Corte dos Esportes Corte dos Esportes
Início Atletismo Automobilismo Basquete Esportes Olímpicos Futebol Futebol Americano Futsal Handebol Lutas Skate Surf Vôlei Vôlei de Praia Tênis

Convocados da Argentina: Veja lista completa e destaques

Atual campeã Mundial, divulga lista dos 26 convocados com Messi liderando os nomes escolhidos por Scaloni.

Por Corte dos Esportes · 29/05/2026 · Categoria: futebol

A Argentina está convocada para defender o título mundial na Copa do Mundo de 2026. Lionel Scaloni fechou a lista de 26 jogadores com a base campeã no Catar, Lionel Messi como grande referência técnica e simbólica, além de nomes que representam a renovação albiceleste para o novo ciclo.

A convocação mistura experiência, continuidade e ajustes pontuais. Dibu Martínez segue como goleiro titular, Otamendi permanece como liderança defensiva, De Paul, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister sustentam o meio-campo, enquanto Messi, Lautaro Martínez e Julián Álvarez mantêm o peso ofensivo de uma seleção que chega novamente entre as favoritas.

A lista também mostra um movimento importante para o futuro. Valentín Barco, Nicolás Paz, Giuliano Simeone e José López aparecem como nomes capazes de ampliar repertório, dar energia ao elenco e reduzir a dependência da geração campeã de 2022. Ela não chega à Copa apenas tentando repetir o passado; chega tentando estender uma era vencedora.

Argentina chega como atual campeã mundial

A convocação tem um peso diferente porque parte de um ponto raro: a seleção entra no Mundial de 2026 como atual campeã. O título conquistado no Catar, em 2022, encerrou uma espera de 36 anos e colocou Messi definitivamente no centro da história da Argentina nas Copas do Mundo, ao lado das gerações de 1978 e 1986.

Scaloni manteve parte importante desse grupo. A base emocional e competitiva continua presente, mas a lista também deixa claro que o treinador precisou fazer escolhas duras. Ángel Di María já havia se despedido da seleção após a Copa América de 2024, enquanto nomes como Marcos Acuña e Paulo Dybala ficaram fora da relação final.

O grande símbolo da convocação, naturalmente, é Messi. Aos 38 anos, o camisa 10 vai para sua sexta Copa do Mundo, algo que reforça a dimensão histórica de sua carreira. Mesmo em uma seleção mais coletiva e madura, a presença dele muda o peso em qualquer cenário, especialmente por tudo que sua trajetória representa na história que construiu dentro do esporte.

Como foi a composição da lista

A Argentina vai ao Mundial com uma distribuição equilibrada entre setores. Scaloni chamou três goleiros, oito defensores, sete meio-campistas e oito atacantes. A lista preserva a espinha dorsal campeã, mas abre espaço para jogadores mais jovens e peças de características diferentes.

O Atlético de Madrid é o clube com maior presença na convocação. Juan Musso, Nahuel Molina, Thiago Almada, Nicolás González, Giuliano Simeone e Julián Álvarez aparecem na lista, formando um bloco importante da Argentina no futebol espanhol.

O Olympique de Marselha também aparece como time fornecedor, com Gerónimo Rulli, Leonardo Balerdi e Facundo Medina. Já o Inter Miami aparece com Messi e Rodrigo De Paul, dois nomes centrais para a estrutura emocional e competitiva da equipe.

A Premier League segue forte no núcleo argentino, com Dibu Martínez no Aston Villa, Lisandro Martínez no Manchester United, Cuti Romero no Tottenham, Enzo Fernández no Chelsea e Alexis Mac Allister no Liverpool. É uma convocação espalhada por ligas de alto nível, mas com um detalhe importante: a Argentina chega com muitos jogadores já acostumados ao ambiente da seleção.

A lista completa para a busca do Tetra Campeonato

Goleiros

• Emiliano Martínez — Aston Villa

• Gerónimo Rulli — Olympique de Marselha

• Juan Musso — Atlético de Madrid

Defensores

• Gonzalo Montiel — River Plate

• Nahuel Molina — Atlético de Madrid

• Lisandro Martínez — Manchester United

• Leonardo Balerdi — Olympique de Marselha

• Nicolás Otamendi — Benfica

• Cristian Romero — Tottenham

• Facundo Medina — Olympique de Marselha

• Nicolás Tagliafico — Lyon

Meio-campistas

• Leandro Paredes — Boca Juniors

• Rodrigo De Paul — Inter Miami

• Exequiel Palacios — Bayer Leverkusen

• Enzo Fernández — Chelsea

• Alexis Mac Allister — Liverpool

• Valentín Barco — Strasbourg

• Giovani Lo Celso — Real Betis

• Nicolás Paz — Como

Atacantes

• Lionel Messi — Inter Miami

• Thiago Almada — Atlético de Madrid

• Nicolás González — Atlético de Madrid

• Giuliano Simeone — Atlético de Madrid

• Julián Álvarez — Atlético de Madrid

• Lautaro Martínez — Inter de Milão

• José López — Palmeiras

Goleiros: Dibu segue como dono da posição

A convocação não traz mistério no gol. Emiliano Martínez segue como titular absoluto e um dos pilares da era Scaloni. O goleiro do Aston Villa foi decisivo na Copa de 2022, especialmente nos pênaltis e em momentos de pressão, e chega a 2026 como uma das maiores lideranças da seleção.

