O Brasil encerrou a segunda semana da Liga das Nações feminina de vôlei com uma campanha consistente, alto volume competitivo e uma derrota que tirou a invencibilidade, mas não abalou a posição da seleção entre as principais forças da competição. Depois de abrir a VNL com quatro vitórias na primeira semana em Brasília, a equipe comandada por José Roberto Guimarães voltou à quadra em Ancara, na Turquia, venceu três dos quatro jogos e terminou o segundo bloco em 2º lugar geral.
A campanha do Brasil na 2ª semana da VNL feminina
Começou com vitória segura sobre a França, o Brasil venceu por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/19 e 25/15. Ana Cristina foi a maior pontuadora da seleção, com 13 pontos, e Julia Bergmann também teve papel importante, com 11. O jogo marcou uma retomada positiva depois da etapa de Brasília e mostrou uma equipe capaz de controlar a partida mesmo quando encontrou resistência no início dos sets.
No dia seguinte, o desafio foi bem mais duro. Contra a Bélgica, o Brasil precisou buscar uma vitória no tie-break, em uma partida de oscilação, reação e força mental. A seleção venceu por 3 sets a 2, com parciais de 25/20, 22/25, 23/25, 25/22 e 15/13. Julia Bergmann foi a maior pontuadora brasileira, com 19 acertos, sendo 17 de ataque e 2 de bloqueio. Rosamaria marcou 13 pontos, e Helena entrou bem, somando energia e alternativas ofensivas em um jogo que exigiu muito do banco.
A melhor atuação coletiva da semana veio contra a China, o Brasil venceu por 3 sets a 1, com parciais de 26/24, 25/18, 19/25 e 25/15. Julia Bergmann voltou a liderar a pontuação brasileira, com 20 pontos, mas o grande símbolo da partida foi Luzia. Titular pela primeira vez nesta edição da VNL, a central marcou 12 pontos, sendo 10 em bloqueios, número raro em uma partida internacional de alto nível. A atuação da central mudou o jogo na rede e deu ao Brasil uma vitória de peso contra uma seleção tradicional.
A invencibilidade caiu no encerramento da etapa. A Alemanha venceu o Brasil por 3 sets a 2, com parciais de 26/24, 28/26, 15/25, 19/25 e 16/14. A seleção brasileira saiu atrás por 2 sets a 0, reagiu, empatou a partida e levou a decisão ao tie-break, mas acabou derrotada nos detalhes. Mesmo assim, Helena e Ana Cristina foram os destaques ofensivos do Brasil, com 21 pontos cada.
O que a segunda semana mostrou sobre a seleção
A etapa de Ancara reforçou que o Brasil tem uma campanha sustentada por profundidade de elenco. A equipe não dependeu de uma única referência ofensiva. Julia Bergmann assumiu protagonismo em jogos importantes, Ana Cristina manteve regularidade e Helena apareceu como peça decisiva quando acionada. No centro de rede, Julia Kudiess e Diana seguiram fortes, enquanto Luzia aproveitou a oportunidade contra a China e entrou de vez no radar da competição.
O Brasil também mostrou capacidade de competir em cenários diferentes. Contra a França, controlou o jogo em sets curtos. Contra a Bélgica, sobreviveu a uma partida longa e emocionalmente difícil. Contra a China, teve imposição no bloqueio e no saque. Contra a Alemanha, mesmo derrotado, conseguiu reagir depois de perder os dois primeiros sets e somou um ponto importante para a classificação.
Maiores pontuadoras do Brasil na VNL após a 2ª semana
- Julia Bergmann — 137 pontos
- Ana Cristina — 115 pontos
- Julia Kudiess — 94 pontos
- Tainara — 80 pontos
- Diana — 57 pontos
- Rosamaria — 34 pontos
- Helena — 31 pontos
- Luzia — 18 pontos
Julia Bergmann é o principal nome ofensivo do Brasil até aqui. A ponteira soma sendo 118 de ataque, 10 de bloqueio e 9 de saque. Ana Cristina aparece logo atrás entre as brasileiras, divididos em 95 de ataque, 9 de bloqueio e 11 de saque. No ranking geral da VNL, Bergmann aparece entre as maiores pontuadoras da competição, atrás de Kiera Van Ryk, Pauline Martin e Zhuang Yushan.
Principais bloqueadoras do Brasil:
- Julia Kudiess — 31 bloqueios
- Diana — 22 bloqueios
- Luzia — 12 bloqueios
- Julia Bergmann — 10 bloqueios
- Ana Cristina — 9 bloqueios
O bloqueio é um dos grandes fundamentos da campanha brasileira. Julia Kudiess aparece como a principal bloqueadora do Brasil e uma das melhores da VNL no fundamento, atrás apenas de Emily Maglio, do Canadá, que lidera com 32. Diana também está no grupo de elite, com 22 bloqueios, e Luzia entrou na lista com força depois da atuação dominante contra a China.
Destaques no saque e na armação
No saque, Ana Cristina lidera o Brasil com 11 aces, seguida por Julia Bergmann, com 9. Diana e Julia Kudiess aparecem com 8 aces cada, enquanto Tainara tem 7. Esse rendimento ajuda a explicar a capacidade brasileira de tirar adversárias do sistema, especialmente nos jogos contra França e China.
