A Liga das Nações de Vôlei 2026 chega como uma das competições mais importantes do calendário internacional e marca o início de uma nova etapa para as seleções brasileiras. O torneio reúne a elite mundial da modalidade, coloca o Brasil diante de rivais tradicionais logo nas primeiras semanas e serve como termômetro para o ciclo que mira os grandes compromissos internacionais dos próximos anos.
No feminino, o Brasil estreia em Brasília contra a Holanda, no dia 3 de junho, às 20h. No masculino, a estreia também será na capital federal, no dia 10 de junho, às 20h, contra o Irã. As duas seleções jogam a primeira semana no Ginásio Nilson Nelson.
Como funciona a Liga das Nações de Vôlei
O formato é dividido em “pools”, que funcionam como grupos por semana e por sede. Cada seleção disputa 12 partidas na fase classificatória, distribuídas em três semanas de competição.
Ao fim dessa fase, as melhores campanhas avançam para a fase final. No feminino, a decisão será em Macau, na China, entre 22 e 26 de julho. No masculino, a fase final será em Ningbo, também na China, entre 29 de julho e 2 de agosto.
Esse formato valoriza regularidade. Não basta fazer uma boa estreia ou vencer um rival direto: a seleção precisa pontuar bem em diferentes continentes, contra adversários de estilos variados e em uma sequência desgastante de viagens, treinos e jogos.
Onde assistir à Liga das Nações de Vôlei 2026
A Liga das Nações de Vôlei 2026 terá transmissão no Brasil pelo SporTV, na TV fechada. Pela internet, os jogos também poderão ser acompanhados pelo Globoplay e pela GETV no Youtube.
A Globo também deve exibir partidas selecionadas em TV aberta, mas a grade completa pode variar conforme a fase da competição, os horários dos jogos e a programação da emissora.
Seleções que disputam a VNL feminina 2026
As 18 seleções na disputa:
- Brasil
- Itália
- Holanda
- Turquia
- República Dominicana
- Bulgária
- Canadá
- Estados Unidos
- França
- Japão
- Ucrânia
- Alemanha
- China
- Sérvia
- Bélgica
- Polônia
- Tailândia
- República Tcheca
A lista mostra a força da competição. O Brasil terá pela frente potências como Itália, Turquia, Estados Unidos, China, Japão e Polônia, além de seleções em crescimento no cenário internacional. Por isso, a fase classificatória funciona como um teste de profundidade de elenco, variação tática e resistência física.
Seleções que disputam a VNL masculina 2026
As 18 seleções:
- Brasil
- Argentina
- Bulgária
- Sérvia
- Bélgica
- Irã
- Canadá
- Alemanha
- Itália
- Estados Unidos
- Turquia
- França
- China
- Cuba
- Eslovênia
- Ucrânia
- Polônia
- Japão
A seleção brasileira de Bernardinho terá uma sequência pesada contra adversários de estilos diferentes. Argentina, Itália, França, Polônia, Estados Unidos e Eslovênia aparecem entre os rivais mais fortes do caminho.
Grupos da seleção brasileira feminina
Na primeira semana, em Brasília, o Brasil está em um grupo com:
- Brasil
- Itália
- Holanda
- Turquia
- República Dominicana
- Bulgária
Na segunda semana, de 17 a 21 de junho, o Brasil joga em Ancara, na Turquia, em uma chave com:
- Brasil
- Turquia
- França
- Bélgica
- Alemanha
- China
Na terceira semana, de 8 a 12 de julho, a seleção vai a Osaka, no Japão, em um grupo forte com:
- Brasil
- Japão
- Polônia
- Turquia
- Estados Unidos
- Tailândia
A sequência brasileira no feminino ficou assim:
- 03/06, 20h: Brasil x Holanda
- 04/06, 20h: Brasil x República Dominicana
- 06/06, 11h: Brasil x Bulgária
- 07/06, 14h30: Brasil x Itália
- 17/06, 10h: Brasil x França
- 18/06, 10h: Brasil x Bélgica
- 20/06, 10h: Brasil x China
- 21/06, 10h: Brasil x Alemanha
- 08/07, 7h20: Brasil x Japão
- 10/07, 7h20: Brasil x Polônia
- 11/07, 3h30: Brasil x Tailândia
- 12/07, 0h: Brasil x Estados Unidos
Convocadas da seleção brasileira feminina
José Roberto Guimarães trabalha com uma lista que mistura experiência, liderança e renovação. Gabi segue como uma das principais referências técnicas e emocionais do grupo, enquanto nomes como Ana Cristina, Júlia Bergmann, Helena e Julia Kudiess aparecem em uma geração que já deixou de ser apenas promessa e passa a carregar responsabilidade em jogos grandes.
