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Elite16 de Montréal 2026 fecha temporada com ouro de Thâmela e Vic e prata de André e Renato

Última etapa Elite do Beach Pro Tour deste ano terminou com o melhor desempenho brasileiro do ano na categoria: campeãs no feminino, enquanto no masculino uma campanha que saiu do qualifying para conquistar a prata.

Por Corte dos Esportes · 24/08/2026 · Categoria: Volei de Praia

O Elite16 de Montréal de 2026 encerrou a sequência de torneios da principal categoria do Volleyball World Beach Pro Tour com uma atuação de peso do Brasil. Disputada entre 19 e 23 de agosto, no Canadá, a oitava e última etapa Elite da temporada teve duas duplas brasileiras no pódio. Foi a primeira vez em 2026 que o país colocou duas duplas no pódio de uma mesma etapa Elite.

A passagem por Montréal teve um peso especial justamente por fechar o calendário dos eventos Elite. Isso não significou o encerramento completo do Beach Pro Tour 2026: depois da competição canadense, o circuito ainda tinha seis torneios da categoria Futures previstos.

A campanha de Thâmela e Vic até a final

A trajetória das brasileiras em Montréal foi marcada por jogos equilibrados, cinco confrontos decididos no tie-break e uma revanche decisiva na semifinal.

  • Fase de grupos — Thâmela/Vic 2 x 1 Monika Paulikiene/Aine Raupelyte
    Na estreia da chave principal, as brasileiras superaram a dupla da Lituânia em três sets.
  • Fase de grupos — Thâmela/Vic 2 x 1 Ana Patrícia/Carol Horta
    No confronto brasileiro, Thâmela e Vic venceram por 21/13, 26/28 e 15/9.
  • Fase de grupos — Melissa/Brandie 2 x 0 Thâmela/Vic
    A única derrota da dupla na competição aconteceu diante das canadenses Melissa Humana-Paredes e Brandie Wilkerson, por 21/13 e 21/18. Com o resultado, Thâmela e Vic terminaram o Grupo A na segunda colocação, com duas vitórias em três partidas.
  • Quartas de final — Thâmela/Vic 2 x 1 Julia Donlin/Lexy Denaburg
    Contra as norte-americanas, mais um jogo decidido no detalhe. As brasileiras venceram o primeiro set por 21/17, perderam o segundo por 21/13 e garantiram a classificação com 18/16 no tie-break.
  • Semifinal — Thâmela/Vic 2 x 1 Melissa/Brandie
    A semifinal trouxe a revanche contra as canadenses. Melissa e Brandie abriram 21/19, mas Thâmela e Vic reagiram com 22/20 e dominaram o tie-break por 15/7, garantindo a vaga na final do Elite16 de Montréal.

Final teve nova virada

A decisão feminina repetiu o roteiro de resistência que marcou a semana brasileira. As norte-americanas Kristen Cruz e Taryn Brasher ganharam o primeiro set por 21/19, mas Thâmela e Vic empataram com 21/18 e confirmaram o título com 15/12 no tie-break.

O ouro encerrou um intervalo superior a um ano sem títulos da parceria no Beach Pro Tour. A conquista anterior havia acontecido em Ostrava, em junho de 2025. Em 2026, antes de Montréal, o melhor resultado da dupla nos eventos do circuito havia sido justamente um bronze no em Ostrava.

Com Montréal, Thâmela e Vic chegaram a dez medalhas em 25 participações no Beach Pro Tour como dupla: quatro ouros, duas pratas e quatro bronzes. Naquele momento da temporada, apareciam na segunda colocação do ranking mundial, atrás justamente de outra parceria brasileira, Carol Solberg e Rebecca Cavalcanti.

Pódio feminino:

  1. Thâmela/Victoria, Brasil — ouro
  2. Cruz/Brasher, Estados Unidos — prata
  3. Melissa/Brandie, Canadá — bronze
  4. Müller/Tillmann, Alemanha
  5. Carol/Rebecca, Brasil

Ana Patrícia/Carol Horta e Verena/Thainara terminaram empatadas na 13ª posição. As duas parcerias disputaram a fase de grupos da chave principal, mas não avançaram ao mata-mata.