Entre as levantadoras, Macris é a brasileira mais bem colocada nas estatísticas da VNL, com 172 levantamentos bem-sucedidos. Roberta soma 81 no mesmo indicador. A alternância entre as duas também foi uma das marcas da segunda semana, com o Brasil buscando ajustar ritmo, distribuição e velocidade conforme o perfil de cada adversário.
Destaques gerais da competição após a 2ª semana
A segunda semana deixou a VNL feminina ainda mais equilibrada. Os Estados Unidos assumiram a liderança, empatados com o Brasil em vitórias e pontos, mas com melhor desempenho de sets. Itália, Polônia, Japão e Turquia seguem no bloco de cima, enquanto Canadá e China completam a zona de classificação direta para a fase final neste momento.
Individualmente, Kiera Van Ryk, do Canadá, é a maior pontuadora da VNL feminina, com 174 pontos, e também lidera o ranking de saques, com 17 aces. Pauline Martin, da Bélgica, aparece com 158 pontos. No bloqueio, Emily Maglio, também do Canadá, lidera com 32 pontos no fundamento, apenas um a mais que Julia Kudiess.
Classificação atualizada da VNL feminina:
- Estados Unidos — 7 vitórias, 1 derrota, 20 pontos
- Brasil — 7 vitórias, 1 derrota, 20 pontos
- Itália — 6 vitórias, 2 derrotas, 18 pontos
- Polônia — 6 vitórias, 2 derrotas, 17 pontos
- Japão — 6 vitórias, 2 derrotas, 16 pontos
- Turquia — 6 vitórias, 2 derrotas, 15 pontos
- Canadá — 5 vitórias, 3 derrotas, 15 pontos
- China — 5 vitórias, 3 derrotas, 14 pontos
- Países Baixos — 4 vitórias, 4 derrotas, 12 pontos
- Chéquia — 4 vitórias, 4 derrotas, 11 pontos
- Alemanha — 3 vitórias, 5 derrotas, 11 pontos
- Bélgica — 3 vitórias, 5 derrotas, 8 pontos
- Sérvia — 2 vitórias, 6 derrotas, 10 pontos
- Tailândia — 2 vitórias, 6 derrotas, 9 pontos
- Ucrânia — 2 vitórias, 6 derrotas, 6 pontos
- Bulgária — 2 vitórias, 6 derrotas, 5 pontos
- República Dominicana — 1 vitória, 7 derrotas, 5 pontos
- França — 1 vitória, 7 derrotas, 4 pontos
A classificação reforça a importância do número de vitórias como critério central da fase preliminar. Por isso, seleções como Sérvia e Tailândia aparecem atrás de equipes com menos pontos, mas com mais vitórias. Para o Brasil, o cenário é muito favorável: a seleção está no top 2, tem boa margem dentro da zona de classificação e ainda joga confrontos diretos na terceira semana.
Próxima fase do Brasil na VNL feminina
A terceira semana da seleção brasileira será disputada em Osaka, no Japão, entre 8 e 12 de julho. O Brasil terá uma sequência pesada, com Japão, Polônia, Tailândia e Estados Unidos. A etapa é decisiva para definir posicionamento, confiança e possíveis cruzamentos na fase final.
- Brasil x Japão
Data: quarta-feira, 8 de julho
Horário: 7h20 - Brasil x Polônia
Data: sexta-feira, 10 de julho
Horário: 7h20 - Brasil x Tailândia
Data: sábado, 11 de julho
Horário: 3h30 - Brasil x Estados Unidos
Data: domingo, 12 de julho
Horário: 0h
A fase final da VNL feminina será disputada em Macau, na China. As quartas de final estão marcadas para 22 e 23 de julho, as semifinais para 25 de julho, e a disputa do bronze e a final para 26 de julho. Pela regra da competição, os oito melhores times avançam à fase final, com vaga garantida para a seleção anfitriã.
O cenário do Brasil para a sequência
A seleção feminina chega à terceira semana em ótima condição competitiva. A derrota para a Alemanha tirou a campanha perfeita, mas também entregou um teste importante: a seleção mostrou força de reação, teve alternativas no banco e saiu de quadra com pontos claros de ajuste para a sequência.
A equipe de José Roberto Guimarães tem pontuação alta, protagonistas em diferentes fundamentos e uma briga interna saudável por espaço. Julia Bergmann é a referência ofensiva, Ana Cristina entrega regularidade, Julia Kudiess aparece como uma das grandes bloqueadoras da competição, Diana mantém presença forte no centro, e nomes como Helena, Rosamaria, Tainara e Luzia aumentam o leque de soluções.
A terceira semana será o grande filtro antes do mata-mata. Enfrentar Japão, Polônia e Estados Unidos, três seleções fortes no cenário mundial, dará ao Brasil uma medida mais exata do seu nível de atuação. Até aqui, a campanha é consistente, competitiva e coloca a seleção brasileira entre as candidatas a chegar à fase final.