Corte dos Esportes
Início Atletismo Automobilismo Basquete Esportes Olímpicos Futebol Futebol Americano Futsal Handebol Lutas Skate Surf Vôlei Vôlei de Praia Tênis

Fiji Pro volta com zebras no feminino em Cloudbreak e swell gigante entra no radar da WSL

Depois de uma sequência de paralisações e dayoff, o Championship Tour voltou à água para uma sessão curta e exclusivamente feminina, com as quartas de final definidas e cinco brasileiros aguardando o Round 3 masculino, a próxima chamada será na quarta-feira em Fiji, quando a previsão aponta a chegada do maior swell da janela do evento.

Por Corte dos Esportes · 31/08/2026 · Categoria: Surf

O Fiji Pro 2026 entrou em sua fase decisiva com uma mudança importante no cenário do campeonato. Depois de um lay day e de uma nova paralisação causada pelas condições de vento, Cloudbreak voltou a receber competição neste domingo, 30 de agosto no horário de Brasília, mas apenas quatro baterias foram disputadas. Todas eram do Round 2 feminino.

A sessão foi suficiente para produzir duas das maiores zebras da etapa: a líder do ranking Gabriela Bryan perdeu para Yolanda Hopkins, enquanto Molly Picklum, atual campeã mundial e vencedora em Cloudbreak na temporada passada, foi eliminada por Brisa Hennessy. A organização encerrou o dia após completar o Round 2 feminino e, posteriormente, descartou a competição na terça-feira local, segunda-feira no Brasil.

A passagem por Fiji já vinha sendo positiva para o Brasil, que avançou com nomes importantes na chave masculina. No segundo dia do campeonato, mantendo forte presença brasileira na etapa antes da retomada das baterias femininas.

Yolanda Hopkins vence por apenas 0,24

A primeira bateria da retomada entregou o resultado de maior impacto no ranking feminino. Yolanda Hopkins, de Portugal, derrotou Gabriela Bryan por 10,17 a 9,93.

Hopkins construiu sua soma com notas 5,50 e 4,67. Bryan conseguiu a melhor onda individual da bateria, um 6,00, mas sua segunda nota válida foi 3,93. A diferença final ficou em apenas 0,24 ponto.

O resultado teve peso especial porque Bryan chegou a Fiji como número 1 do mundo. Com a eliminação da havaiana antes das quartas, Carissa Moore ganhou terreno direto na disputa pela liderança do ranking. Hopkins, por sua vez, avançou para enfrentar Isabella Nichols.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Isabella Nichols elimina Nadia Erostarbe

Na bateria seguinte, Isabella Nichols confirmou sua vaga nas quartas ao vencer por 11,60 a 8,93.

A australiana foi mais eficiente na escolha das ondas em uma sessão na qual Cloudbreak apresentou oportunidades, mas também muitas ondas fechando e exigindo uma leitura precisa de escolhas. Com a classificação, Nichols tornou-se a única australiana ainda viva no feminino e passou a integrar uma quarta de final contra Yolanda Hopkins.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Brisa Hennessy derruba Molly Picklum

Outra eliminação de enorme peso aconteceu na terceira bateria do dia. Brisa Hennessy superou Molly Picklum por 8,57 a 5,67.

Picklum chegou a Fiji carregando duas credenciais importantes: é a atual campeã mundial e defendia a vitória conquistada em Cloudbreak. Mesmo assim, não conseguiu encontrar as ondas necessárias para virar a bateria. Uma oportunidade apareceu já nos segundos finais, mas tarde demais para que a australiana completasse a onda dentro do tempo.

Para Hennessy, o resultado significou sua primeira classificação às quartas de final nesta temporada.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Lakey Peterson fecha o dia com maior soma da sessão

Lakey Peterson completou o grupo das oito melhores ao derrotar Francisca Veselko por 13,10 a 8,04.

A norte-americana apresentou a maior soma entre as quatro vencedoras do dia. Peterson marcou 6,60 e 6,50 em suas duas melhores ondas. Veselko surfou mais ondas, mas não conseguiu transformar o maior volume em notas suficientes: suas duas válidas foram 4,17 e 3,87.

Veja os melhores momentos da bateria abaixo:

Quartas de final femininas do Fiji Pro 2026

O primeiro confronto será um duelo totalmente havaiano e ganhou importância adicional depois da queda de Gabriela Bryan. A segunda bateria coloca Vahine Fierro diante de Erin Brooks, que já havia chamado atenção em Fiji ao registrar uma nota 10 durante a etapa. Na terceira, Hopkins tenta aproveitar o embalo da vitória sobre a então líder do ranking. A última bateria reúne Hennessy e Peterson, dona da maior soma da sessão mais recente.