Do qualifying a medalha de prata

No masculino, a grande campanha brasileira ficou por conta de André Stein e Renato Lima. A dupla começou a etapa no qualifying e acumulou sete vitórias em cinco dias para chegar à decisão. Até então, os brasileiros ainda não tinham conquistado uma medalha internacional juntos.

Depois de avançarem à chave principal, André e Renato terminaram em primeiro lugar no Grupo D. Foram três vitórias em três partidas, seis sets vencidos e apenas um perdido.

O desempenho colocou André e Renato diretamente entre as principais duplas do mata-mata. Na semifinal, eles enfrentaram os canadenses Sam Schachter e Jonathan Pickett e venceram por 2 sets a 1, garantindo a vaga na final.

O último obstáculo era um dos maiores possíveis no vôlei de praia mundial: Anders Mol e Christian Sørum. Os noruegueses confirmaram o título com vitória por 2 sets a 0, parciais de 21/16 e 21/18. Mesmo sem o ouro, a prata representou a primeira medalha internacional de André e Renato desde a formação da parceria.

Pódio masculino:

  1. Anders Mol/Christian Sørum, Noruega — ouro
  2. André/Renato, Brasil — prata
  3. Schachter/Pickett, Canadá — bronze
  4. Hendrik Mol/Berntsen, Noruega

Como foi a temporada do Brasil no Elite16 em 2026

As duplas brasileiras subiram ao pódio em sete das oito etapas e encerrou a temporada da categoria com oito medalhas. A única parada sem medalha brasileira foi Saquarema. O melhor desempenho coletivo veio justamente em Montréal, com duas duplas brasileiras entre as três primeiras.

  • 8 medalhas no total
  • 2 ouros
  • 3 pratas
  • 3 bronzes

Medalhas brasileiras:

  • João Pessoa — prata: Duda/Ana Patrícia
  • Brasília — ouro: Carol/Rebecca
  • Ostrava — bronze: Thâmela/Vic
  • Gstaad — bronze: Evandro/Arthur Lanci
  • Rio de Janeiro — prata: Carol/Rebecca
  • Hamburgo — bronze: Carol/Rebecca
  • Montréal — ouro: Thâmela/Vic; prata: André/Renato

País com mais medalhas no Elite16 em 2026

Considerando as oito etapas Elite e somando os pódios masculino e feminino, os Estados Unidos terminaram a temporada como o país com mais medalhas: foram 11 no total. O Brasil aparece logo atrás, com oito.

  • Estados Unidos — 11 medalhas: 3 ouros, 3 pratas e 5 bronzes
  • Brasil — 8 medalhas: 2 ouros, 3 pratas e 3 bronzes
  • Letônia — 5 medalhas: 1 ouro, 1 prata e 3 bronzes
  • Suécia — 4 medalhas: 3 ouros e 1 prata
  • Canadá — 4 medalhas: 1 ouro, 1 prata e 2 bronzes
  • Países Baixos — 4 medalhas: 2 ouros, 1 prata e 1 bronze
  • Noruega — 3 medalhas: 2 ouros e 1 prata
  • França — 3 medalhas: 2 pratas e 1 bronze
  • Suíça — 2 medalhas: 2 ouros

Assim, o Elite16 de Montréal de 2026 não ficou marcado apenas como a última grande etapa do calendário Elite. Para o vôlei de praia brasileiro, tornou-se também o torneio que produziu o melhor desempenho conjunto do país naquele nível durante o ano: ouro de Thâmela e Victoria, prata de André e Renato, Carol e Rebecca entre as cinco melhores e duas duplas brasileiras ocupando as posições mais altas do ranking mundial feminino no momento em que a temporada Elite chegou ao fim.