As convocadas da seleção brasileira feminina incluem:
Levantadoras
- Macris
- Roberta
Opostas
- Kisy
- Tainara
Ponteiras e ponteiras/opostas
- Ana Cristina
- Helena
- Rosamaria
- Gabi
- Júlia Bergmann
Centrais
- Diana
- Julia Kudiess
- Lorena
- Luzia
Líberos
- Marcelle
- Natinha
- Nyeme
A presença de nomes experientes ao lado de atletas em consolidação mostra uma seleção em equilíbrio entre continuidade e renovação. Esse processo se conecta diretamente à história das medalhas olímpicas do vôlei brasileiro, porque a VNL virou uma vitrine importante para testar formações, ajustar hierarquias e preparar a seleção para decisões maiores.
O contexto da convocação feminina também passa pelo nível recente da temporada nacional. O título do Praia Clube na Superliga Feminina 2025/26 mostra a força do voleibol de clubes no Brasil e ajuda a explicar por que a seleção chega à VNL com uma base competitiva acostumada a decisões, pressão e jogos de alto rendimento.
Grupos da seleção brasileira masculina
A primeira semana será de 10 a 14 de junho, em um grupo com:
- Brasil
- Argentina
- Bulgária
- Sérvia
- Bélgica
- Irã
Na segunda semana, de 24 a 28 de junho, a equipe brasileira joga em Liubliana, na Eslovênia, em uma chave com:
- Brasil
- Eslovênia
- Itália
- Canadá
- Bulgária
- Ucrânia
Na terceira semana, de 15 a 19 de julho, o Brasil vai a Chicago, nos Estados Unidos, para enfrentar um grupo forte com:
- Brasil
- Estados Unidos
- França
- Polônia
- China
- Bulgária
A sequência brasileira no masculino ficou assim:
- 10/06, 20h: Brasil x Irã
- 11/06, 20h: Brasil x Bélgica
- 13/06, 11h: Brasil x Sérvia
- 14/06, 18h: Brasil x Argentina
- 24/06, 11h30: Brasil x Ucrânia
- 26/06, 15h: Brasil x Itália
- 27/06, 15h30: Brasil x Eslovênia
- 28/06, 11h30: Brasil x Canadá
- 15/07, 18h: Brasil x França
- 16/07, 22h: Brasil x Estados Unidos
- 17/07, 22h: Brasil x Polônia
- 19/07, 14h: Brasil x China
Convocados da seleção brasileira masculina
Bernardinho iniciou a preparação com uma lista que mistura jogadores já consolidados, atletas em crescimento e nomes que buscam espaço definitivo na seleção. A VNL será importante para medir consistência de saque, passe, volume defensivo e tomada de decisão em pontos decisivos.
Os convocados incluem:
Levantadores
- Bieler
- Fernando Cachopa
- Matheus Brasília
Opostos
- Bryan
- Darlan
- Oppenkoski
Ponteiros
- Adriano
- Arthur Bento
- Douglas Souza
- Honorato
- Lukas Bergmann
- Maicon
Centrais
- Barreto
- Flávio
- Guilherme Voss
- Judson
- Matheus Pinta
- Thiery
Líberos
- Maique
- Pureza
Outros nomes inscritos:
- Rhendrick Resley
- Lucarelli
- Léo Lukas
- Paulo
- Robert
- Chizoba
- Sabino
- Samuel
- Alê Elias
- Filipinho
A lista larga dá margem para ajustes durante a competição, algo comum em uma competição longa e fisicamente exigente. O retorno de Douglas Souza e a presença de atletas como Darlan, Lukas Bergmann e Bryan aumentam o interesse sobre a montagem do time brasileiro para a temporada.
No masculino, a leitura também passa diretamente pelo ambiente competitivo da Superliga. O título do Sada Cruzeiro sobre o Vôlei Renata na Superliga Masculina 2025/26 reforçou a exigência técnica do calendário nacional e manteve em evidência a importância dos clubes brasileiros na formação, maturação e preparação de atletas para a seleção.
Por que a VNL 2026 é importante para o Brasil
Ela funciona como laboratório competitivo e, ao mesmo tempo, como competição de alto valor esportivo. Para o Brasil, a edição de 2026 tem peso especial porque coloca as duas seleções diante de uma necessidade clara: competir bem agora sem perder de vista a formação de grupos fortes para o ciclo internacional.
No feminino, a seleção tenta transformar talento e experiência em regularidade contra as principais potências do mundo. No masculino, Bernardinho busca consolidar uma equipe capaz de recuperar protagonismo em grandes decisões.
A força da base nacional, alimentada por competições como a Superliga de Vôlei, segue sendo um ponto central para explicar a profundidade do elenco brasileiro.