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Corinthians vence Rosario Central e avança às quartas da Libertadores

Breno Bidon marca o único gol da partida na Neo Química Arena e confirma a classificação, mesmo com a expulsão de Raniele no segundo tempo, o Timão resiste à pressão argentina, volta às quartas da Libertadores pela primeira vez desde 2022.

Por Corte dos Esportes · 21/08/2026 · Categoria: Futebol

O Corinthians está novamente entre os oito melhores da América do Sul. Depois de quatro anos, o clube paulista voltou às quartas de final da Copa Libertadores ao vencer o Rosario Central por 1 a 0 na noite de quinta-feira, 20 de agosto de 2026.

O gol que decidiu uma eliminatória de 180 minutos extremamente equilibrada saiu aos 34 minutos do segundo tempo. Memphis Depay, que havia acabado de voltar ao time depois de 85 dias sem atuar, cobrou falta pela esquerda, e Breno Bidon se antecipou na primeira trave para desviar e marcar.

O lance ganhou ainda mais peso pelas circunstâncias. Raniele havia sido expulso aos 12 minutos da etapa final, deixando o Corinthians com dez jogadores justamente quando o Rosario Central começava a aumentar a pressão.

Mesmo em inferioridade numérica, o Timão encontrou o gol. Depois, resistiu.

A classificação leva o Corinthians às quartas da Libertadores pela sexta vez em sua história.

E o próximo adversário já está definido, agora enfrentará outro argentino, o Estudiantes de La Plata, tetracampeão da Libertadores, com o primeiro jogo na Argentina e a decisão da vaga na Neo Química Arena.

Primeiro tempo mantém o equilíbrio da eliminatória

Corinthians e Rosario Central chegaram a São Paulo exatamente como haviam deixado a Argentina: separados por praticamente nada.

O 0 a 0 no Gigante de Arroyito havia transformado o duelo da Neo Química Arena em uma decisão em detalhes.

Quem vencesse avançaria. Um novo empate levaria a disputa para os pênaltis.

O Corinthians tentou assumir mais iniciativa no começo da partida, mas encontrou novamente um Rosario Central compacto e difícil de ser superado.

A equipe argentina havia construído boa parte de sua campanha justamente sobre a força defensiva. Na fase de grupos, sofreu apenas um gol em seis partidas.

Do outro lado, o Corinthians também tinha razões para confiar em sua defesa.

Na ida, em Rosário, o time de Fernando Diniz havia sobrevivido a 16 finalizações e 12 escanteios do adversário. Mesmo depois da expulsão de Allan, conseguiu sustentar o 0 a 0, com Hugo Souza participando diretamente no resultado.

O roteiro da volta manteve a tensão. O Corinthians teve mais presença ofensiva em alguns momentos, mas não conseguiu transformar a iniciativa em vantagem antes do intervalo.

O primeiro tempo terminou como toda a partida de ida: 0 a 0.

Expulsão e situação tensa na Neo Quimica

A eliminatória mudou aos 12 minutos do segundo tempo. Raniele atingiu Enzo Copetti em uma disputa e recebeu cartão vermelho depois da análise do lance.

Era uma situação especialmente preocupante porque o time já havia experimentado exatamente o mesmo problema na Argentina.

No primeiro confronto, Allan foi expulso aos 34 minutos da segunda etapa. Na volta, outro volante deixava o campo antes do fim.

A consequência foi imediata. O adversário argentino passou a encontrar mais campo.

Copetti teve uma das grandes oportunidades da noite depois da expulsão. O atacante ganhou a disputa com Gabriel Paulista, avançou diante de Hugo Souza e finalizou para fora.

Era o tipo de oportunidade que poderia alterar completamente a eliminatória. O Rosario desperdiçou.

Poucos minutos depois, Fernando Diniz colocou em campo o jogador que mudaria o destino do Corinthians.

O retorno depois de 85 dias

Memphis Depay começou a partida no banco. Era uma escolha coerente com a situação física do atacante, que não atuava havia quase 3 meses e tinha atravessado um período de indefinição contratual antes da renovação de contrato.

Aos 24 minutos do segundo tempo, Fernando Diniz decidiu utilizá-lo. Pedro Raul saiu, Memphis entrou.

O retorno aconteceu em uma situação pouco confortável.

O Rosario Central sabia que qualquer gol praticamente obrigaria o time brasileiro a marcar duas vezes para evitar a eliminação.

Memphis, porém, precisou de poucos minutos para interferir diretamente no confronto.

Aos 34, o Corinthians conseguiu uma falta pelo lado esquerdo. O holandês assumiu a cobrança e Breno Bidon decidiu a classificação.

O gol teve enorme peso porque mudou completamente a obrigação das equipes.

Com o placar, o Corinthians avançava. O Rosario Central precisava empatar para levar a definição aos pênaltis.