Gerónimo Rulli e Juan Musso completam o setor. Rulli oferece experiência internacional e vivência em competições europeias, enquanto Musso aparece como alternativa segura dentro de um elenco que não deve mudar a hierarquia da posição durante o torneio.

Defesa: experiência, força física e dúvidas na lateral

A defesa argentina mantém nomes importantes do ciclo campeão. Cuti Romero segue como zagueiro de imposição, agressividade e liderança técnica. Otamendi, mesmo veterano, continua como referência de experiência e comando dentro da área.

Lisandro Martínez amplia as opções pela esquerda da defesa, enquanto Leonardo Balerdi e Facundo Medina dão alternativas para diferentes formatos. A presença de Medina também ajuda Scaloni a compensar a ausência de Marcos Acuña, já que o jogador pode atuar em funções mais abertas pela esquerda.

Nas laterais, Nahuel Molina e Gonzalo Montiel oferecem caminhos diferentes pela direita. Molina tende a dar mais profundidade e volume ofensivo, enquanto Montiel carrega experiência de jogos grandes e memória decisiva, inclusive pelo pênalti que confirmou o título mundial de 2022.

Pela esquerda, Nicolás Tagliafico aparece como o lateral mais natural da lista. Valentín Barco, embora listado no meio-campo, também pode ser peça importante para dar saída, profundidade e qualidade técnica no setor.

Meio-campo: o coração da Argentina de Scaloni

Rodrigo De Paul, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister formam a base mais forte do setor, com combinação de intensidade, passe, chegada e leitura tática.

De Paul continua sendo um jogador de equilíbrio emocional e físico. É o meio-campista que pressiona, cobre espaço, protege Messi e dá energia ao time. Enzo Fernández oferece condução, passe vertical e capacidade de organizar a saída. Mac Allister completa o setor com inteligência, chegada na área e boa tomada de decisão.

Leandro Paredes retorna como opção de controle e passe longo. Exequiel Palacios amplia o repertório com intensidade e chegada de segunda linha. Giovani Lo Celso, que ficou fora da Copa de 2022 por lesão, ganha uma nova chance em Mundial e pode ser peça importante para jogos em que a Argentina precise de mais criatividade por dentro.

Nicolás Paz é uma das novidades mais interessantes da lista. Jovem, técnico e com boa capacidade de jogar entre linhas, ele representa uma Argentina que já começa a olhar além da geração campeã.

Ataque: Messi, Lautaro, Julián e novas alternativas

Messi segue como nome central. Mesmo sem a mesma explosão física dos anos anteriores, continua sendo o jogador mais capaz de mudar uma partida com passe, bola parada, finalização ou leitura de espaço.

Lautaro Martínez e Julián Álvarez dão a Scaloni duas opções de altíssimo nível para o comando ofensivo. Lautaro é mais referência de área, agressivo na finalização e forte na pressão. Julián entrega mobilidade, intensidade, associação com Messi e capacidade de atuar em diferentes zonas do ataque.

Thiago Almada aparece como alternativa criativa, com boa condução e capacidade de acelerar por dentro. Nicolás González e Giuliano Simeone dão força pelos lados, recomposição e profundidade. Flaco López, do Palmeiras, surge como novidade de peso para o público brasileiro e oferece uma opção de centroavante diferente dentro do elenco.

A ausência de Dybala deixa claro que Scaloni preferiu equilíbrio físico, versatilidade e encaixe coletivo. A Argentina não levou apenas nomes conhecidos; levou jogadores que se encaixam no plano do treinador.

Calendário da Argentina na fase de grupos

A seleção está no Grupo J. A estreia será contra a Argélia, em Kansas City. Depois, a seleção encara Áustria e Jordânia em Dallas.

É um grupo em que a Argentina entra como favorita, mas com perfis diferentes de adversários.

O que a convocação mostra sobre a Argentina

A lista de Scaloni mostra uma seleção que não rompeu com sua era vencedora. Pelo contrário: manteve o núcleo campeão e adicionou peças para sustentar o nível físico e técnico em uma Copa maior, mais longa e mais exigente.

No cenário das grandes seleções, a convocação argentina também entra em comparação direta com outras favoritas já definidas, como a convocação do Brasil feita por Carlo Ancelotti e a lista de convocados da França de Didier Deschamps. São elencos que ajudam a medir o peso da Argentina na briga pelo título.

O grande desafio será administrar idade, desgaste e expectativa. A Argentina entra em 2026 com o peso de atual campeã, com Messi em provável última Copa e com uma geração tentando provar que o título de 2022 não foi o ponto final, mas parte de um ciclo ainda vivo.

Essa convocação reforça exatamente isso: chega para defender a coroa, mas também para preparar a transição. Entre campeões do mundo, jovens em ascensão e jogadores de função bem definida, Scaloni montou uma lista com cara de continuidade, ambição e responsabilidade histórica.