O Circuito Mundial chega à Europa com uma das etapas mais tradicionais do calendário. O Elite16 de Ostrava, na República Tcheca, será disputado de 27 a 31 de maio e reúne algumas das principais duplas do mundo no feminino e no masculino, em uma arena conhecida pelo ambiente diferente, montada em uma antiga área industrial.
Depois de três etapas Elite em solo brasileiro na temporada, o torneio em Ostrava abre uma nova fase do circuito em 2026. Para o Brasil, a competição tem peso especial. Thâmela e Vic voltam ao palco onde foram campeãs em 2025, Carol Solberg e Rebecca chegam como uma das duplas mais fortes do ano, e o masculino conta com nomes consolidados como Evandro/Arthur Lanci e André/Renato.
Como funciona o Elite16 de Ostrava
A etapa começa com o qualifying, no qual duplas buscam vaga no torneio principal. Depois, a fase principal reúne 24 duplas em cada modalidade, divididas em seis grupos com quatro equipes.
Na primeira fase, as duplas jogam dentro de seus grupos. Avançam às oitavas os dois primeiros colocados de cada chave e os dois melhores terceiros colocados no geral. As outras quatro duplas que terminarem em terceiro disputam uma repescagem por mais duas vagas nas oitavas.
Duplas brasileiras em Ostrava
O Brasil chega com presença relevante na etapa. A lista brasileira tem duplas já estabelecidas no torneio principal e Arthur/Adrielson começando pelo qualifying.
Feminino
• Thâmela/Victoria
• Carol Solberg/Rebecca
Masculino
• Evandro/Arthur Lanci
• André/Renato
• Arthur/Adrielson
Arthur e Adrielson começaram no qualifying e abriram a etapa com vitória sobre os portugueses Pedrosa/Campos. O resultado colocou a dupla em boa posição para buscar sequência no torneio principal e amplia o número de brasileiros vivos na disputa.
Thâmela e Vic defendem título em palco especial
Campeãs em Ostrava em 2025, elas voltam ao torneio com memória positiva e conhecimento das características da arena. A quadra tcheca costuma ter uma atmosfera própria, com areia mais fria e um ambiente diferente das etapas brasileiras.
Esse detalhe pode parecer pequeno, mas no vôlei de praia faz diferença. Temperatura da areia, vento, iluminação e resposta da quadra interferem no salto, no deslocamento defensivo, no saque e até na preparação física antes de cada partida.
A defesa do título também muda o peso emocional. Thâmela e Vic não chegam apenas como mais uma dupla brasileira. Chegam como campeãs do torneio, com adversárias estudando seu jogo e com expectativa de nova campanha forte.
Carol e Rebecca chegam como candidatas reais
O título em Brasília reforçou a dupla como uma das principais forças brasileiras no circuito e recolocou o Brasil no centro da disputa feminina.
A parceria tem uma combinação interessante: Carol oferece liderança, leitura e experiência; Rebecca entrega potência, bloqueio e presença física. Em torneios Elite16, esse equilíbrio costuma ser decisivo, porque a disputa exige variação de plano de jogo.
Entre as principais adversárias do feminino estão duplas como Tina/Anastasija, da Letônia, Brunner/Hüberli, da Suíça, Melissa/Brandie, do Canadá, Cheng/Kraft, dos Estados Unidos.
Para o Brasil, o objetivo mínimo é colocar suas duplas no mata-mata. A partir daí, a experiência recente de Thâmela/Vic e Carol/Rebecca pode pesar bastante.
Masculino tem chave forte e suecos como referência
A dupla sueca Åhman/Hellvig aparece como uma das principais referências do torneio, pelo histórico recente, pela velocidade de jogo e pela capacidade de acelerar o ataque com combinações pouco convencionais.
Cherif/Ahmed, do Catar, também entra entre os nomes mais fortes, assim como Plavins/Fokerots, da Letônia, Hölting Nilsson/Andersson, da Suécia e Trousil/Schweiner, representantes da casa.
Para o Brasil, Evandro/Arthur Lanci têm o caminho mais forte em termos de protagonismo. A dupla já mostrou capacidade de competir por pódio em nível Elite e chega com repertório para enfrentar qualquer adversário. André/Renato aparecem como uma dupla que pode crescer na competição se passar bem pela fase de grupos.
Transmissão do Elite16 de Ostrava
Terá transmissão pela VBTV, plataforma oficial da Volleyball World. A cobertura inclui jogos ao vivo e conteúdos do Beach Pro Tour, com partidas da fase de grupos, mata-mata e decisões.
Como a etapa é disputada na República Tcheca, os horários dos jogos podem cair em faixas mais cedo para o público brasileiro.
Por que Ostrava é uma etapa importante
O peso no calendário marca a transição da temporada para a perna europeia. Depois das etapas no Brasil, o circuito entra em um ambiente diferente, com clima, torcida e condições de jogo que mudam a leitura das duplas.
Depois de etapas importantes em solo brasileiro, Ostrava marca a chegada do circuito à Europa. Em João Pessoa, a temporada ganhou ritmo com a etapa terminou com títulos de EUA e Suécia e impacto na classificação geral do Circuito Mundial. Em Brasília, o Brasil saiu fortalecido com o ouro de Carol e Rebecca, resultado que reforçou o peso das duplas brasileiras antes da sequência internacional.
A etapa também ajuda a medir o momento das principais parcerias antes de outras paradas fortes do Beach Pro Tour. Para o Brasil, é oportunidade de confirmar que os bons resultados em casa não foram apenas efeito do ambiente favorável. Vencer ou ir longe em Ostrava tem valor porque significa competir bem fora, contra rivais diretas e em um torneio de altíssimo nível.
Essa força internacional mantém o vôlei de praia como uma das modalidades mais importantes do esporte brasileiro. A tradição se conecta à história das medalhas olímpicas, em que a praia sempre teve papel central na construção de prestígio, títulos e identificação com o torcedor.
Brasil mira pódio em etapa de elite
O caminho, porém, não será simples. O Elite16 reúne as melhores duplas disponíveis do circuito, e o nível de equilíbrio é alto. Em uma competição desse formato, detalhes como saque, virada de bola, defesa de transição e controle emocional nos pontos finais podem separar uma campanha curta de uma disputa por medalha.
Ostrava, portanto, não é apenas mais uma etapa. É um teste internacional forte para as duplas brasileiras, uma vitrine da elite mundial do vôlei de praia e um torneio que pode indicar quem chega mais preparado para a sequência da temporada.