  • Bateria 1 — Carissa Moore (HAW) x Bettylou Sakura Johnson (HAW)
  • Bateria 2 — Vahine Fierro (FRA) x Erin Brooks (CAN)
  • Bateria 3 — Yolanda Hopkins (POR) x Isabella Nichols (AUS)
  • Bateria 4 — Brisa Hennessy (CRC) x Lakey Peterson (USA)

Round 3 masculino tem cinco brasileiros

Enquanto o feminino já chegou às quartas, o masculino ainda aguarda a realização do Round 3. O Brasil mantém cinco representantes: Yago Dora, Italo Ferreira, Samuel Pupo, Miguel Pupo e Gabriel Medina.

As baterias masculinas estão montadas da seguinte forma:

  • Bateria 1 — Seth Moniz (HAW) x Cole Houshmand (USA)
  • Bateria 2 — Yago Dora (BRA) x Kanoa Igarashi (JPN)
  • Bateria 3 — Morgan Cibilic (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)
  • Bateria 4 — Callum Robson (AUS) x Jake Marshall (USA)
  • Bateria 5 — Italo Ferreira (BRA) x Connor O'Leary (JPN)
  • Bateria 6 — Samuel Pupo (BRA) x Griffin Colapinto (USA)
  • Bateria 7 — Miguel Pupo (BRA) x Kauli Vaast (FRA)
  • Bateria 8 — Barron Mamiya (HAW) x Gabriel Medina (BRA)

Próxima chamada do Fiji Pro

A competição foi oficialmente descartada para terça-feira, 1º de setembro, no horário de Fiji, segunda-feira no Brasil. A próxima chamada está marcada para:

  • Data em Fiji — quarta-feira, 2 de setembro
  • Horário em Fiji — 7h
  • Horário de Brasília — 16h de terça-feira, 1º de setembro

A conversão para Brasília ocorre porque Fiji está 15 horas à frente do horário de Brasília neste período.

O canal do oficial da WSL no YouTube, mantém a transmissão.

Previsão das ondas coloca quarta-feira como grande dia em Cloudbreak

A decisão de preservar a janela ganha ainda mais sentido quando se observa a previsão oficial do evento elaborada pela Surfline. Um novo swell de sudoeste, de período longo, está programado para entrar com força e produzir as maiores ondas de toda a janela.

  • Terça-feira, 1º de setembro — ondas de 4 a 6 pés de face pela manhã, aumentando para 5 a 7 pés no fim do dia. O novo swell começa a aparecer durante a tarde, com vento SE forte em direção favorável para Cloudbreak. A previsão original já tratava o dia como provável pausa.
  • Quarta-feira, 2 de setembro — ondas de 10 a 15 pés ou mais de face. O swell de sudoeste deve crescer durante a manhã e atingir o pico à tarde. O maior swell do evento, embora haja possibilidade de séries grandes demais “lavando” o reef em alguns momentos. O vento SE deve permanecer forte, mas cruzado/offshore.
  • Quinta-feira, 3 de setembro — ondas de 8 a 12 pés ou mais, ainda com algumas séries maiores. O swell começa a baixar em relação à quarta, enquanto o vento SE tende a ficar mais moderado pela manhã. É uma combinação que pode oferecer condições mais organizadas.
  • Sexta-feira, 4 de setembro — ondas de 8 a 10 pés, ocasionalmente chegando a 12 pés, em tendência de queda. A previsão indica vento E-ESE leve e offshore pela manhã, antes de possível mudança mais tarde.

Quarta-feira pode mudar completamente o Fiji Pro

A curta sessão feminina serviu para limpar uma parte importante da chave, mas o cenário mais aguardado da etapa ainda pode estar por vir. Cloudbreak recebeu baterias em condições longe do seu potencial máximo, enquanto a previsão agora aponta um salto expressivo no tamanho e na energia do mar.

Com ondas de 10 a 15 pés ou mais previstas para quarta-feira, a direção de prova terá diante de si um cenário muito diferente. As quartas femininas estão prontas, o Round 3 masculino mantém cinco brasileiros na disputa e a janela segue aberta até sexta-feira, 4 de setembro.

Mais do que quantidade de ondas, a decisão dependerá da combinação entre tamanho, vento, maré e segurança. Se o swell chegar dentro do projetado e Cloudbreak conseguir organizar as séries, o Fiji Pro poderá entrar em sua reta decisiva justamente com as condições de força que transformaram a esquerda fijiana em uma das ondas mais emblemáticas do circuito mundial.