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França elimina a Suécia confirmando o favoritismo e chega forte às oitavas da Copa do Mundo 2026

Mbappé marcou duas vezes, se isolou na artilharia dos mata-matas de Copa, Olise chegou a cinco assistências no Mundial e Barcola voltou a balançar a rede em uma vitória que reforçou o tamanho da seleção francesa.

Por Corte dos Esportes · 30/06/2026 · Categoria: Futebol

A França está nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. E não chegou apenas pelo resultado. Chegou com autoridade, com repertório ofensivo e com a sensação cada vez mais clara de que é uma das seleções mais fortes do torneio. Diante da Suécia, no New York New Jersey Stadium, a equipe comandada por Didier Deschamps venceu por 3 a 0, confirmou o favoritismo e transformou um confronto que poderia ser físico e perigoso em mais uma demonstração de controle.

Kylian Mbappé foi novamente decisivo, com dois gols. Bradley Barcola marcou o outro. Michael Olise deu duas assistências e chegou a cinco passes para gol na competição. A Suécia até resistiu por parte do primeiro tempo, contou com boas defesas de Jacob Widell Zetterström e viu a França ter gol anulado e bola na trave antes de abrir o placar. Mas, quando o time francês encontrou o primeiro gol, o jogo mudou de vez.

A vitória colocou a França nas oitavas contra o Paraguai, que chega embalado pela classificação histórica sobre a Alemanha nos pênaltis. O duelo será mais um teste de favoritismo para uma seleção que persegue o terceiro título mundial e carrega o peso de quem já venceu a Copa em 1998 e 2018.

Mbappé decide e aumenta marca histórica

O personagem principal voltou a ser Mbappé. O camisa 10 e capitão abriu o placar aos 45 minutos do primeiro tempo, depois de receber a bola na área, limpar a marcação e finalizar com precisão. Foi o tipo de gol que muda o peso emocional de uma partida. Até ali, a Suécia se segurava como podia, muito por causa das defesas de Zetterström e também por um impedimento que anulou um gol francês em jogada construída por Olise para Mbappé.

No segundo tempo, com mais espaço, a França ampliou sua superioridade. Barcola fez 2 a 0 aos 53 minutos, após passe de Olise, e Mbappé fechou o placar aos 74, novamente em jogada com assistência do meia. Com os dois gols, o atacante chegou a seis nesta Copa do Mundo, empatando na liderança da artilharia da edição, e alcançou 18 gols em 18 partidas na história dos Mundiais.

O dado mais forte, porém, está nos mata-matas. Mbappé chegou a 10 gols em fases eliminatórias de Copa do Mundo, marca que o coloca isolado no topo desse recorte histórico. É um número que explica por que sua relação com o torneio já ultrapassou a categoria de grande fase. Mbappé virou um jogador de Copa em escala histórica: campeão em 2018, protagonista da final de 2022 e agora novamente decisivo em 2026.

Olise vira garçom e reforça profundidade francesa

Se Mbappé foi o finalizador, Olise foi o organizador da vitória. As duas assistências contra a Suécia levaram o meia a cinco passes para gol nesta Copa. Esse crescimento é um dos principais sinais de força da França no torneio, porque amplia a dependência ofensiva para além de Mbappé e Dembélé.

Olise participou diretamente dos dois gols do segundo tempo. No lance de Barcola, encontrou o atacante em condição perfeita para finalizar. No terceiro gol, acionou Mbappé com tempo e espaço para matar o jogo. Antes disso, ainda havia criado a jogada do gol anulado e quase marcou em uma tentativa acrobática que parou na trave.

A França tem velocidade, técnica e tomada de decisão em todos os lados do campo. Isso torna o time difícil de ser controlado. Se o adversário fecha Mbappé, aparece Olise. Se fecha o corredor central, Barcola ataca a profundidade. Se tenta baixar linhas, Dembélé e os laterais alargam o campo. A Suécia sentiu isso durante quase todo o jogo.

Barcola marca novamente em sua primeira Copa

O atacante marcou pela segunda vez nesta Copa do Mundo e consolidou seu espaço como peça importante no ataque francês. Em sua primeira participação em Mundiais, já mostra frieza para decidir em jogo eliminatório, algo que pesa muito em torneios curtos.

