O Grêmio foi até a Argentina e venceu o Deportivo Riestra por 3 a 0, e assumindo a liderança provisória do Grupo F. Em uma noite de respostas individuais e coletivas, o Tricolor construiu uma vitória segura, manteve a solidez defensiva e passou a depender apenas de si para avançar as oitavas de final.
A rodada já chegava cercada de pressão para os brasileiros, como indicava a prévia dos jogos. Enquanto Santos e Atlético-MG deixaram pontos importantes escaparem em partidas que poderiam mudar completamente a situação de seus grupos.
Grêmio vence fora de casa após 100 dias
O placar foi aberto por Carlos Vinícius, em cobrança de pênalti, depois de desperdiçar três cobranças seguidas no mesmo jogo, ele voltou para a marca da cal e marcou, encerrando a sequência negativa em um momento decisivo para o Grêmio. O gol tirou peso do jogador e deu tranquilidade para o time controlar melhor a partida.
A vitória também teve um componente emocional forte com Braithwaite. O atacante voltou a marcar depois de nove meses, período marcado por uma lesão séria, e fechou o placar no segundo tempo. O gol simboliza mais do que estatística: recoloca o jogador no caminho da confiança em uma reta de temporada em que o elenco precisa de alternativas ofensivas.
Outro ponto alto foi o retorno de Amuzu, que reapareceu no time com gol e participação direta no ritmo ofensivo. Com velocidade, presença e agressividade, ele deu profundidade ao ataque gremista e mostrou que pode ser peça útil para a sequência. A atuação ganhou ainda mais força pela conexão com Gabriel Mec, fazendo uma tabela para o segundo gol da partida marcado pelo belga.
Mec terminou como destaque técnico da partida. Além da assistência, participou das melhores jogadas, acelerou o time em transição e incomodou tanto a marcação argentina que sofreu mais de dez faltas. A atuação reforça o potencial do jovem e aumenta a pressão por mais minutos em jogos importantes. Em um elenco que busca soluções criativas, a resposta veio de dentro de casa.
O resultado também reforça uma tradição em noites de Copas do clube. O Tricolor mostrou força justamente em uma noite que combina com a história de tradição, títulos e identidade copeira do Grêmio: intensidade, resposta fora de casa e capacidade de crescer em cenário decisivo.
Defensivamente, o Grêmio também saiu fortalecido. O time completou cinco partidas sem sofrer gols, número que ajuda a explicar a recuperação na competição. Com os próximos dois jogos da Sul-Americana em casa, contra Palestino e Montevideo City Torque, o cenário ficou favorável: se confirmar a força na Arena, o Tricolor pode transformar a liderança provisória em classificação direta.
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Santos joga bem no início, mas volta a tropeçar no fim
O Peixe entrou em campo sabendo que precisava transformar desempenho em resultado, ponto que já aparecia como alerta na prévia do jogo. O time teve bom primeiro tempo, criou chances e abriu vantagem com Neymar, mas voltou a sofrer no fim.
O camisa 10 marcou depois de duas partidas em campo sem balançar a rede e foi protagonista em boa parte das ações ofensivas do time. O gol deu ao Santos a sensação de controle em uma partida que parecia encaminhada para uma vitória essencial, especialmente pelo cenário complicado do grupo e pela necessidade de reação na competição continental.
O problema foi a repetição de um roteiro doloroso. Assim como já havia acontecido na Vila Belmiro contra o mesmo adversário, o Santos deixou a vitória escapar na reta final e ficou no empate por 1 a 1. O resultado mantém o time sem vencer na Sul-Americana após quatro rodadas, com três empates e uma derrota.
A situação ainda não é irreversível porque o Grupo D está embolado. O Santos é o lanterna, mas segue vivo pela proximidade na pontuação e pelos confrontos restantes. O alerta, porém, é claro: o time precisa transformar volume em vitória. A equipe tem momentos de bom futebol, mas continua pagando caro por falhas de concentração e pela falta de eficiência para matar os jogos.
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Atlético-MG abre 2 a 0, sofre apagão e segue pressionado
O Galo também carregava pressão antes da bola rolar, cenário já desenhado na prévia da partida. O time mineiro abriu 2 a 0 fora de casa, mas perdeu o controle do jogo e sofreu o empate em um apagão de menos de dez minutos.
A vitória mostraria a chance de sair da rodada com outro ambiente na competição, mas voltou a demonstrar instabilidade. A equipe criou vantagem, parecia ter o jogo sob controle, mas não sustentou o domínio emocional nem defensivo quando o Juventud cresceu na partida. A reação uruguaia expôs novamente a dificuldade do Atlético-MG para administrar cenários favoráveis em jogos grandes.
O empate por 2 a 2 teve peso grande pela forma como aconteceu. O Galo construiu a vantagem, mas permitiu que o adversário voltasse ao jogo rapidamente, em uma sequência que mudou completamente a leitura da noite. Para uma equipe que precisava vencer para aliviar a pressão, deixar escapar dois pontos dessa forma aumenta o desgaste e reduz a margem de erro na reta final da fase de grupos.
Com a combinação de resultados do grupo, o Atlético-MG terminou a rodada na lanterna, com quatro pontos, mas ainda com possibilidade de classificação porque a chave segue aberta. A conta, no entanto, ficou mais apertada. O Galo precisa vencer os dois jogos restantes e torcer para que os concorrentes diretos não abram distância.
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