Bidon, que já vinha sendo uma das peças mais importantes do meio-campo de Fernando Diniz, transformou-se no personagem da classificação.

A jogada também marcou o retorno de Memphis. O atacante não precisava estar fisicamente pronto para 90 minutos, precisava participar do momento certo e participou.

Veja os melhores momentos da partida abaixo:

Mas a vantagem não encerrou o drama.

O Rosario Central avançou suas linhas e passou a apostar ainda mais nas bolas levantadas para a área.

Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu precisaram aumentar o volume defensivo enquanto o meio-campo tentava fechar os espaços deixados pela expulsão.

Nos minutos finais, Alan Rodríguez ainda acertou a trave e esteve perto de levar a decisão para os pênaltis.

O Corinthians sobreviveu e protegeu o 1 a 0 até o apito final.

Depois de 180 minutos e apenas um gol marcado entre as equipes, a diferença da eliminatória ficou concentrada em poucos segundos.

A classificação encerra uma espera que começou em 2022.

Naquela temporada, o Corinthians também chegou às quartas da Libertadores, mas foi eliminado pelo Flamengo.

O clube possui uma das conquistas mais emblemáticas entre os brasileiros — o título invicto de 2012 —, mas chegar repetidamente às fases finais nunca foi algo automático em sua trajetória continental.

Por isso, a classificação diante do Rosario possui um peso que vai além de uma única temporada.

A atual campanha também tem características próprias.

O Corinthians chegou à Libertadores como campeão da Copa do Brasil de 2025 e começou a fase de grupos já sob o comando de Fernando Diniz.

Terminou o Grupo E na liderança com 11 pontos. Foram três vitórias, dois empates e uma derrota, com oito gols marcados e quatro sofridos.

Fernando Diniz volta às quartas de final

A classificação também representa mais um capítulo continental para o técnico corintiano.

O treinador assumiu o Corinthians pouco antes da fase de grupos da Libertadores.

Chegou ao clube já carregando uma conquista importante na competição: foi campeão da América pelo Fluminense em 2023 e conquistou a Recopa Sul-Americana no ano seguinte.

No Corinthians, precisou construir uma campanha com características diferentes, mas já com a experiência de conhecer os caminhos para a conquista da Glória Eterna.

Corinthians decidirá vaga em casa

A configuração do chaveamento também oferece um detalhe importante para o Timão.

O primeiro confronto será disputado em La Plata. A decisão acontecerá na Neo Química Arena.

As quartas da Libertadores estão previstas para setembro:

  • Jogos de ida: 8 a 10 de setembro
  • Jogos de volta: 15 a 17 de setembro.

A Conmebol ainda precisa confirmar o dia e o horário específicos das partidas.

A vantagem de decidir diante da torcida foi construída pela campanha corintiana na fase de grupos.

A partir das quartas, essa história passa a fazer parte diretamente do caminho corintiano.

A classificação do Corinthians também amplia a presença brasileira nas quartas de final da Libertadores de 2026.

Um dia antes, o seu maior rival, Palmeiras venceu o Cerro Porteño por 1 a 0 em Assunção, fechou o confronto em 2 a 1 no agregado e alcançou as quartas pela 14ª vez em sua história.

O Flamengo também confirmou presença entre os oito melhores ao vencer o Cruzeiro por 2 a 1 no Maracanã e fechar a eliminatória em 3 a 2 no placar agregado. Arrascaeta e Samuel Lino marcaram os gols rubro-negros na partida decisiva.

Corinthians volta a uma fase que conhece mas raramente frequenta

A classificação sobre o Rosario Central possui uma característica diferente das vagas de clubes que se acostumaram a chegar praticamente todos os anos às fases finais.

Para o Corinthians, estar nas quartas ainda é um acontecimento historicamente importante.

É apenas a sexta vez.

  • Em 1996, parou no Grêmio.
  • Em 1999, caiu nos pênaltis para o Palmeiras.
  • Em 2000, eliminou o Atlético-MG e chegou à semifinal.
  • Em 2012, passou pelo Vasco e seguiu até levantar a taça.
  • Em 2022, foi eliminado pelo Flamengo.
  • Em 2026, o próximo capítulo será contra o Estudiantes.

Existe, portanto, uma história ainda relativamente curta nessa fase.

Mas há uma lembrança que muda completamente o peso dessa lista. Na única vez em que o Corinthians passou das quartas e conseguiu sobreviver a todo o caminho restante, terminou campeão. Foi em 2012.

Quatorze anos depois, o Timão volta a entrar entre os oito melhores sustentado por uma classificação que teve mais resistência do que brilho, mais tensão do que domínio e apenas um gol em 180 minutos.

Mas mata-mata não exige goleada. Exige sobrevivência.

E, pela sexta vez em sua história, está nas quartas de final da Copa Libertadores.