O gol de Barcola foi simbólico. Ele não precisou de muitos toques, não enfeitou a jogada e executou com objetividade. Esse é um ponto importante da França de 2026: o time tem talento, mas também tem eficiência. A equipe não depende apenas de posse de bola longa ou domínio territorial. Consegue acelerar em poucos segundos e transformar uma brecha em gol.

Suécia não conseguiu competir

A Suécia deixa a Copa com a sensação de ter enfrentado um adversário acima do seu nível competitivo no momento. A equipe tentou se manter viva com organização defensiva, força física e bolas em direção a Alexander Isak e Viktor Gyökeres, mas não conseguiu sustentar perigo suficiente para mudar o roteiro da partida.

O goleiro Zetterström foi um dos responsáveis por evitar um placar mais elástico. Antes do primeiro gol, fez defesa importante em finalização de Rabiot e viu Mbappé acertar a trave em chance clara. A França também teve um gol anulado por impedimento, em lance que poderia ter aberto o placar mais cedo.

Depois do 1 a 0, a missão sueca ficou muito mais pesada. A equipe precisou sair um pouco mais, abriu espaços e foi punida pela qualidade francesa. No fim, Maignan ainda trabalhou em finalização de Svanberg, mas a França nunca pareceu realmente ameaçada na classificação.

França chega às oitavas pela quarta Copa seguida

A classificação também reforça a regularidade recente dos francêses em Mundiais. A seleção chega às oitavas de final pela quarta Copa do Mundo consecutiva: 2014, 2018, 2022 e 2026. Desde a eliminação ainda na fase de grupos em 2010, os franceses reconstruíram seu peso competitivo e passaram a frequentar a parte decisiva do torneio.

Em 2014, caíram nas quartas de final para a Alemanha. Em 2018, foram campeões na Rússia. Em 2022, chegaram novamente à final e ficaram com o vice diante da Argentina. Agora, em 2026, avançam ao mata-mata com campanha perfeita até aqui, somando vitórias sobre Senegal, Iraque, Noruega e Suécia.

Essa sequência explica por que a França não é apenas uma seleção talentosa. É uma equipe acostumada a jogar Copa, acostumada a lidar com pressão e acostumada a decidir. Em torneios de eliminação direta, esse hábito competitivo vale quase tanto quanto a qualidade técnica.

O próximo desafio

O próximo adversário será o Paraguai, que chega com moral depois de eliminar a Alemanha nos pênaltis. A classificação paraguaia foi uma das grandes histórias da Copa até agora e serve de alerta para a França: favoritismo não elimina risco, principalmente em mata-mata.

O Paraguai deve apresentar um jogo de resistência, marcação forte, disputa física e tentativa de levar a partida para um cenário de tensão. A França, por outro lado, chega com mais talento, mais profundidade e mais capacidade de decidir em jogadas individuais. O contraste promete um confronto de estilos: a potência ofensiva francesa contra uma seleção paraguaia que já mostrou força emocional para sobreviver contra gigantes.

Data: sábado, 4 de julho de 2026

Horário: 18h, de Brasília

Local: Philadelphia Stadium, em Filadélfia, Estados Unidos

Contexto: a França chega com 100% de aproveitamento e tenta seguir no caminho do tricampeonato mundial; o Paraguai vem de classificação histórica contra a Alemanha nos pênaltis.

Uma França com cara de candidata ao título

A vitória sobre a Suécia não foi apenas mais um placar seguro. Foi uma afirmação. A França mostrou que consegue criar muito, sofrer pouco e vencer com diferentes protagonistas. Mbappé decide como artilheiro histórico. Olise organiza como garçom de elite. Barcola aparece como opção letal. Dembélé mantém a defesa adversária presa. E Deschamps tem elenco suficiente para mudar o jogo pelo banco.

Esse conjunto faz da França uma candidata real ao título. Não porque venceu a Suécia, mas pela forma como venceu: com controle, chances claras, volume ofensivo e maturidade para não permitir que o adversário acreditasse na zebra.

A Copa ainda tem muitos obstáculos, e o Paraguai já provou que pode derrubar favoritos. Mas a França chega às oitavas com o recado dado. O caminho para o terceiro título mundial segue aberto, e Mbappé, mais uma vez, parece disposto a transformar a própria Copa em mais um capítulo pessoal de história.