas foi apenas um susto no percurso ou o início de uma fase principal mais perigosa do que a largada perfeita fazia parecer.